Queimados via Volta Redonda: contrato de gestão de hospital na Cidade do Aço teria se transformado em bom “negócio de família”

No dia 2 de agosto de 2018  a enfermeira Michelle Oliveira Mendes, residente no município de Queimados, na Baixada Fluminense, recebeu "poderes especiais" para participar de licitações, representando na Prefeitura de Volta Redonda a Organização Social Hospital Psiquiátrico Espirita Mahatma Gandhi, que em novembro do mesmo ano assinou um contrato que pode chegar a R$ 94 milhões (confira aqui), para gerir o Hospital Municipal Munir Rafful por dois anos. Os "poderes" não seriam nada demais se uma empresa que seria controlada por membros do núcleo familiar de Michele não ficasse responsável pelo fornecimento de refeições ao hospital.

O caso foi denunciado esta semana pelo vereador Jari Oliveira Junior – que apresentou requerimento ao plenário da Câmara, convocando a representante da Organização Social para prestar esclarecimentos – e deverá ser objeto de representação junto ao Ministério Público nos próximos dias.

Deixando crianças e idosos de fora, prefeito de Resende estaria mergulhando cidade em dívidas para promover governo “publicitário”

Alvos permanentes de uma enxurrada de publicações nas redes sociais, as crianças e os idosos de Resende estariam entre os personagens prediletos do que é considerado um governo de cunho publicitário, adotado pelo prefeito Diogo Balieiro Diniz. Publicações que são bombardeadas por um exército de ocupantes de cargos comissionados que custam anualmente cerca de R$ 50 milhões ao bolso dos contribuintes, aproximadamente 10% de tudo o que a cidade arrecada. Mas, apesar da suposta bajulação, a esta camada "inocente" da população, Balieiro não destinou um centavo sequer dos R$ 32 milhões de empréstimos bancários a ações que envolvam idosos, crianças e adolescentes.

Ao todo foram cinco projetos em que o governante conseguiu, com a aprovação da maioria dos vereadores, sinal verde para contrair os empréstimos bancários. O primeiro deles, de R$ 15 milhões, aconteceu no apagar das luzes de 2017 e foi direcionado à compra de lâmpadas de led (R$ 6 milhões) e à aquisição de seis veículos zero quilômetro (R$ 306 mil), modelo Renault Sandero, até o momento. Isso porque, de acordo com o texto do Projeto de Lei aprovado (021/2017) o dinheiro do empréstimo só poderá ser usado para iluminação, obras viárias e modernização da gestão.

Solenidade cara demais: Câmara de Quissamã gastou R$ 240 mil para empossar prefeita, vice e vereadores, denuncia o MP à Justiça

Uma solenidade de posse de prefeito e vereadores não precisa mais do que o plenário da Câmara Municipal ou um simples salão decorado com flores e, no máximo, um buffet para agradar os convidados. Mas isso é coisa de cidade pobre. Em Quissamã, município do interior fluminense, a cerimônia realizada no dia 1º de janeiro de 2017 para empossar a prefeita Fátima Pacheco, o vice Marcelo Batista e nove vereadores, segundo apurou o Ministério Público, custou mais de R$ 240 mil – em valores corrigidos –, dinheiro que o MP quer ver devolvido pelo então presidente da Casa Legislativa, Luiz Carlos Fonseca Lopes e pelo ex-diretor administrativo Carlos Eduardo Moreira Ramos, mais uma indenização por dano moral coletivo. 

De acordo com o que foi apurado pela 3ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo de Macaé), a Câmara de Vereadores pagou R$ 210.709,52 a seis empresas pela realização do evento.

Contingenciamento de verbas afeta treinamentos e operações da Polícia Federal, diz presidente da Associação dos Delegados

O contingenciamento de verbas decretado pelo presidente Jair Bolsonaro em março deste ano está afetando diretamente as atividades da Polícia Federal. Além de suspender o Treinamento Continuado de Armamento e Tiro neste semestre, os profissionais foram orientados a evitar viagens para economizar no pagamento de diárias de deslocamento a policiais em missões. A medida impacta diretamente nas operações feitas para combater o crime organizado em todo o país. Para a delegada Tania Prado (foto), a PF deveria estar imune ao contingenciamento de recursos.

Entidades que representam os delegados federais receberam a informação com apreensão e avaliaram que o corte de verbas pode representar um duro golpe na instituição, no combate ao crime organizado e na segurança pública. "A Polícia Federal deveria ser autônoma e imune aos contingenciamentos de recursos do governo, pois estes cortes afetam seu funcionamento e a repressão ao crime, sobretudo as operações e investigações em todo o país, que recuperam recursos ao Estado e desmantelam organizações criminosas", avalia a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo (SINDPF SP) e diretora regional da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) de SP, Tania Prado.