‘Queda de braço’ provoca demissões em Silva Jardim

As demissões seriam a reação de Anderson contra possível processo de cassação de Roni Seria a reação do prefeito contra pedido de cassação de um empregado seu

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, anunciou nesta quarta-feira a exoneração de todos os nomeados em cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), segundo ele, "para realinhar a base do governo". O "realinhamento", entretanto, está sendo visto como resposta a um grupo de parlamentares que defende a cassação do mandato do vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que foi afastado da presidência da Câmara pelo Tribunal de Justiça, em processo no qual é acusado de peculato. Muitos dos exonerados teriam sido nomeados por indicação de vereadores e Anderson estaria usando as demissões como instrumento de pressão para que o possível processo de cassação de Roni - que é funcionário do prefeito em uma rede de drogarias - não seja posto em votação.

Tricano denuncia 12 vereadores por extorsão

Prefeito de Teresópolis fez representação na Procuradora Geral de Justiça

Licenciado do cargo pelo prazo 180 dias, o prefeito de Teresópolis, Mario Tricano (foto) decidiu dar o troco em 12 vereadores que querem cassar seu mandato, caso não retorne ao governo, uma vez que a Câmara resolveu suspender a licença ele concedida. Em comunicado oficial à Mesa Diretora da Casa, Tricano informou que protocolou junto ao Ministério Público a Representação Nº.2017.011.52240 contra os vereadores Pedro Gil Ferreira de Paula, Luciano dos Santos Cândido, Jaime da Silva Medeiros, José Leonardo Vasconcellos de Andrade, Milton Cezar Ramos Rodrigues, Eudibelto José Reis, Wanderley Cunha de Lima, Claudia Lauand, Maurício Lopes dos Santos, Rocsilvan Rezende da Rocha, Ronny Santos Carreiro e Carlos Eduardo Pimentel Barbosa, acusando-os de usarem do mandato para as "práticas de associação criminosa, corrupção passiva, concussão e extorsão", além de coação ao governo, "com o objetivo de indicar empresas vencedoras nas licitações das concessões públicas".

Acusação contra Celso Jacob pode ter sido armada

Deputado que cumpre pena na Papuda sofreu AVC e está sob cuidados médicos

Se o fato for comprovado o ex-prefeito de Três Rios, Celso Jacob - que mesmo preso no Complexo Penitenciário da Papuda, para onde foi levado pela Policia Federal em junho, cumpre mandato de deputado federal, atuando normalmente no Congresso -, pode ter sido condenado injustamente. Jacob sofreu um acidente vascular cerebral na quarta-feira (1) e está internado em um hospital particular em Brasília. O AVC, afirmou em nota oficial o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), foi "resultado das tensões provocadas pela sua absoluta inconformidade em relação à injusta condenação da qual foi vítima". Segundo Marum, o parlamentar foi alvo de uma 'armação' e os adversários políticos que acusaram já teriam confessado a 'trama'. "Em resumo, trata-se de um caso que comprova o quanto a Justiça pode ser injusta, o que exige imediata reparação", acrescentou.

Vice pode representar Meriti em Brasília

Possibilidades de Gelson disputar uma vaga de deputado federal são grandes

Ainda sem partido definido para a disputa, podendo ser mesmo o PR, o vice-prefeito e secretário de Governo de São João de Meriti, Gelson Azevedo, poderá concorrer nas eleições de 2018 para deputado federal. Antes algumas lideranças da Baixada Fluminense o queriam na Assembleia Legislativa, mas a necessidade de o município ter em Brasília uma voz mais afinada com o governo municipal está pesando mais na tomada de decisão. Apesar de 'novato' no meio, Gelson circula com desenvoltura pelos bastidores da política e abre portas com facilidade nos gabinetes do poder. "Penso no coletivo. Quero o melhor para a nossa região e defendo um tratamento mais justo por parte do governo federal para a sofrida Baixada Fluminense e será nessa tecla que vou bater sempre", diz ele.

Paes pode ter Dr. Aluizio como companheiro de chapa em 2018

Para isso prefeito de Macaé teria de renunciar o cargo até 31 de março

O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes é o nome de consenso do PMDB para disputar o governo do estado e na eleição proporcional o partido deverá fazer aliança apenas com o PP. Pelo menos é o que pensam hoje cabeças coroadas da legenda, que defendem a escolha do prefeito reeleito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio para compor a chapa com Paes. Se aceitar de fato o convite Aluizio terá de deixar o cargo até o dia 31 de março, passando o comando do município para o vice-prefeito Vandré Guimarães. De acordo com um nome forte da legenda, a sondagem já teria sido feita e Santos Junior estaria até preparando a transição, uma decisão que depende apenas dele mesmo.

Paty do Alferes tem um ‘governo de família’

Prefeito nomeia parentes e afins, ignorando a legislação

Os moradores da pequena Paty do Alferes, cidade do Sul Fluminense, querem saber quando a Justiça vai desvendar os olhos para enxergar o nepotismo na administração municipal, onde o prefeito Eurico Pinheiro Bernardes Neto, o Juninho Bernardes (foto), nomeou parentes seus e do vice-prefeito Arlindo Rosa de Azevedo para cargos nos primeiro e segundo escalões do governo. Filho do ex-prefeito Eurico Pinheiro Bernardes Junior, Juninho abrigou o pai como secretário de Educação, mas este é visto como super secretário e chega até ser chamado de "prefeito de fato" por algumas lideranças locais. Já a mãe de Euriquinho, Jeanne Marisete Teixeira Bernardes, é a secretária de Desenvolvimento Social, enquanto Alexandre Veiga Lisboa, casado com uma tia do prefeito, comanda a Secretaria de Obras.

‘Afilhado’ de Cabral vai disputar cadeira na Câmara dos Deputados

Max Lemos pretende fazer dobradinha exclusiva com Picciani na Baixada

Nos tempos em que tudo era só alegria no reino de Sergio Cabral, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos, enchia a boca para anunciar que o então governador fora seu padrinho de casamento, mas hoje, em tempos de Lava-Jato e devido à duas condenações impostas ao padrinho, Max evita até citar o nome do ex-todo-poderoso, mas terá de conviver com isso durante a próxima campanha eleitoral, já que pretende concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PMDB. Max – que é apontado como prefeito de fato de Queimados, sendo responsável, inclusive pela indicação da maioria dos secretários nomeados pelo prefeito de direito, Carlos Vilela – já anunciou que pretende fazer uma dobradinha exclusiva em todos os municípios da Baixada Fluminense com o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, que pretende renovar o mandato de deputado estadual.

Prefeito licenciado pode ter mandato cassado em Teresópolis

Tem gente achando que Tricano estaria “fugindo das responsabilidades”

Há dois meses licenciado do cargo, o prefeito de Teresópolis, Mario Tricano, recorreu à Justiça contra uma decisão da Câmara de Vereadores, que resolveu suspender a licença de 180 dias a ele concedida em agosto.  Pelo que foi decidido pelo Poder Legislativo, Tricano não reassumir o governo dentro de 15 dias, poderá ter o mandato cassado e o vice-prefeito Sandro Dias – interinamente no cargo –, será declarado prefeito. De acordo com alguns vereadores, Tricano alegou que precisava se afastar por seis meses para cuidar de assuntos particulares, mas estaria cumprindo agenda oficial normalmente. Mário nega e diz que tem ido à Prefeitura poucas vezes e que precisa mesmo de um tempo para cuidar de seus negócios, mas há quem diga que ele está é “fugindo das responsabilidades”, por conta da crise que por pouco não paralisa a máquina administrativa.

Deputados da Baixada votaram para barrar processo contra Temer

Felipe Bornier manteve a mesma posição do primeiro processo

A vitória apertada do presidente Michel Temer na noite desta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, contou o voto favorável de dois dos três parlamentares eleitos pelo município de Nova Iguaçu. Rosângela Gomes e Walney Rocha disseram sim ao arquivamento das denúncias de prática de corrupção apresentadas pela Procuradoria Geral da República contra Temer e os ministros Elizeu Padilha e Moreira Franco. Felipe Bornier (foto), que já havia votado pelas investigações no primeiro processo arquivado, reiterou seu posicionamento, defendendo que Casa autorizasse o Supremo Tribunal Federal a investigar e julgar o presidente, caso a apuração dos fatos apontasse a prática de crime. Além de Rosângela e Walney, votaram contra as investigações outros quatro deputados da Baixada Fluminense: Aureo Lídio, Simão Sessim, Celso Pansera e José Augusto Nalin, repetindo o gesto da primeira votação.