Itaguaí: volta de “fantasmas” teria sido para barrar CPI

A Prefeitura de Itaguaí está sendo alvo de uma devassa por parte da Polícia Federal, MPF e MPE Eles foram exonerados em dezembro, mas receberam os meses de janeiro, fevereiro e março

O cerco aos servidores fantasmas da Prefeitura de Itaguaí, exonerados em dezembro pelo prefeito Luciano Mota (sem partido), por pressão das investigações de um grande esquema de fraude e corrupção, poderá levar a Polícia Federal direto ao grupo de vereadores que até o final do ano passado dava sustentação ao governo e recuou diante do recrudescimento das ações da PF e Ministério Público federal e estadual. De acordo com as autoridades, os 224 "fantasmas" - apesar de exonerados no fim de 2014 - permaneceram na folha de pagamento nos meses de janeiro, fevereiro, março e custaram cerca de R$ 3 milhões aos cofres da municipalidade nesses três meses, R$ 13.392,85 cada um deles em média. A suspeita é de que isso aconteceu para tentar frear a CPI aberta na Câmara para apurar aquilo que a PF já vinha investigando há alguns meses.

Políticos na contramão da crise

A Casa pode ficar pequena para tantos vereadores Maricá e Rio Bonito podem aumentar número de vereadores

Enquanto prefeitos de várias cidades fluminenses estão indo bater na porta dos ministérios em Brasília de pires nas mãos, alguns vereadores e presidentes de partidos querem ampliar a boca rica a partir das próximas eleições, aumentando o número de membros nas câmaras municipais, alegando para isso que "o povo teria mais representatividade". Ainda nesse semestre a Câmara de Maricá deverá voltar a discutir a ampliação das cadeiras e as pressões são para que uma emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) seja cumprida e estabelecido o número de 21 vereadores. Um dos políticos que faz pressão nesse sentido é o presidente do diretório local do PSL, Robson Ferreira Giorno, que chegou a lançar-se candidato a vereador em 2012 pelo PSD, mas retirou a candidatura e ultimamente tem se anunciado como pré-candidato a prefeito.

Volta Redonda deverá ter nova eleição para prefeito

Antonio Francisco Neto foi reeleito com 52,8% votos TSE manteve cassação de Antonio Francisco Neto  por propaganda abusiva

Os eleitores de Volta Redonda, município do Sul Fluminense, poderão voltar às urnas em julho para escolher um novo governante em eleição suplementar. É que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve na noite de hoje a cassação do prefeito Antonio Francisco Neto (PMDB) - reeleito em 2012 com 52,8% dos votos - e do seu vice, Carlos Roberto Paiva (PT). O TSE negou na sessão de hoje o recurso impetrado pela defesa do prefeito contra uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral  (TRE-RJ), por propaganda abusiva feita no site da Prefeitura, outdoors e em placas e faixas espalhadas pela cidade, durante os três meses que antecederam o dia da votação, período proibido pela legislação eleitoral. A cassação foi mantida com os votos dos ministros Tarcísio Vieira de Carvalho Neto,  Dias Toffoli,  Maria Thereza de Assis Moura e Rosa Weber.

Lideranças vêem tentativa de golpe em Casimiro de Abreu

Há quem entenda que Pezão quer submeter o governo para poder, através de seus pares na Câmara Municipal, controlar a cidade Lideranças locais desconfiam das intenções dos vereadores

Já visto com reserva nas ruas da cidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ter cometido suicídio político ao tirar do bolso do paletó cópia de um projeto de lei apontado como inconstitucional por quem entende do assunto, transformando os membros da Casa em justiceiros, dando-lhes poder para condenar sem defesa o governante da cidade. O projeto, que deverá ser apreciado em segunda votação nessa terça-feira, autoriza a Câmara por em votação o afastamento do prefeito por um período de 180 dias, mesmo sem um processo formal e comissão processante, bastando para isso a abertura de um simples inquérito. Como atualmente qualquer denúncia anônima e sem comprovação vira procedimento investigativo, o governante terá contra si uma faca encostada na garganta todos os dias, criando uma instabilidade jurídica e fazendo do gestor municipal refém de uma Câmara nem sempre bem intencionada.

PMDB de Magé nega aliança com Cozzolino

A tendência hoje é de que José Augusto e Renato Cozzolino Harb se enfrentem nas urnas no pleito do próximo ano E confirma que terá candidatura própria em 2016

Depois de ter recusado convite para assumir a chefia de gabinete do deputado estadual Renato Cozzolino Harb (PR), o presidente do diretório municipal do PMDB de Magé, Ernani da Silva, afirmou ontem que o partido vai realmente lançar candidatura própria a prefeito em 2016 e que não há a menor chance de uma composição com qualquer legenda abrindo mão da cabeça de chapa e que a tendência hoje é pela definição de uma “chapa puro sangue”, com candidatos a prefeito e vice de dentro do próprio PMDB, a exemplo do que aconteceu na eleição suplementar de 2011 e no pleito de 2012. “Não há nenhuma possibilidade de o PMDB deixar de lançar seu próprio candidato a prefeito”, afirmou o presidente.

Um poder caro e supérfluo

Pezão parece não estar nem aí para a crise que gerou um corte de R$ 60 milhões no orçamento do município para este ano Em plena crise Câmara de Casimiro de Abreu continua onerando cofres públicos com gratificações de 100% para assessores

Onde e em que a Câmara Municipal de Casimiro de Abreu gastou os mais de R$ 7 milhões do seu orçamento para o exercício de 2014, que destino vem sendo dado aos valores repassados mensalmente este ano e por que os gastos da edilidade não são disponibilizados para conhecimento público, como determina a legislação? Essas respostas terão de ser dadas pelo presidente da Casa, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), que sequer criou um portal para o Legislativo e sempre que questionado sobre o assunto sai pela tangente. Requerimento para que as contas da Câmara sejam abertas para a população será feito na próxima semana junto à 2ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo de Macaé), pois embora o município esteja passando por uma séria crise financeira - com uma perda de receita estimada em R$ 60 milhões para este ano - Pezão não tomou até agora qualquer providência para reduzir os gastos.

Salve-se quem puder em Itaguaí

Para algumas lideranças locais o Poder Legislativo também precisa ser passado a limpo Vereadores sob investigação também poderão ser afastados

O afastamento do prefeito Luciano Mota (sem partido), determinado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região na tarde de terça-feira, fez a ficha cair para um grupo de vereadores de Itaguaí e as últimas noites tem sido de insônia para alguns deles, pois agora foram despertados para uma realidade a cada dia mais próxima: a casa pode cair também para eles, já que o cerco formado pela Policia Federal, Ministério Público federal e estadual enquadra membros da Câmara Municipal, pelo menos em relação aos funcionários fantasmas nomeados a pedido de parlamentares em troca de sustentação na Casa. As autoridades já têm informações que o caro esquema de blindagem em torno do prefeito teria começado a ser montado logo no primeiro trimestre de 2013, quando toneladas de ração foram compradas pela Secretaria de Agricultura para alimentar porcos que sequer existiam.

Vereadores põem faca no pescoço do prefeito de Casimiro de Abreu

Os vereadores alegam que a intenção não é atingir o prefeito Antonio Marcos, que não é alvo de nenhuma comissão processante, mas a insatisfação do "representantes do povo" com os cortes feitos pelo governo não é disfarçada nos corredores da Câmara Câmara vota projeto de lei inconstitucional assegurando aos parlamentares poder para condenar sem o direito de defesa a hora que bem entenderem 

Enquanto a população mostra compreensão com o governo no topo de uma crise que veio de fora para dentro, gerando cortes em contratos, revisão de projetos e demissão de centenas de ocupantes de cargos comissionados, a maioria dos vereadores de Casimiro de Abreu resolveu deixar claro na noite de hoje que só está feliz nos bons momentos e só olha mesmo para o próprio umbigo. Foi isso que ficou evidenciado durante a sessão dessa terça-feira, quando, liderados pelo presidente da Casa, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), eles resolveram encostar a faca na garganta do prefeito, aprovando em primeira discussão um projeto de lei que lhes dá poderes de afastar o governante por 180 dias sem qualquer julgamento e sem defesa. De acordo com fontes do próprio Legislativo, a votação foi uma reação contra os cortes, que de alguma forma atingiram interesses pessoais de alguns vereadores.  Segundo Pezão a intenção não é afetar o prefeito Antonio Marcos Lemos, que não é alvo de nenhuma comissão processante, mas aprovar um dispositivo que permita que a Casa coloque em votação e aprove com votos de dois terço dos vereadores, o prefeito que estiver sendo alvo de investigação, mesmo sem uma decisão judicial nesse sentido.

Justiça determina afastamento do prefeito de Itaguaí

                Em decisão tomada agora a pouco o Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou o afastamento do prefeito de Itaguaí, Luciano Mora (sem partido), que vem sendo investigado pela Polícia Federal, Ministério Público estadual e federal, Tribunal de Contas e pela Câmara de Vereadores. Ainda cabe recurso, mas o prefeito vai aguardar o julgamento fora do cargo. O vice-prefeito Weslei Gonçalves Pereira assumirá o governo nessa quarta-feira. Com o prefeito também foram afastado quatro secretários.

Segredos da previdência própria de Rio Bonito levam servidores municipais a temerem pelo futuro

Solange tem o controle do instituto De caixa vazio e mal administrado, segundo afirmam seus segurados, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito (Iprevirb), não é garantia de nada para os aposentados e pensionistas que dependem do órgão para receberem seus proventos. Pelo menos essa é a opinião de alguns servidores e, de acordo com eles, ninguém sabe a quantas andam as finanças do instituto e qual o tamanho dá dívida da Prefeitura com órgão. Estimativas feitas em janeiro de 2013 apontavam um rombo de R$ 6 milhões desde um parcelamento feito na gestão do prefeito Luiz Alves Antunes, mas como o compromisso não foi honrado e a prefeita Solange de Almeida não tem feito os repasses regulares da contribuição patronal, os servidores ativos não sabem como será o amanhã e os inativos ficam na dependência da Prefeitura para terem no fim de cada mês o que lhes é de direito.

"A falta de transparência dificulta muito as coisas. Não sabemos a realidade financeira do nosso órgão previdenciário, porque nada é feito de forma clara", diz um servidor da Secretaria de Fazenda quem em 2017 já terá tempo de contribuição suficiente para se aposentar e teme pelo futuro. Para ele, a contabilidade do Iprevirb deveria passar por uma auditoria independente.