Com denúncias de aparelhos cirúrgicos quebrados, reforma do Hospital de Emergência de Resende custará mais de R$ 1 milhão

Propalada como grande feito de um governo municipal que tem em suas mãos uma arrecadação anual de quase R$ 500 milhões para uma cidade com cerca de 130 mil habitantes, a reforma do Hospital de Emergência de Resende anda deixando a população de cabelo em pé. É que o valor atual da reforma, R$ 1.083.352,93, é considerado salgado demais pelo fato de se tratar de uma execução de pequeno porte. Enquanto isso, diversos pacientes estariam sofrendo na carne por conta de aparelhos cirúrgicos que estariam quebrados na unidade de saúde.

De acordo com a planilha orçamentária que antecedeu a assinatura do contrato administrativo 261/2018, entre a prefeitura e a GHN - Construtora e Engenharia, em novembro do ano passado, a previsão é de que sejam gastos até R$ 267 mil em porcelanato e R$ 130 mil com preparação de superfícies e pintura de paredes, madeiras e estruturas de aço. Outros valores significativos segundo o documento são os ladrilhos (R$ 46,2 mil) e o polimento de piso de cimento (R$ 25,7 mil). Mas há ainda gastos curiosos, como, por exemplo, a demolição de um rodapé ao custo de até R$ 7,9 mil ao bolso dos contribuintes.

PAM de Éden sofre com sobrecarga: números foram apresentados hoje ao secretário estadual de Saúde

Em encontro na manhã desta terça-feira (2), na sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), prefeitos da região se reunião com o secretário estadual de Saúde Edmar Santos em busca de ajuda para seus municípios. O prefeito de São João de Meriti e presidente da instituição, João Ferreira Neto, o Dr. João, apresentou dados sobre os procedimentos na rede de seu município e afirmou que só numa unidade, o PAM de Éden, cerca de 20% das pessoas atendidas são moradoras de Belford Roxo, 18 a cada 100 atendimentos.

Com cerca de 3,5 milhões de habitantes, a Baixada Fluminense tem no Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, referência nos atendimentos de emergência e ambulatorial, com mais de 40% do universo de pacientes vindos de outras regiões. Este ano o governo estadual aumentou de R$ 1,5 milhão para R$ 5 milhões o repasse mensal, mas o HGNI ainda aguarda o cumprimento de uma promessa do Ministério de Saúde de ampliar os recursos.

Família Reis quer governar o Rio: prefeito de Caxias pensa em chapa para disputar o Palácio Guanabara em 2022

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão, mais de 67 dias multa por prática de crimes ambientais, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, só não está fora do cargo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que sua diplomação não poderia ser anulada, pelo fato de a decisão do STF ter acontecido depois das eleições de 2016. Reis não sabe nem se poderá concorrer à reeleição em 2020, mas ele e dois irmãos parlamentares já estariam pensando em 2022. A ideia seria lançar uma chapa para disputar o governo estadual, contando com participação do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano, não se sabendo se como cabeça ou eventual vice, mas esse papo já domina as rodas de conversa sobre política na Baixada Fluminense.

Washington tem se posicionado como se fosse a maior liderança política da Baixada Fluminense, indo pelo mesmo caminho que seu ex-aliado, o ex-prefeito e ex-deputado José Camilo dos Santos, o Zito (de quem foi vice-prefeito), que acabou caindo do cavalo mais na frente. Reis estaria se movimentando para buscar o poder em cidades vizinhas como Magé e Guapimirim, tendo passado a se achar com cacife suficiente para isso depois das eleições de 2018, quando um de seus irmãos, Rosenberg foi reeleito para deputado estadual, e outro, Gutemberg Reis conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, com a dupla somando 118.023 votos, a maioria fora de Duque de Caxias.