Prefeitos terão de se virar com as UPAs 24 Horas

As UPAs foram criadas para desafogarem os hospitais públicos Com até oito meses de repasses em atraso, municípios ameaçam devolver as unidades ao estado, mas a Secretaria de Saúde nem cogita a possibilidade de recebê-las

Elas foram criadas com o objetivo de desafogar os hospitais públicos, apresentando um modelo de atendimento que acabou copiado por vários estados e até pelo governo federal, mas estão sendo vistas como transtornos pelos prefeitos que, devido à queda de receita, alegam não ter como administrá-las, embora a parte que lhes cabe pagar, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, represente apenas 25% dos custos de manutenção no caso das não municipalizadas. Elas são as Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, reivindicadas por todos os municípios fluminenses nos últimos anos, mas agora na iminência de serem fechadas por falta de recursos.

Um poder na contramão da lei

O presidente Wagner Vinícius de Oliveira terá de fazer as demissões e só poderá substituir os demitidos com servidores concursados Para Câmara de Seropédica resolução da mesa diretora tem mais valor que a Constituição

Nenhum ato do Poder Legislativo, seja em qual esfera for, tem mais valor que o que determina a Constituição federal, a não ser que o objeto pretendido seja resultado de emenda constitucional aprovada pela Câmara de Deputados e o Senado. Entretanto, no município de Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os vereadores se deram o direito de determinar o afastamento temporário do prefeito da cidade - embora a legislação não preveja isso sem o devido julgamento de um processo -, o Poder Legislativo nunca fez um concurso público e todas as funções, inclusive as de natureza permanente (as de atividade fim), vem sendo ocupadas por nomeados em cargos de confiança. Por conta disso o Ministério Público entrou em ação e a Casa, por decisão do Tribunal de Justiça, terá de demitir todos os funcionários nessa condição, mantendo apenas os que estejam exercendo cargos de chefia ou de assessoramento.

Magé deverá ter, no máximo, quatro candidatos a prefeito

Wilson Beserra e José Augusto Nalin ganharam mandatos temporários de deputado federal, deixando o caminho livre em Seropédica e Magé, respectivamente E o “cala-boca” de Picciani para deixar o caminho livre se repetiu em Seropédica

Embora pelo menos sete nomes se apresentem hoje como interessados em disputar a Prefeitura de Magé em 2016, o município só deverá ter mesmo quatro candidatos, com o excedente atual formando alianças. Dos vereadores que hoje se anunciam como pré-candidatos, apenas um deles, José Carlos Prata Moreira, o Carlos Prata, na hora de a onça beber água, deverá arriscar-se. O presidente da Câmara, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), que também diz estar interessado, poderá ser candidato a vice tanto numa aliança com o PMDB como com o próprio PR, cujos pré-candidatos Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol e Renato Cozzolino Harb, praticamente já começaram a campanha. Se essa duas legendas supostamente já  se definiram, é certo que o atual prefeito, Nestor Vidal, vai anunciar, no início do ano, o nome que receberá seu apoio, que poderá ser a primeira suplente de deputada estadual do PRB, Sonia Sthoffel, a Soninha ou outro nome de consenso no grupo. 

Magé já tem um deputado federal

     Terceiro suplente do PMDB e quinto da coligação formada por PMDB, PP, PSC, PSD e PTB, o empresário Jose Augusto Nalin acaba de tomar posse como deputado federal. Ele entrou na vaga aberta com o licenciamento do deputado Celso Pansera, que assumiu o comando do Ministério da Ciência e Tecnologia. O sexto suplente da coligação e quarto do partido, Wilson da Silva Beserra, também conseguiu uma cadeira. Ex-secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Seropédica e atual presidente do PMDB no município, ele assumirá na vaga de Sergio Zveiter (PSD), que licenciou-se para comandar a Secretaria Municipal de Habitação e Cidadania do Rio.

 

Falta combinar com o eleitor, Picciani

Jorge Picciani e Sergio Cabral estão felizes com as indicações dos pré-candidatos. Em relação a algumas os adversários também "Dono" do PMDB no território fluminense impõe pré-candidatos a prefeito que todo adversário gostaria de enfrentar

Nas consultas encomendadas em Magé para ajudar o PMDB a construir uma candidatura a prefeito em 2016 o ex-vereador de Duque de Caxias Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol, está levando uma coça danada quando confrontado com o quarto suplente de deputado federal pelo PMDB, o empresário José Augusto Nalin. Mesmo assim, no último dia 24, o comandante regional do partido e presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, confirmou Karol como pré-candidato a prefeito. Além dessa, ele anunciou outras dezenas de pré-candidaturas, boa parte delas desaconselhadas pelos números de hoje. Porém, resta saber se o "dono" da legenda no estado combinou com os eleitores para que suas escolhas sejam confirmadas nas urnas em outubro do próximo ano, pois algumas delas são recebidas até com deboche pelos adversários.

Meriti já tem dois nomes (pré) definidos para 2016

João Ferreira e Marcelo Simão são dados como certos, mas Iranildo Campos está naquela do ser ou não ser candidato a prefeito Pré-candidato do PSD diz que é, mas ninguém acredita que será. Nome do governo só no ano que vêm

Os 13.481 conferidos a ele em São João de Meriti, mais que interar sua eleição a deputado estadual pelo PSD, teria despertado em Iranildo Campos a vontade de disputar a sucessão do prefeito Sandro Matos (PDT) no próximo ano. No partido tem dito que é pré-candidato, mas quem o conhece bem aposta que não. Há até quem diga que ele, no máximo, coordenaria uma candidatura em troca de espaço no futuro governo, já com vistas a uma reeleição em 2018. Já os outros dois deputados da cidade praticamente já colocaram o bloco na rua, mesmo o carnaval estando ainda bem longe: João Ferreira Neto é o nome do PR e Marcelo Simão foi confirmado na última quinta-feira pelo “dono” do PMDB no território fluminense, Jorge Picciani, que resolveu irritar a muita gente, impondo nomes, inclusive políticos sem nenhuma identidade com os municípios para os quais foram indicados, como por exemplo, os deputados estaduais Pedro Augusto Palareti (Mangaratiba) e Fábio Silva (Seropédica).

Justiça manda prefeito de Seropédica reassumir o cargo

Waguinho nem teve tempo de esquentar a cadeira de prefeito Magistrado afirma que a Câmara de Vereadores não tem competência para afastar liminarmente o chefe do Executivo

Cabisbaixo e com o olhar fixo no chão o vereador Wagner Vinícius de Oliveira, conhecido como Waguinho do Emiliano (PRB), deixou agora a pouco a Prefeitura de Seropédica, assumida ontem de manhã por ele depois do afastamento, por 90 dias, do prefeito Alcir Martinazzo (sem partido). Wagner saiu do gabinete assim que foi informado da decisão do juiz Alex Quaresma Ravache, da 1ª Vara da Comarca local, que anulou o decreto legislativo que afastava o prefeito. Essa foi a segunda vez que o vereador, que preside a Câmara Municipal, assume o governo. A primeira foi no dia 10 de julho, após o Legislativo cassar o mandato de Martinazzo. Ele ficou uma semana como prefeito e foi tirado da cadeira por uma liminar do mesmo juízo. Na última segunda-feira a Câmara fez uma nova sessão e depois de uma rápida leitura do relatório preliminar de uma comissão processante, por oito votos, decidiu-se pelo afastamento temporário do prefeito.

Prefeito de Seropédica é afastado por 90 dias

Alcir Martinazzo ficou em situação mais difícil agora E grupo ligado ao prefeito de Mesquita comemora a decisão da Câmara de Vereadores

Por oito votos a Câmara de Vereadores de Seropédica afastou, pela segunda vez em 45 dias, o prefeito Alcir Martinazzo, acusado de várias irregularidades. Dessa vez a mesa diretora da Casa tomou os cuidados que faltaram na decisão do dia 10 de julho, quando, na ânsia de assumir o governo o presidente do Legislativo atropelou a legalidade e a cassação foi suspensa pela Justiça. O afastamento agora é por prazo determinado, para que, em 90 dias, os vereadores concluam as investigações e deliberem pela cassação ou não do mandato de Martinazzo. Embora o afastamento seja temporário, empresários com contratos na Prefeitura de Mesquita e o ex-prefeito de Japeri, Bruno Silva dos Santos, o Pastor Bruno, comemoraram a decisão como se tivessem conquistado uma grande vitória na tarde dessa segunda-feira. Bruno deverá ser o secretário de Governo e há informações de que os fornecedores com contratos nas áreas de saúde, educação e limpeza urbana, os mais rentáveis, deverão ser substituídos.

Falta de recursos é ameaça para as UPAs

A UPA de Seropédica ainda não foi aberta por falta de recursos. Precisa e R$ 1,5 milhão por mês para funcionar Governo federal descumpre compromisso e prejudica um programa modelo em atendimento médico

Concebido para desafogar os hospitais públicos, oferecendo o atendimento médico imediato, o programa Unidade de Pronto Atendimento, está ameaçado em vários municípios por conta da falta de compromisso do governo federal, que, ao copiar o projeto do governo fluminense, assumiu 50% do custeio de cada unidade, cabendo às prefeituras e ao governo estadual a outra metade dos recursos financeiros.

Reacesa a chama do golpe em Guapimirim

Marcos Aurélio está vivendo um mau momento em sua gestão Grupo estaria trabalhando para tirar prefeito e tomar o poder. Investigação é legítima e deve mesmo ser feita, mas possíveis pressões para renúncia do vice visando deixar o caminho livre gera insegurança jurídica e apreensão

A operação realizada pelo Ministério Público na Prefeitura de Guapimirim no dia 22 de julho em busca de documentos sobre licitações que haviam sido solicitados através de ofícios e não encaminhados pelo então secretário de Saúde Eliel Ramos, teria despertado em um grupo de vereadores uma antiga ideia de pressionar o vice-prefeito a renunciar o cargo, cassar o prefeito e empossar como chefe do Poder Executivo o chefe do Poder Legislativo, substituto legal do titular no caso de vacância do cargo de vice. De acordo com uma fonte ligada à Câmara de Vereadores, essa manobra teria sido pensada pela primeira vez no final do ano passado, voltou a ser cogitada em março deste ano e na última terça-feira teria sido tirada da caixa de maldades do grupo que estaria buscando o poder. O presidente da Câmara, André Azeredo já formalizou uma comissão de inquérito, mas nega a possibilidade de um "golpe de estado" com pressões sobre o vice, mas o que se comenta nos bastidores é que a meta é sentar na cadeira de prefeito.