Os sucessivos atrasos no pagamento dos servidores e o fechamento de unidades de saúde por falta de funcionários e condições de trabalho levaram o Ministério Público a instaurar inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades por parte da administração municipal na gestão de pessoal. A medida foi tomada na terça-feira e divulgada ontem pela assessoria de comunicação do MP. Conforme o elizeupires.com já havia noticiado, desde março deste ano que a Prefeitura vem atrasando a quitação dos vencimentos do funcionalismo, com o prefeito Sandro Matos alegando queda na receita, quando, na verdade, a causa pode ser outra: o excesso de contratos temporários para abrigar apadrinhados de vereadores do bloco de sustentação e a suposta nomeação em funções de confiança, os chamados cargos comissionados, além da quantidade existente no organograma do município.
Envolvido diretamente na campanha do senador Lindberg Farias ao governo do estado pelo PT, tendo inclusive atuado como coordenador, o prefeito esperou passar o primeiro turno da eleição para tomar uma medida que desempregou pelo menos cerca de três mil pessoas. Para alguns demitidos a decisão foi um ato de covardia, pois Sandro esperou seus apoiados serem votados e seu “irmão”, o deputado federal Marcelo Viviani Gonçalves, o Marcelo Matos ser reeleito, para fazer as demissões.