O piso salarial nacional dos professores está em R$ 2.557,74 desde o dia 1º, um aumento de 4,17%, segundo o Ministério da Educação, mas o valor – que corresponde ao vencimento inicial dos profissionais da educação básica, com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais – é ignorado por mais da metade dos municípios, apesar de os salários estarem assegurados por repasses mensais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Em 2017 o Ministério da Educação divulgou o resultado de um levantamento mostrando que apenas 2.533 dos 5.570 municípios brasileiros estavam pagando o piso nacional, situação que não mudou muito no último ano. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, pelo menos 60 dos 92 municípios não pagam o salário estabelecido e muitos deles estão sendo alvo de ações judiciais por isto. É o caso, por exemplo, de Pinheiral, onde em agosto do ano passado o prefeito Ednardo Barbosa sancionou uma lei implantando o piso nacional, mas só o fez porque um mês antes a promotora de Justiça Michelle Bruno Ribeiro havia ajuizado uma ação neste sentido.