Silva Jardim vai pagar mais caro por seus agentes políticos

Os agentes políticos da minúscula e pobre Silva Jardim vão pesar mais nas costas dos contribuintes Prefeito, vice, vereadores e secretários têm reajuste salarial aprovado

Os servidores municipais de Silva Jardim vão continuar ganhando uma ninharia no fim do mês. Mas os agentes políticos do município já trataram de assegurar dias melhores para si mesmos, para o prefeito, a vice eleita e os secretários do governo. É que duas leis foram aprovadas (as de número 1.699 e 1.700), reajustando os subsídios dos agentes políticos da cidade. A partir de janeiro o prefeito reeleito Anderson Alexandre (PMDB) passará a receber R$ 25 mil mensais e a vice-prefeita Maria Dalva Nascimento (SD) R$ 12,5 mil. A dupla foi contemplada pela Lei 1.699, que fixou em R$ 9.040,90 o salário a ser pago aos ocupantes de cargos de secretário. Já a Lei 1.700 fixa o subsídio dos vereadores R$ 7.247,94, mensais, com uma parcela a mais a ser paga em dezembro a título de décimo terceiro.

Justiça garante posse de Viana em Arraial do Cabo

Renato Viana teve os votos computados em separado por ter concorrido sub judice Candidato mais votado disputou eleição sub judice

Renato Martins Viana (PRB), será mesmo o próximo prefeito de Arraial do Cabo. A situação estava indefinida pelo fato de ele ter concorrido com o registro de candidatura indeferido com recurso, mas desde a tarde de terça-feira os 10.677 votos a ele conferidos no dia 3 de outubro aparecem como validados no sistema de divulgação de resultados da Justiça Eleitoral. Já o segundo colocado no pleito, Walter Lúcio (PMDB), que somou 7.972 votos, permanece com sua votação computada em separado.

Vereador mais votado pode ficar sem mandato em Casimiro

O vereador eleito Adriano é acusado de abuso de poder político junto com o secretário Edson Mangefesti MP denuncia por abuso de poder político durante a campanha

Uma ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral junto ao juízo da 50ª Zona Eleitoral, pode deixar sem mandato o vereador mais votado em Casimiro de Abreu nas eleições deste ano. Candidato à presidência da Casa, o médico Adriano dos Santos Lima teve 1.008 votos pelo PV e é investigado – ao lado do secretário municipal de Saúde, Edson Mangefesti - na ação 0000478-59.2016.6.19.0050. O MPE pede a cassação do diploma e do registro de candidatura, além da declaração de inelegibilidade de Adriano. No caso do secretário, em havendo condenação, a pena seria de inelegibilidade, podendo render ainda uma ação de improbidade administrativa na Justiça comum, pois a alegação é de suposto uso da máquina pública, mais precisamente do hospital municipal, em favor da campanha do médico, que em 2012 chegou a disputar a Prefeitura da cidade.

Câmara de Magé vai manter o mesmo presidente

Atual presidente, Rogério do Vale (centro) deverá ser o nome de consenso para os próximos dois anos Rogério do Vale vai ser eleito para comandar a Câmara pelos próximos dois anos

No dia 1 de janeiro vai acontecer na Câmara Municipal de Magé a eleição interna mais tranquila da história da Casa, com a confirmação do nome do atual presidente para comandar o Poder Legislativo pelos próximos dois anos. Afinado com o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), Pedro Rogério Dutra do Vale, o Rogério do Vale (PMDB), foi o vereador mais votado nas eleições deste ano, obtendo 3.459 votos. Ele era vice-presidente da Câmara e assumiu a presidência com a saída de Rafael para a Prefeitura. A votação interna acontecerá logo após a posse dos eleitos em outubro, com Rogério devendo ser o nome de consenso, faltando apenas a indicação dos demais membros da mesa.

Justiça barra cassação na marra em Silva Jardim

Roni estaria agindo por encomenda de Anderson Alexandre para deixar Zilmara inelegível em 2020 Presidente da Câmara quer tirar mandato de vereadora no peito. Vai ter de respeitar o direito de defesa

Alguém deve ter dito ao vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Farmácia, que ele - como presidente da Câmara de Silva Jardim - tem poder para fazer o que bem entende e ele acreditou. Pelo menos é o que sugere o fato de ele ter aberto uma comissão processante para tentar cassar o mandato da vereadora Zilmara Brandão da Silva e não permitir o acesso da parlamentar ao processo, impedindo que ela pudesse se defender. Por conta disto foi impetrado um mandado de segurança contra a comissão e agora, além de franquear o acesso aos autos, a presidência terá de notificá-la novamente com intimação pessoal e só começar a contar o prazo para o trâmite do processo a partir disto. Por decisão do juiz da Vara Única da cidade, Danilo Marques Borges, os trabalhos da comissão processante só poderão prosseguir depois que a vereadora tomar conhecimento dos autos, o que até o fim da tarde desta sexta-feira não havia acontecido.

Uma concorrência sob suspeita em Nova Iguaçu

Nelson Bornier disse que o processo está sendo feito com "total transparência" (Foto:Divulgação) Prestadora de serviço teria tido acesso à licitação sobre iluminação pública

Uma concorrência pública envolvendo R$ 172 milhões está marcada pela Prefeitura de Nova Iguaçu para o dia 19 de dezembro, mas poderá não acontecer. O certame já tinha sido anunciado antes, mas acabou suspenso pelo Tribunal de Contas, decisão tomada depois que uma denúncia encaminhada ao Ministério Público revelou que funcionários da empresa Ilumisul – responsável pela manutenção da iluminação pública da cidade – teriam tido acesso à documentação do processo administrativo 2016040137. A licitação é para sacramentar uma Parceria Público-Privada, visando a concessão de todo o sistema de iluminação, passando para a empresa a ser contratada o direito de receber os valores da taxa de iluminação e prestar o serviço por um período de 35 anos.

MP volta a enquadrar presidência da Câmara de Casimiro

A ação agora é por prática de nepotismo

O ano de 2016 foi de escândalos na Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, que já teve um presidente afastado por decisão judicial em processo que apura a apropriação de parte dos vencimentos dos funcionários nomeados pelo vereador Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão. Nesta quinta-feira a Justiça determinou o afastamento do chefe de gabinete da presidência, Alexandre Miranda do Nascimento, irmão do substituto de Pezão no comando da Casa, Odino Miranda,  que comando da Câmara de Vereadores em maio e como primeiro ato assinou a nomeação do irmão. A saída do presidente anterior se deu em decisão tomada pelo juiz Rafael Azevedo Ribeiro Alves, da Vara Única do município, a pedido da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo de Macaé), por ato de improbidade administrativa em ação civil pública. Segundo o MP, Pezão, o ex-chefe de gabinete Jairo Macabu e o assessor especial Wilson da Silva Oliveira estão envolvidos em esquema de apropriação de parte da remuneração de servidores em cargos em comissão e funções gratificadas.

Concurso da Câmara de Silva Jardim não sai do papel

Roni (centro) rompeu o contrato com a organizadora do processo seletivo e não tocou mais no assunto E os candidatos inscritos ficam no prejuízo

Com taxas variando entre R$ 65 e R$ 100, a Câmara de Vereadores de Silva Jardim abriu, em setembro do ano, passado as inscrições para um concurso público que ficou apenas na promessa. O processo seletivo oferecia 138 cargos em várias funções, sendo apenas 18 para admissão imediata e a estimativa é de que tenham sido arrecadados cerca de R$ 700 mil. Em agosto deste ano, quando o Instituto Nacional Escola Superior da Administração Pública (Inesap) já estava pronto para aplicar as provas objetivas, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, decidiu romper o contrato com a instituição e comunicou que a própria Câmara se encarregaria de dar prosseguimento ao concurso.

Reforma de Aluizio só atinge os pequenos

Em sua estranha matemática Aluizio dos Santos Junior vai sacrificar os menores em favor dos maiores Prefeito de Macaé quer extinguir 1.500 cargos comissionados e reduzir número de secretarias, mas vai manter um grupo de privilegiados com salários de até R$ 12 mil

A reforma administrativa anunciada pelo prefeito Aluizio dos Santos Junior e que deverá ser votada no final deste mês pela Câmara de Vereadores não vai afetar o seleto grupo de aliados do prefeito. O corte de mais de 1,5 mil cargos comissionados pequenos, ocupados por pessoas que realmente trabalham e dependem do salário para viver, vai garantir a sobrevivência do chamado primeiro time - formado por 336 privilegiados entre secretários, secretários adjuntos e assessores especiais - que vai custar cerca de R$ 30 milhões por ano. Na realidade, Aluizio decidiu, por exemplo, sacrificar os de menor salário para manter 231 assessores de nível especial, com vencimento médio de R$ 5.717,17.

Feitiço vira contra o feiticeiro em Silva Jardim

Roni (centro), Binho, Marcilene e Flávio também terão de responder se a proposta for mesmo de moralização Presidente da Câmara quer cassar adversária para deixar o caminho livre no futuro, mas responderá pela mesma acusação feita contra ela, assim como mais três vereadores

Acostumado a acatar ordens do patrão numa rede de drogarias, o presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Farmácia, o obedece também no Poder Legislativo. O chefe de Roni na iniciativa privada é o prefeito Anderson Alexandre, que mandou e ele está tentando cassar o mandato da vereadora Zilmara Brandão da Silva, que este ano disputou a Prefeitura pelo PR e ficou em segundo lugar. Contra ela está tramitando, a toque de caixa, um processo de cassação por prática de nepotismo, mas o presidente da Casa - que também terá de responder pela mesma ilegalidade - está ignorando práticas idênticas, envolvendo pelo menos outros três membros da Casa. De acordo com o grupo da vereadora, o interesse de Anderson Alexandre e de seu funcionário em cassar Zilmara faltando pouco mais de um mês para ela deixar a Câmara, é torná-la inelegível por oito anos, deixando-a fora do páreo em 2020, quando o patrão pretenderia lançar o empregado à sua sucessão.