Bote sobre o poder continua armado em Seropédica

Wagner está jogando pesado para tirar a cadeira de Martinazzo Vereador quer ser prefeito na marra. Já tentou duas vezes, em ambas foi apeado do cargo pela Justiça, mas está preparando mais um golpe

Alguém disse ao vereador Wagner Vinícius de Oliveira (um policial militar conhecido como Waguinho do Emiliano), que o cargo de prefeito de Seropédica é dele e o bobo acreditou. Tanto é assim que ele tentou tomar o poder duas vezes e já está partindo para terceira, mesmo tendo tomado duas pancadas da Justiça, uma em julho e outra em agosto. Presidente da Câmara Municipal, Wagner passou a enxergar irregularidades na administração do prefeito Alcir Martinazzo depois da morte do vice-prefeito, Zealdo Amaral, ocorrida em setembro do ano passado. Zealdo infartou durante um evento de campanha e logo após seu sepultamento a disputa pelo poder começou: varias comissões de inquérito foram abertas na Câmara e em julho o prefeito foi cassado em uma delas. Wagner sentou na cadeira de prefeito por uma semana e dela saiu por força de decisão judicial. Insatisfeito com a posição do Judiciário, 15 dias depois, ao ler o relatório preliminar de uma segunda comissão, decretou o afastamento do prefeito por 90 dias e assumiu de novo a Prefeitura, sendo retirado de lá por mais uma decisão da Justiça, que afirmou que a Câmara “não tem competência para afastar liminarmente o chefe do Executivo, antes de concluído o julgamento”.

Prefeito cassado de Teresópolis pode voltar ao cargo

Arlei acredita que a Justiça irá lhe devolver o cargo Defesa e aliados acreditam que retorno pode acontecer ainda este mês

Cassado no dia 29 de outubro por uma comissão processante formada pela Câmara de Vereadores, o hoje ex-prefeito Arlei Rosa poderá reassumir o comando do município de Teresópolis ainda este mês, segundo informou ontem à noite uma fonte ligada à defesa dele. A defesa de Arlei já havia conseguido suspender em instância superior os afastamentos determinados pelo juízo local e agora espera derrubar na Justiça os efeitos da decisão tomada por dez dos doze membros do Legislativo teresopolitano. Se isso ocorrer não será a primeira decisão tomada nos últimos meses pelo Poder Judiciário, que derrubou, em julho, a cassação do prefeito de Seropédica, Alcir Martinazzo e, em agosto, tomou nova decisão em favor do mesmo político, suspendendo o afastamento temporário decretado pelos vereadores (em outra comissão de inquérito) para que o presidente da Câmara, Wagner Vinícius de Oliveira assumisse o governo. Da primeira vez Wagner ficou uma semana como prefeito e da segunda apenas 24 horas.

Sessão na Câmara de Magé foi tranquila nesta quinta

Apenas o presidente da Casa e mais um vereador usaram a tribuna

     Quem esperava mais uma noite de conflito, spray de pimenta e gás lacrimogêneo, como na reunião da última terça-feira, deparou com uma sessão tranquila. Muitos esperavam que, depois da leitura da ata da reunião anterior, o presidente Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão iria atropelar o rito e colocar em votação o afastamento temporário do prefeito Nestor Vidal e assumir o comando do município, já que passou a ser o substituto imediato com a pelo menos estranha renúncia do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera. Isso não aconteceu e é desaconselhável juridicamente, pois, de acordo com entendimento da Justiça, é ilegal, pois “a norma que disciplina o julgamento de infrações político-administrativas dos prefeitos municipais, a ser realizado pela Câmara de Vereadores, não prevê o referido afastamento cautelar”. Durante a sessão desta quinta-feira os vereadores limitaram-se a aprovar a ata da reunião na qual foi decidida a formação de comissões de investigação para apurar denúncias de supostas irregularidades na gestão do prefeito Nestor Vidal. Apenas Rafael Tubarão e o vereador Carlos da Silva Ferreira, o Carlinhos da Ambulância usaram a tribuna.

Cinco dias após saída de vice, Câmara de Magé pode afastar prefeito

Vereadores devem votar nessa terça-feira abertura de comissões de inquérito e possivelmente um afastamento cautelar

A sessão da Câmara de Vereadores de Magé marcada para essa terça-feira pode ser uma das mais quentes da história da Casa. É que depois de um “retiro” no fim de semana os vereadores retornam já com os votos praticamente contados para deliberarem sobre a formação de uma ou mais comissões de inquérito contra a administração do prefeito Nestor Vidal. Isso vai acontecer cinco dias após a renúncia do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera, ocorrida na última quinta-feira.

Vereador que faltou à sessão na qual o prefeito de Seropédica seria cassado foi executado a tiros na madrugada deste domingo

Luciano foi executado na madrugada de hoje Quarenta e oito horas após ter faltado a uma sessão na qual, pela terceira vez em três meses o presidente da Câmara de Vereadores de Seropédica, Wagner Vinícius de Oliveira, o Waguinho do Emiliano (PRB), tentaria afastar o prefeito Alcir Martinazzo, o vereador Luciano Nascimento Batista, o Luciano DJ, foi executado a tiros. O crime ocorreu por volta das 4h30 deste domingo, quando ele deixava uma casa de shows, na Rua Niterói, no centro daquele município. A sessão ocorreria na última quinta-feira, mas o afastamento do prefeito não foi colocado em pauta por conta da ausência de Luciano, que havia alegado motivo de saúde. Durante a sessão chegou a ser cogitada a convocação, em plenário, de suplente para que a votação pudesse ocorrer.

O clima entre os poderes Legislativo e Executivo esquentou desde que Waner Vinicius, que é policial militar, colocou na cabeça que tem de assumir a Prefeitura. Em agosto a Câmara cassou o mandato de Martinazzo em um processo que acabou suspenso pela Justiça, por conta de irregularidades na tramitação. Ainda assim Waquinho conseguiu ficar uma semana no cargo. Uma segunda tentativa de assumir foi feita em setembro, com o afastamento temporário do prefeito, o que não durou mais que 24 horas. Uma terceira votação foi marcada para a última quinta-feira, mas a ausência de Luciano frustrou os propósitos da mesa diretora.

Prefeitos terão de se virar com as UPAs 24 Horas

As UPAs foram criadas para desafogarem os hospitais públicos Com até oito meses de repasses em atraso, municípios ameaçam devolver as unidades ao estado, mas a Secretaria de Saúde nem cogita a possibilidade de recebê-las

Elas foram criadas com o objetivo de desafogar os hospitais públicos, apresentando um modelo de atendimento que acabou copiado por vários estados e até pelo governo federal, mas estão sendo vistas como transtornos pelos prefeitos que, devido à queda de receita, alegam não ter como administrá-las, embora a parte que lhes cabe pagar, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, represente apenas 25% dos custos de manutenção no caso das não municipalizadas. Elas são as Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, reivindicadas por todos os municípios fluminenses nos últimos anos, mas agora na iminência de serem fechadas por falta de recursos.

Um poder na contramão da lei

O presidente Wagner Vinícius de Oliveira terá de fazer as demissões e só poderá substituir os demitidos com servidores concursados Para Câmara de Seropédica resolução da mesa diretora tem mais valor que a Constituição

Nenhum ato do Poder Legislativo, seja em qual esfera for, tem mais valor que o que determina a Constituição federal, a não ser que o objeto pretendido seja resultado de emenda constitucional aprovada pela Câmara de Deputados e o Senado. Entretanto, no município de Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os vereadores se deram o direito de determinar o afastamento temporário do prefeito da cidade - embora a legislação não preveja isso sem o devido julgamento de um processo -, o Poder Legislativo nunca fez um concurso público e todas as funções, inclusive as de natureza permanente (as de atividade fim), vem sendo ocupadas por nomeados em cargos de confiança. Por conta disso o Ministério Público entrou em ação e a Casa, por decisão do Tribunal de Justiça, terá de demitir todos os funcionários nessa condição, mantendo apenas os que estejam exercendo cargos de chefia ou de assessoramento.

Magé deverá ter, no máximo, quatro candidatos a prefeito

Wilson Beserra e José Augusto Nalin ganharam mandatos temporários de deputado federal, deixando o caminho livre em Seropédica e Magé, respectivamente E o “cala-boca” de Picciani para deixar o caminho livre se repetiu em Seropédica

Embora pelo menos sete nomes se apresentem hoje como interessados em disputar a Prefeitura de Magé em 2016, o município só deverá ter mesmo quatro candidatos, com o excedente atual formando alianças. Dos vereadores que hoje se anunciam como pré-candidatos, apenas um deles, José Carlos Prata Moreira, o Carlos Prata, na hora de a onça beber água, deverá arriscar-se. O presidente da Câmara, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), que também diz estar interessado, poderá ser candidato a vice tanto numa aliança com o PMDB como com o próprio PR, cujos pré-candidatos Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol e Renato Cozzolino Harb, praticamente já começaram a campanha. Se essa duas legendas supostamente já  se definiram, é certo que o atual prefeito, Nestor Vidal, vai anunciar, no início do ano, o nome que receberá seu apoio, que poderá ser a primeira suplente de deputada estadual do PRB, Sonia Sthoffel, a Soninha ou outro nome de consenso no grupo. 

Magé já tem um deputado federal

     Terceiro suplente do PMDB e quinto da coligação formada por PMDB, PP, PSC, PSD e PTB, o empresário Jose Augusto Nalin acaba de tomar posse como deputado federal. Ele entrou na vaga aberta com o licenciamento do deputado Celso Pansera, que assumiu o comando do Ministério da Ciência e Tecnologia. O sexto suplente da coligação e quarto do partido, Wilson da Silva Beserra, também conseguiu uma cadeira. Ex-secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Seropédica e atual presidente do PMDB no município, ele assumirá na vaga de Sergio Zveiter (PSD), que licenciou-se para comandar a Secretaria Municipal de Habitação e Cidadania do Rio.

 

Falta combinar com o eleitor, Picciani

Jorge Picciani e Sergio Cabral estão felizes com as indicações dos pré-candidatos. Em relação a algumas os adversários também "Dono" do PMDB no território fluminense impõe pré-candidatos a prefeito que todo adversário gostaria de enfrentar

Nas consultas encomendadas em Magé para ajudar o PMDB a construir uma candidatura a prefeito em 2016 o ex-vereador de Duque de Caxias Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol, está levando uma coça danada quando confrontado com o quarto suplente de deputado federal pelo PMDB, o empresário José Augusto Nalin. Mesmo assim, no último dia 24, o comandante regional do partido e presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, confirmou Karol como pré-candidato a prefeito. Além dessa, ele anunciou outras dezenas de pré-candidaturas, boa parte delas desaconselhadas pelos números de hoje. Porém, resta saber se o "dono" da legenda no estado combinou com os eleitores para que suas escolhas sejam confirmadas nas urnas em outubro do próximo ano, pois algumas delas são recebidas até com deboche pelos adversários.