Porto Real vai manter terceirização de mão de obra

A terceirização de serviços e mão de obra sempre foi um bom negócio em Porto Real: no início de 2013, por exemplo, foram firmados três contratos no valor total de cerca de R$ 80 milhões Licitação foi marcada para sexta-feira de carnaval

As empresas de terceirização de mão de obra e serviços vêm fazendo excelentes negócios junto à Prefeitura de Porto Real desde a primeira gestão do prefeito Jorge Serfiotis, que está cumprindo o terceiro mandato e deverão obter mais contratos para os próximos quatro anos. No mês passado as empresas Laquix Comercio e Serviços, Braservice Soluções em Serviços e Espaço Serviços Especializados, receberam cerca de R$ 1,100 milhão fornecendo pessoal principalmente para o setor de saúde e no próximo dia 24, plena sexta-feira de carnaval, vai acontecer uma licitação para contratar esses serviços, que já custaram ao município cerca R$ 80 milhões nos últimos quatro anos.

Belford Roxo parte para intimidação, mas greve continua

Prefeito ameaça cortar ponto de professores que cobram salários em atraso

Visivelmente atordoado com a determinação dos professores em só retornarem às salas de aula depois que o governo apresentar uma proposta de pagamento dos salários em atraso e do décimo terceiro que atenda à categoria, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), resolveu partir para a intimidação, ameaçando dar como falta os dias parados. O alerta foi passado a título de orientação às diretoras das escolas, todas nomeadas em cargo em comissão. A determinação é de cortar o ponto dos que não comparecerem ao trabalho. Posicionando-se de forma ditatorial, o prefeito tem se negado a dialogar com os professores e decidiu impor, por decreto, um parcelamento em 12 vezes. Waguinho parece não estar sendo bem orientado pelos procuradores do município, pois o direito à greve é assegurado pela Constituição e os dias não trabalhados só podem ser descontados se a Justiça decretar a ilegalidade do movimento. Se a intenção era a de causar medo o efeito não foi atingido, pois os professores não se intimidaram e optaram por manter a paralisação.

Situação em Itaguaí só piorou com a entrada do “salvador da pátria”

Dívida de R$ 200 milhões e penduricalhos na folha de pagamento

Apontado no início por um grupo de interesseiros como o homem que iria resgatar o orgulho dos moradores de Itaguaí, o "político limpo e confiável", o "homem imaculado" que iria corrigir os erros do prefeito afastado, o então vice-prefeito Wesley Pereira assumiu o comando do município no dia 1 de abril de 2015, depois que a Justiça Federal decidiu pelo afastamento do prefeito Luciano Mota, acusado de comandar um esquema de corrupção na Prefeitura, com desvio de verbas destinada aos setores de Saúde e Educação. Agora, pouco mais após Wesley descer a rampa do poder, começam surgir evidencias de que o “redentor” piorou foi mais as coisas para os cidadãos itaguaienses.

`Beija-mão´ em Parcambi é na Secretaria de Governo

Marido manda mais que a prefeita eleita

A fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR) foi a única prefeita eleita na Baixada Fluminense nas últimas eleições e desde o dia 1 de janeiro “comanda”o município de Paracambi. Entretanto, segundo alguns membros do próprios governo, quem está dando as cartas por lá é o marido dela, o médico Flavio Campos Ferreira (foto), que mesmo enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar um cargo eletivo, foi nomeado secretário de Governo e vem atuando como prefeito de fato. O candidato era ele que - esgotados os recursos jurídicos - deixou a vaga majoritária do PR para Lucimar, que hoje, até para dar uma entrevista depende da presença dele. O poder de Flávio é percebido logo nos corredores da Prefeitura, externado pela “fila do beija-mão”. Nelas estão vereadores, colaboradores de campanha à espera de um emprego e fornecedores em potencial, além de credores do município, uma vez que o prefeito Tarciso Pessoa deixou pendências com várias empresas e também com os servidores. 

Corte em Porto Real sacrifica os pequenos

Prefeito acaba com cargos menores e amplia os grandões

O projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Jorge Serfiótis (foto), atingiu em cheio os pequenos e mostra uma incoerência do gestor, que acabou de assumir o terceiro mandato a frente do governo de Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Ele cortou 27 cargos comissionados índice CC1, 38 CC2 e 42 CC3, mas ampliou de 12 para 14 os cargos de secretário e de sete para 11 as funções de natureza especial. Somando os salários dos nomeados a mais nestas duas funções a Prefeitura conseguiria pagar pelo menos a uns 30 funcionários em cargos índice CC3.

“Fichas sujas” no poder na Região dos Lagos

Chiquinho canta de galo em Araruama e Antonio Peres é o bam-bam-bam do município de Saquarema Chiquinho manda em Araruama e Peres dá as cartas em Saquarema

Com condenações pela Justiça e contas de gestão reprovadas, o ex-prefeito de Araruama, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o Chiquinho da Educação, está inelegível pelo menos até 2021 e - pelo seu enquadramento no que diz a Lei da Ficha Limpa - pode ser chamado de “ficha suja”. Entretanto, mesmo impedido de disputar as eleições do ano passado, ele é apontado como o prefeito de fato da cidade, que, pelo menos no papel, é governada por sua mulher, a prefeita eleita, Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho (PDT). De acordo com servidores lotados na sede da administração municipal, embora não esteja nomeado em nenhum cargo, Chiquinho tem despachado como se governante fosse, dando as ordens quando, pela sua delicada situação jurídica, não deveria passar nem na porta da Prefeitura. A 22,7 quilômetros dali, Saquarema vive o mesmo quadro político, com uma prefeita de direito e um prefeito de fato: Antonio Peres, também inelegível por ser considerado “ficha suja” pela mesma lei que enquadra Chiquinho, foi nomeado secretário de Governo pela esposa, Manoela Ramos de Souza Gomes Alves (PTN).

Japeri vai por temporários em vagas de concursados

Prefeito ignora lista de aprovados em concurso realizado em 2016

Embora o atendimento ao público na Prefeitura de Japeri só vá começar no dia 6 de março, a movimentação por lá vem sendo grande e aumentou muito ontem. É que o prefeito Carlos Moraes Costa decidiu que vai contratar servidores temporários e para isso está disposto a anular o concurso público realizado no ano passado, no qual foram oferecidas 214 vagas em cargos de nível fundamental e médio, com salários base entre R$ 880 a R$ 1.089,53. As provas foram aplicadas no início de dezembro para cerca de sete mil inscritos e o resultado final homologado, bastando apenas fazer as convocações. Os aprovados dentro do número de vagas imediatas ficaram revoltados ao tomarem conhecimento de que as funções para as quais concorreram e foram classificados poderão ser preenchidas por pessoas indicadas por vereadores da base do governo.

Belford Roxo confirma calote em servidores

Contratados que trabalharam até dezembro terão abrir processo administrativo, solicitações de pagamentos que normalmente acabam no arquivo com um “indeferido” carimbado

Os servidores efetivos do município de Belford Roxo continuam sem saber quando receberão os meses de novembro, dezembro, o décimo terceiro e ainda aguardam pela divulgação de um calendário de pagamento. A ideia do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é somar o débito e dividi-lo em dez parcelas iguais e pagá-las junto com o mês trabalhado. Já os contratados temporários, os ocupantes de cargos comissionados e as diretoras de escola sem matrícula efetiva não vão receber um centavo sequer, mesmo os que trabalharam normalmente até o último dia útil de 2016. Estes, segundo o próprio prefeito já afirmou, terão de protocolar o pedido de pagamento para que a situação de cada um seja avaliada em processo administrativo, aquela papelada que quase sempre acaba indo parar no arquivo, com um indeferido em vermelho, carimbada que serve para mostrar o quanto maus governantes desprezam os direitos de quem trabalha.

‘Homem forte’ de Nova Iguaçu pego em grampo com Garotinho

Homem com nome idêntico ao do atual secretário de Governo em Nova Iguaçu é flagrado em escuta telefônica sobre material didático que seria apresentado a um tal de Rogério

Aliados do prefeito Rogério Lisboa (foto) estão preocupados com o loteamento de cargos em Nova Iguaçu para pessoas ligadas ao ex-governador Anthony Garotinho e ao senador Lindberg Farias. Lindberg governou a cidade por cinco anos e três meses, deixou uma herança maldita de R$ 1,2 bilhão em dívidas e arrombou as finanças do fundo de previdência dos servidores. O senador foi um dos principais apoiadores de Rogério e já teria disponibilizado para ele vários nomes de São Paulo, alguns deles tiveram muito poder na desastrosa gestão lindbergniana. Um dos nomes que mais insatisfação tem causado nos “carregadores de piano” da campanha do hoje prefeito é o do secretário de Governo, Cleiton de Souza Rodrigues, que passou a ser visto com desconfiança a partir do vazamento de uma escuta telefônica feita por ordem da Justiça em uma linha usada por Garotinho, na qual um homem identificado como Cleiton de Souza Rodrigues conversa sobre aquisição de material escolar, um livro comprado pela Prefeitura de Campos, mas que é distribuído de graça aos municípios pelo governo federal.

Caixa-preta esconde as contas de Silva Jardim

As ações do prefeito Anderson Alexandre passam batido pela Câmara de Vereadores, que é presidida por Roni, seu empregado de confiança numa rede de farmácias E vereadores ficam batendo palmas para maluco dançar

Centenas de trabalhadores foram demitidos pelo prefeito Anderson Alexandre a partir de outubro do ano passado, fornecedores se queixam de atraso nas faturas, mas um grupo seleto está rindo de orelha a orelha em Silva Jardim. São os empresários mais chegados, ex-vereadores com emprego garantido no governo e parlamentares do bloco de sustentação, bancada comandada por um empregado de Anderson, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que adotou o pseudônimo para aparecer ainda mais ligado ao patrão. Omisso, o Poder Legislativo não faz nenhuma ação fiscalizadora e não está nem aí para um fato gravíssimo: a administração municipal vem escondendo suas contas desde agosto, deixando de informar quanto arrecada, gasta e o que pagou aos fornecedores nos últimos quatro meses. O sistema mostra uma receita líquida de pouco mais de R$ 61 milhões, mas as estimativas apontam para uma arrecadação consolidada em mais de R$ 100 milhões no exercício de 2016, muito dinheiro para uma cidade com um universo populacional de cerca de 20 mil moradores.