O prefeito é Marcos Aurélio, mas quem governa, dizem nos corredores do poder, é o secretário Rui Aguiar Reajuste constitucional da categoria ficou só na promessa, mas a terceirização de mão de obra está rolando solta na rede municipal de ensino
Falta menos de dois meses para o prefeito Marcos Aurélio Dias deixar o governo e até agora nem sinal do reajuste obrigatório que deveria ser concedido em janeiro deste ano aos professores de Guapimirim, com percentual definido em 7,5%. Para não pagar o direito dos profissionais de ensino, Rui Aguiar, secretário de Educação, alega que o município não tem recursos financeiros para isto e põe o descaso da administração municipal na conta da crise. Porém, três contratos de terceirização de serviços firmados em setembro sugerem que a Prefeitura tem sim dinheiro e só não paga o reajuste porque não quer. Revoltados com a situação, os professores estão reunindo assinaturas para uma representação junto ao Ministério Público, através da qual vão pedir que sejam investigadas as razões da não concessão do aumento garantido pelo artigo 37 da Constituição Federal.