Afirmação é de um dos maiores especialistas em áudio do Brasil, o perito Ricardo Molina, que apontou mais de 60 cortes, sendo seis falhas no trecho sobre Eduardo Cunha
“É uma gravação tão contaminada que não pode ser levada a sério. Ela só está sendo levada a sério pelo contexto político que a circunda. A Procuradoria é ingênua e incompetente. Aquilo é coisa de leigo e que não sabe mexer em áudio. Eles se esconderam atrás de frases como índice provável de confiabilidade. Essas duas pessoas [analistas do MPF] não entendem nada de áudio”. A afirmação é de Ricardo Molina (foto), um dos maiores especialistas do Brasil. Molina – que é professor Unicamp e um perito em fonética forense, tendo atuado em centenas de casos em processos criminais – foi contratado pela defesa do presidente Michel Temer para analisar o áudio em que o presidente conversa com o empresário Joesley Batista, que comanda o grupo JBS, que fez o acordo de delação com o Ministério Público Federal.