Assassinato de vereador em Magé completa um mês hoje

Geraldo foi morto no dia 13 de janeiro e Luciano em 15 de novembro de 2015. As autoridades ainda não esclareceram os crimes E o ministério sobre o crime permanece

A execução do vereador Geraldo Cardoso Gerpe, o Geraldão, o oitavo político com mandato assassinado em Magé desde 1997, completa neste sábado exatamente um mês e até ontem as autoridades policiais não tinham divulgado nada que apontasse para o esclarecimento do crime. Ele foi executado por volta das 22h do dia 13 de janeiro no estacionamento da Câmara Municipal, quando se dirigia a seu carro para, supostamente, pegar um documento. A presença do parlamentar na Casa naquela noite também não foi devidamente esclarecida, uma vez que naquele dia não houve sessão.

TJ suspende efeitos de sessões da Câmara de Magé

Pela decisão nenhuma sessão que a mesa diretora da Câmara marcar para antes do dia 15 de fevereiro terá validade Decisões nelas tomadas estão suspensas por quebra do rito legal

Em decisão tomada no fim da tarde dessa segunda-feira o desembargador Paulo Sérgio Prestes dos Santos, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, suspendeu os efeitos e todas decisões tomadas pelo plenário da Câmara de Vereadores de Magé este mês. A decisão foi baseada nos argumentos apresentados pelos advogados do prefeito Nestor Vidal em agravo de instrumento impetrado por entender que a Casa Legislativa vem descumprindo os ritos em várias sessões nas quais tem tratado de processos de afastamento do chefe do Poder Executivo em comissões processantes. O desembargador declarou nulas a sessão realizada no último dia 4, sessões subsequentes e todas as outras que porventura virem a ser realizadas antes da abertura do período legislativo de 2016, em 15 de fevereiro.

Assassinato de vereador é sinal de retrocesso em Magé

O suplente Tonico Pescador cumpria mandato pelo PMDB quando foi morto em março de 2012 Geraldão é o oitavo político morto na cidade. O primeiro foi Geraldo Ângelo, crime ocorrido 1997

O assassinato do vereador Geraldo Cardoso Gerpe, o Geraldão, ocorrido por volta das 22 horas de ontem no estacionamento da Câmara, sinaliza o retrocesso no município de Magé. A afirmação foi feita agora a pouco em nota divulgada pelo prefeito Nestor Vidal. As primeiras informações dão conta de que o crime foi cometido por um homem que estava em um veículo parado ao lado do carro do vereador, que levou dois tiros, sendo um deles na cabeça. O crime vai ser investigado pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. “Quero lamentar o assassinato do vereador Geraldão. É um crime contra a democracia e contra o povo de Magé. Quero me solidarizar com a família e sinalizar o retrocesso na volta da liberdade ao nosso município, o que faz as pessoas de boa índole se afastar da política. Representa um dia de trevas na história do nosso povo”, afirmou Vidal.

Vereador assassinado no estacionamento da Câmara de Magé

Geraldo Gerpe estava cumprindo o primeiro mandato O vereador Geraldo Cardoso Gerpe, o Geraldão, foi assassinado na noite de hoje no estacionamento da Câmara Municipal de Magé. As circunstancias ainda não foram apuradas. O crime acontece em um momento conturbado, com o Poder Legislativo tentando afastar o prefeito Nestor Vidal, para que o presidente da Câmara, Rafael Santos de Souza (PPS), o Rafael Tubarão assuma o governo. O assassinato dá mais um toque de semelhança com a situação política de Seropédica, onde o presidente da Câmara, Waguinho do Emiliano, também quer o lugar do prefeito. Naquele município, em novembro do ano passado, o vereador Luciano Nascimento da Silva, o Luciano DJ, foi morto dois dias após ter faltado a uma sessão em que seria votada a terceira tentativa de afastamento do prefeito Alcir Martinazzo.

Disputa pelo poder devolve Magé à era do vale tudo

Por conta de uma clara disputa pelo poder o município de Magé volta a viver dias de incerteza E várias sessões da Câmara de Vereadores poderão ser anuladas na Justiça

O prefeito de Magé, Nestor Vidal (PMDB) decidiu recorrer à Justiça, segundo ele, para que a Câmara de Vereadores cumpra os ritos legais e respeite o regimento interno e a Lei Orgânica do município em suas sessões. A decisão foi tomada após o presidente da Casa, Rafael Santos de Souza (PPS), ter colocado o orçamento para o exercício de 2016 para ser votado no último dia útil do ano passado em reunião para a qual dois vereadores – Carlos Prata e Werner Saraiva – não teriam sido convocados. A sessão poderia acontecer, mas todos os membros da Câmara teriam de ser convocados. Os poderes Legislativo e Executivo estão às turras desde a renúncia do vice-prefeito Cláudio Ferreira Rodrigo, o Claudio da Pakera, o que deixou o presidente (mais conhecido na cidade como Rafael Tubarão) na condição de sucessor imediato em caso de impedimento do prefeito.

Bote sobre o poder continua armado em Seropédica

Wagner está jogando pesado para tirar a cadeira de Martinazzo Vereador quer ser prefeito na marra. Já tentou duas vezes, em ambas foi apeado do cargo pela Justiça, mas está preparando mais um golpe

Alguém disse ao vereador Wagner Vinícius de Oliveira (um policial militar conhecido como Waguinho do Emiliano), que o cargo de prefeito de Seropédica é dele e o bobo acreditou. Tanto é assim que ele tentou tomar o poder duas vezes e já está partindo para terceira, mesmo tendo tomado duas pancadas da Justiça, uma em julho e outra em agosto. Presidente da Câmara Municipal, Wagner passou a enxergar irregularidades na administração do prefeito Alcir Martinazzo depois da morte do vice-prefeito, Zealdo Amaral, ocorrida em setembro do ano passado. Zealdo infartou durante um evento de campanha e logo após seu sepultamento a disputa pelo poder começou: varias comissões de inquérito foram abertas na Câmara e em julho o prefeito foi cassado em uma delas. Wagner sentou na cadeira de prefeito por uma semana e dela saiu por força de decisão judicial. Insatisfeito com a posição do Judiciário, 15 dias depois, ao ler o relatório preliminar de uma segunda comissão, decretou o afastamento do prefeito por 90 dias e assumiu de novo a Prefeitura, sendo retirado de lá por mais uma decisão da Justiça, que afirmou que a Câmara “não tem competência para afastar liminarmente o chefe do Executivo, antes de concluído o julgamento”.

Prefeito cassado de Teresópolis pode voltar ao cargo

Arlei acredita que a Justiça irá lhe devolver o cargo Defesa e aliados acreditam que retorno pode acontecer ainda este mês

Cassado no dia 29 de outubro por uma comissão processante formada pela Câmara de Vereadores, o hoje ex-prefeito Arlei Rosa poderá reassumir o comando do município de Teresópolis ainda este mês, segundo informou ontem à noite uma fonte ligada à defesa dele. A defesa de Arlei já havia conseguido suspender em instância superior os afastamentos determinados pelo juízo local e agora espera derrubar na Justiça os efeitos da decisão tomada por dez dos doze membros do Legislativo teresopolitano. Se isso ocorrer não será a primeira decisão tomada nos últimos meses pelo Poder Judiciário, que derrubou, em julho, a cassação do prefeito de Seropédica, Alcir Martinazzo e, em agosto, tomou nova decisão em favor do mesmo político, suspendendo o afastamento temporário decretado pelos vereadores (em outra comissão de inquérito) para que o presidente da Câmara, Wagner Vinícius de Oliveira assumisse o governo. Da primeira vez Wagner ficou uma semana como prefeito e da segunda apenas 24 horas.

Sessão na Câmara de Magé foi tranquila nesta quinta

Apenas o presidente da Casa e mais um vereador usaram a tribuna

     Quem esperava mais uma noite de conflito, spray de pimenta e gás lacrimogêneo, como na reunião da última terça-feira, deparou com uma sessão tranquila. Muitos esperavam que, depois da leitura da ata da reunião anterior, o presidente Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão iria atropelar o rito e colocar em votação o afastamento temporário do prefeito Nestor Vidal e assumir o comando do município, já que passou a ser o substituto imediato com a pelo menos estranha renúncia do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera. Isso não aconteceu e é desaconselhável juridicamente, pois, de acordo com entendimento da Justiça, é ilegal, pois “a norma que disciplina o julgamento de infrações político-administrativas dos prefeitos municipais, a ser realizado pela Câmara de Vereadores, não prevê o referido afastamento cautelar”. Durante a sessão desta quinta-feira os vereadores limitaram-se a aprovar a ata da reunião na qual foi decidida a formação de comissões de investigação para apurar denúncias de supostas irregularidades na gestão do prefeito Nestor Vidal. Apenas Rafael Tubarão e o vereador Carlos da Silva Ferreira, o Carlinhos da Ambulância usaram a tribuna.

Cinco dias após saída de vice, Câmara de Magé pode afastar prefeito

Vereadores devem votar nessa terça-feira abertura de comissões de inquérito e possivelmente um afastamento cautelar

A sessão da Câmara de Vereadores de Magé marcada para essa terça-feira pode ser uma das mais quentes da história da Casa. É que depois de um “retiro” no fim de semana os vereadores retornam já com os votos praticamente contados para deliberarem sobre a formação de uma ou mais comissões de inquérito contra a administração do prefeito Nestor Vidal. Isso vai acontecer cinco dias após a renúncia do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera, ocorrida na última quinta-feira.

Vereador que faltou à sessão na qual o prefeito de Seropédica seria cassado foi executado a tiros na madrugada deste domingo

Luciano foi executado na madrugada de hoje Quarenta e oito horas após ter faltado a uma sessão na qual, pela terceira vez em três meses o presidente da Câmara de Vereadores de Seropédica, Wagner Vinícius de Oliveira, o Waguinho do Emiliano (PRB), tentaria afastar o prefeito Alcir Martinazzo, o vereador Luciano Nascimento Batista, o Luciano DJ, foi executado a tiros. O crime ocorreu por volta das 4h30 deste domingo, quando ele deixava uma casa de shows, na Rua Niterói, no centro daquele município. A sessão ocorreria na última quinta-feira, mas o afastamento do prefeito não foi colocado em pauta por conta da ausência de Luciano, que havia alegado motivo de saúde. Durante a sessão chegou a ser cogitada a convocação, em plenário, de suplente para que a votação pudesse ocorrer.

O clima entre os poderes Legislativo e Executivo esquentou desde que Waner Vinicius, que é policial militar, colocou na cabeça que tem de assumir a Prefeitura. Em agosto a Câmara cassou o mandato de Martinazzo em um processo que acabou suspenso pela Justiça, por conta de irregularidades na tramitação. Ainda assim Waquinho conseguiu ficar uma semana no cargo. Uma segunda tentativa de assumir foi feita em setembro, com o afastamento temporário do prefeito, o que não durou mais que 24 horas. Uma terceira votação foi marcada para a última quinta-feira, mas a ausência de Luciano frustrou os propósitos da mesa diretora.