Deputados poderiam ter impedido saque aos cofres do estado

Parlamentares arquivaram CPIs e alguns até retiraram assinaturas dos requerimentos

O esquema de corrupção montado na Assembleia Legislativa na gestão de Picciani para proteger os interesses das empresas de ônibus que operam no estado do Rio de Janeiro, poderia ter sido abortado se os membros da Casa cumprissem como seus deveres. Em fevereiro foi anunciada a instalação de uma CPI para apurar a relação promíscua entre o poder fiscalizador e a Fetransport. Isso aconteceu com pelo menos 15 anos de atraso sete meses após a apresentação do requerimento de abertura da comissão, documento do qual seis dos 27 deputados que o haviam assinado, retiraram assinatura logo depois. Isso aconteceu em agosto de 2017 ano e os parlamentares que ‘amarelaram’ são Luiz Martins, Janio Mendes, Jorge Felipe Neto, Márcia Jeovani, Milton Rangel e Zaqueu Teixeira. De acordo com o que já foi apurado pelo MPF, o esquema de proteção às empresas teria rendido R$ 131 milhões em propinas, total que teria sido pago aos ex-presidentes da Alerj, Jorge Picciani e Paulo Melo.

Pagamento de plano de carreira dos servidores injeta R$ 3 milhões na economia de Rio das Ostras: dinheiro vai cair na conta hoje

Começa ser depositado nesta sexta-feira (20) nas contas bancárias dos servidores de Rio das Ostras os valores correspondentes ao enquadramento do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do funcionalismo municipal (administração geral),  que estava parado desde o final de 2015. O pagamento retroativo representa uma injeção de R$ 3 milhões na economia da cidade e refere-se às progressões horizontal e vertical nos anos de 2015 e 2016. Em relação ao pessoal da educação, que conta com plano diferenciado, o pagamento será feito no final de maio.

Sobre as progressões referentes ao ano de 2017 – tanto para os servidores da administração geral e quanto para o pessoal da educação – a Prefeitura já iniciou os trabalhos de análise e, em breve, irá divulgar os calendários com planejamento de pagamento. Os servidores que tiverem alguma documentação para acrescentar devem procurar a Coordenadoria de Gestão de Pessoas para atualização de cadastro.

MPF apura fraude na Saúde da Família de Teresópolis

Contrato para gestão de unidades movimentou R$ 3,8 milhões

Um contrato firmado pelo ex-prefeito Mário Tricano (foto) para gestão do Programa Saúde da Família pode gerado grandes prejuízos ao município de Teresópolis. Pelo menos é nisso que revela o relatório de uma auditoria interna encaminhada para o núcleo do Ministério Público Federal na região. Com base no documento o MPF instaurou inquérito para apurar as possíveis irregularidades no contrato 026.07.2016, assinado com a Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC). A Secretaria Municipal de Controle Interno constatou gastos no total de R$ 3,8 milhões "com ocorrência de ilícito contra a ordem tributária e atos de improbidade administrativa".

Alerj poderá votar lei proibindo cessão de policiais

Proposta é acabar com a lotação de agentes fora das instituições de segurança

Discutindo internamente no ambiente dos gabinetes da Assembleia Legislativa, um projeto de lei proibindo a cessão de policiais civis, militares, agentes penitenciários e bombeiros para quaisquer órgãos públicos diferentes dos postos de origem está ganhando força na Casa. Segundo um parlamentar revelou na noite de hoje ao elizeupires.com, a proposta já contaria com apoio de 57 dos 70 deputados, numero de assinaturas mais que suficiente para a aprovação.

OAB-Rio vai promover seminário sobre matéria eleitoral

Palestras acontecerão nos dias 15, 17, 22 e 24 de maio, das 10h às 12h

O advogado Marcio Alvin (foto) estará entre os especialistas em direito eleitoral que levarão seus conhecimentos sobre a matéria aos interessados no seminário que vai acontecer em maio na sede da OAB do Rio de Janeiro. O evento será aberto no dia 15 pelo procurador de Justiça Marcos Ramayana, que vai falar sobre o tema 'Propaganda eleitoral  - condutas lícitas'. No dia 17 o coordenador de contas eleitorais e partidárias do TER-RJ, Elídio de Souza Freire Junior vai expor sobre 'Gastos e Arrecadação'. Marcio falará sobre 'Contencioso eleitoral' no dia 22 e no dia 25 será a vez do advogado Eduardo Damian, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-RJ, com explicações sobre a 'Registros e inelegibilidades'. A taxa de inscrição é de R$ 250 e os interessados podem reservar suas vagas pelo telefone (21) 272-2097 ou pelo e-mail esa@oabrj.org.br.

Prefeito de Pádua também tem processo de cassação

Josias Quintal foi condenado em março de 2017

Os prefeitos de Aperibé e Laje do Muriaé, Flávio Berriel e Rivelino Bueno não são os únicos governantes do Noroeste Fluminense que tiveram os mandatos cassados e aguardam a decisão final para deixarem a cadeira, sendo substituídos por sucessores a serem escolhidos em pleito suplementar. Reeleito em 2016, o prefeito de Santo Antonio de Pádua, Josias Quintal (foto) também não está seguro no mandato e se uma decisão da juíza eleitoral Cristina Sodré - proferida em março de 2017 - for mantida ele e o vice Carlos Roberto Alves serão  apeados dos mandatos. Em fase de recurso, o processo sequer é comentado na cidade, mas ao contrário do que membros do governo chegam a dizer, a ação continua tramitando.

Intervenção vai salvar hospital em Meriti

Instituição que funciona como maternidade passa por crise financeira

Mantido pela Associação de Caridade Hospital São João de Meriti, o Hospital Maternidade do Morrinho não vai fechar as portas. A solução encontrada é uma intervenção da Prefeitura,  decretada ontem (17) pelo prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, "É uma intervenção pacífica, mas necessária. Trata-se da única maternidade de baixo risco de referência da Baixada Fluminense e temos de preservá-la", afirmou o prefeito, explicando que a instituição passa por dificuldades financeiras e teve bloqueados repasses de verbas por conta de dívidas trabalhistas.

Dinheiro dos servidores de Belford Roxo foi parar no ralo

Relatório diz que cerca de R$ 70 milhões foram aplicados em investimentos de elevado risco

Citado pelos servidores como o melhor prefeito – para a categoria – que o município já teve, o médico Alcides Rolim errou feio na hora de autorizar a aplicação dos recursos do fundo de previdência municipal, o Previde. Pelo menos é o que aponta um relatório analítico, resultado de uma auditoria concluída em abril de 2016 pela empresa Mais Valia Consultoria de Investimentos. O documento diz que os negócios foram feitos com fundos de "elevado risco", com "ausência de transparência, solvência, liquidez e análise prévia". Ao todo o Previde fez 18 aplicações nada garantidas, oito delas com a BNY Mellon Serviços Financeiros, instituição processada pelos prejuízos de R$ 8,2 bilhões causados ao Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis). O total aplicado somou R$ 69.277.268,41, com perdas estimadas em R$ 40 milhões que, com os valores corrigidos, pode chegar a R$ 100 milhões.

Ministério Público enquadra o governo do Rio por supostas ilegalidades com recursos dos royalties de petróleo

O Ministério Público fluminense ajuizou uma ação civil pública contra o governo do Rio de Janeiro por supostas ilegalidades decorrentes de uso dos royalties de petróleo. Segundo o MP, foram detectadas várias condutas irregulares e questionáveis na captação de recursos domésticos e internacionais por meio da securitização dessas receitas provenientes da exploração de petróleo e gás no estado. O órgão acredita que esses procedimentos do governo fluminense tenham resultado em danos ao Fundo Único de Previdência Social do Estado (RioPrevidência) e no Tesouro Estadual, como um todo.

Entre as irregularidades que teriam sido cometidas pelo governo fluminense está, segundo o MP, a falta de transparência com que essas operações são realizadas e as divergências em relação aos números apresentados para o cálculo de sua economicidade. De acordo com a ação civil pública ajuizada pelo MPRJ na última sexta-feira (13), a gestão fiscal do estado agiu de forma irresponsável e contribuiu para a falência do estado. "Sob o argumento de captar receitas extraordinárias para o orçamento de 2018, o governo prejudicará o orçamento dos próximos 12 anos, pagando juros ao mercado e 15% de imposto à União, além de ficar exposto à variação do câmbio. Não custa lembrar que foi exatamente em razão das captações realizadas em 2013 e 2014, que estamos sangrando o orçamento de 2018 em mais de R$ 4 bilhões de reais", diz o MP na ação civil.