Empregada doméstica de vereador de São João da Barra recebia pela Câmara, onde fora nomeada como assessora

Neide Maria Azevedo Barreiro trabalhava como empregada doméstica na casa do vereador Ronaldo Gomes de Souza (foto), mas quem pagava o salário dela não era ele. A despesa ficava para os contribuintes do município de São João da Barra, no Norte Fluminense, uma vez que Neide estava nomeada como assessora.

 É o que revela uma investigação do Ministério Público, que realizou ontem a operação Casa Assombrada, na qual o vereador foi preso preventivamente, por ordem do juízo da Vara Criminal do município.

Cientistas da UFRJ dizem que reabertura de escolas é imprescindível

Eles alertam que pode haver efeitos danosos para toda uma geração

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) defenderam ontem (30) a reabertura das escolas no estado. Em nota técnica emitida nesta sexta-feira, os participantes do Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19 afirmam que a volta às aulas presenciais é necessária e imprescindível. No comunicado, eles reforçam, porém, que o retorno às aulas deve ocorer de forma a minimizar os riscos de exposição, tanto das crianças e adolescentes quanto dos professores e funcionários, aos riscos de contágio do novo coronavírus. A informação foi divulgada pela assessoria da universidade, em nota publicada na página da instituição na internet.

Eleições em Meriti: pesos pesados do Democratas estarão em evento de lançamento de campanha neste sábado

Neste sábado (31), a partir das 9h30 estará acontecendo no Via Music Hall um evento que vai reunir vários nomes do DEM. É o lançamento da campanha do presidente da Câmara Municipal, Davi Perini Vermelho, mais conhecido na Baixada Fluminense como Didê, que está concorrendo ao terceiro mandato de vereador. O prefeito da cidade, João Ferreira Neto, o Dr. João – candidato a reeleição – também estará presente.

Mais um crime creditado à motivação política em Magé e a pergunta que tem de ser respondida é: “A quem interessava a morte de Renata Castro?”

Renata Castro, de 38 anos, foi executada a tiros na manhã desta sexta-feira (30), em frente a casa em que morava, na localidade de Fragoso, no município de Magé. As investigações mal começaram e já se fala em "motivação política", por conta de denúncias que ela vinha fazendo contra a administração municipal desde que foi exonerada do cargo comissionado que ocupava na Prefeitura. O fato é que ela está morta, e independente de qual seja a motivação, o importante é identificar o autor ou os autores dos disparos, efetuar quantas prisões forem necessárias para que justiça possa ser feita e evitar que esse entre para lista nos crimes impunes.

Apontada como cabo eleitoral da família Cozzolino, Renata postou o seguinte recado ontem (29): "Não adianta me ameaçarem de morte. Hoje, teve dois cidadãos que foram no prédio me ameaçar, me coagir. O que eu fiz ontem eu vou fazer amanhã, vou fazer depois de amanhã. Mais uma denúncia aqui na Polícia Federal".

Eleições em Meriti: se candidato a vice-prefeito flagrado recebendo maços de dinheiro renunciar cai a chapa toda, pois a lei só permite substituição agora em caso de morte

Ainda não foi disponibilizado nenhum documento oficial sustentando a renúncia anunciada na tarde de ontem (29) pelo vereador Carlos Eduardo do Nascimento Soares, o Dudu Soares (PSD), candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo também vereador Charles Batista, que se apresenta aos eleitores como o escolhido da família Bolsonaro para governar o município de São João de Meriti.

Dudu, que aparece recebendo maços de dinheiro em imagens divulgadas pela TV Globo, está sendo investigado pela Polícia Civil depois de ter sido denunciado na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), por suposta extorsão contra um empresário que vendeu respiradores pulmonares ao município.  

Tem candidato achando que Porto Real é espólio de família, observam os mais antenados do pequeno município fluminense

Emancipado de Resende e instalado como município no dia 1º de janeiro de 1997, Porto Real, no Sul Fluminense, ganhou autonomia político-administrativa, mas, ao que parece, tem gente se achando dono da cidade, confundindo uma unidade do estado do Rio de Janeiro como herança política de família. Pelo menos é o que apontam observadores atentos às campanhas do deputado Alexandre Serfiotis (PSD) e Silvia Bernardelli (Cidadania), ele filho do ex-prefeito Jorge Serfiotis e ela filha de Sergio Bernardelli, primeiro governante da história do município. Para algumas lideranças locais, ambos parecem estar disputando não o direito de governar a cidade, mas a posse de um patrimônio familiar.

O pai de Silvia exerceu dois mandatos seguidos e colecionou processos que o deixaram inelegível por muito tempo. Foi sucedido pelo pai de Alexandre em 1º de janeiro de 2005. Já falecido, Jorge Serfiotis, que também teve dois mandatos consecutivos, elegeu sua então vice (Maria Aparecida Rocha) como sucessora e faleceu no primeiro semestre de um terceiro mandato, conquistado em outubro de 2016. Sem condições de concorrer Bernardelli está fora do jogo político, mas ainda assim quer voltar ao poder, mesmo que indiretamente, enquanto os Serfiotis tentam retomar o controle com Alexandre.

Prédio da Alerj poderá ser transformado em hospital

Ideia é instalar no local um centro especializado em oftalmologia

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em redação final, nesta quinta-feira (29), o projeto de lei 3.140/20, que autoriza a implantação do Hospital do Olho, especializado em oftalmologia, no Palácio 23 de Julho, o prédio anexo ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo. O texto seguirá para o governador em exercício, Cláudio Castro, que terá até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

Julgamento que pode decidir a vida política de Cozzolino foi adiado mais uma vez no TSE e ele permanece na condição de “indeferido com recurso”

Sem uma decisão favorável no TSE Renato segue na disputa na incerteza de que os votos que vier obter terão validade Pautado para a sessão desta quinta-feira (29), o julgamento do recurso impetrado pela defesa do deputado estadual Renato Cozzolino Harb – candidato impugnado a Prefeitura de Magé – não aconteceu. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Roberto Barroso, voltou a adiar a análise em plenário e ainda não se sabe quando o processo entrará na ordem do dia novamente.

Até o julgamento Renato permanece na condição de "indeferido com recurso", e se a sessão não acontecer até o dia 15 de novembro – data da eleição – ele pode ser votado normalmente. Entretanto, os votos serão computados separadamente e só serão validados se o julgamento for favorável a ele, conforme diz a legislação.

Denunciado por extorsão vereador de Meriti candidato a vice na chapa que se divulga como apoiada pela família Bolsonaro diz que vai renunciar

As imagens exibidas pela TV Globo mostram o vereador Dudu (de Rosa) recebendo dinheiro - Foto: Reprodução/RJtv Na tarde desta quinta-feira (29) o vereador Carlos Eduardo do Nascimento Soares, o Dudu Soares (PSD), divulgou um vídeo no qual informava que, em nome da honra, estava renunciando a candidatura de vice-prefeito na chapa do também vereador Charles Batista, candidato a prefeito de São João de Meriti pelo Republicanos, se apresentando aos eleitores como o escolhido da família Bolsonaro. Dudu só esqueceu de dizer que é alvo de investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), denunciado que foi por suposta extorsão contra um empresário que vendeu respiradores pulmonares ao município. O político aparece em gravações feitas em dias diferentes no escritório do denunciante e as imagens mostram ele recebendo dinheiro.

As imagens foram exibidas na segunda edição do RJtv na noite de hoje, em matéria que cita também o candidato a prefeito por suposta extorsão contra um lojista de um shopping de informática em Nova Iguaçu, caso que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. Sobre isso Charles afirmou que vai provar sua inocência. Quanto a Dudu – que ainda não se manifestou sobre a denúncia – ele afirmou ter pedido a renúncia dele e que não tem nada a ver com o que foi denunciado à Draco.

Sucessão em Paty do Alferes: Justiça veta Batata na disputa pela Prefeitura, mas ainda tem recurso tramitando no TRE

O juiz Fábio Lopes Cerqueira, da 48ª Zona Eleitoral, indeferiu o registro de candidatura da ex-prefeita de Paty do Alferes, Lúcia de Fatima Fernandes Fonseca, mais conhecida como Batata, e entrou na disputa pelo DEM. A ação de impugnação ao registro de candidatura foi ajuizada pela representação jurídica do PSC, partido que tem o prefeito Eurico Bernardes Neto como candidato a reeleição. A alegação é de que ela está inelegível, por condenação em ação de improbidade administrativa, “por ato doloso que importe lesão ao patrimônio”.

Os problemas de Batata com a Justiça são antigos. No no dia 6 de maio de 2013, por exemplo, a então prefeita teve o mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral, o que a tornou inelegível por oito anos, prazo a ser contado a partir do dia das eleições de 2012, quando ela foi acusada de abuso de poder econômico durante a campanha. Ela foi eleita em 2008 e reeleita com 6.751 votos, 38% do total apurado e seus votos foram computados em separado pelo fato de ela ter concorrido subjudice. Por conta disso o segundo colocado na disputa, Rachid Elmor (PDT), chegou a ser declarado eleito pela Justiça Eleitoral. Como ela ganhou recurso em instância superior, seu registro foi mantido e ela tomou posse.