Mostre as contas, Waguinho

Prefeito de Belford Roxo esconde informações sobre receita e despesas

Com previsão de atingir uma receita de pouco mais de R$ 707 milhões este ano, o município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, já arrecadou cerca de R$ 150 milhões até agora, número estimado para o período de 1º de janeiro até o final do expediente de ontem. Só com os repasses constitucionais (entre eles Fundeb e FPM), foram creditados R$ 44,2 milhões nas contas da Prefeitura, além de cerca de R$ 15 milhões em outros repasses, como as verbas para o setor de saúde, por exemplo. O problema é saber onde, em que e como o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto) está aplicando os recursos, uma vez que as contas da administração municipal vêm sendo mantidas em segredo, contrariando o que determina a Lei da Transparência. A disposição do prefeito em cumprir a legislação é tão grande que nem o site oficial do município foi colocado no ar ainda, quanto mais os números referentes à receita, contratos, relação de fornecedores, prestadores de serviços e os valores pagos a eles.

Semana da Mulher termina amanhã em Paracambi

Nas comemorações moradoras da cidade e irmãos médicos receberam homenagens

As comemorações pelo Dia Internacional da Mulher foram marcadas em Paracambi por homenagens às mulheres e moções de agradecimento a uma dupla de médicos que já realizou mais de cinco mil partos na cidade, os irmãos Flávio e Deodalto Ferreira, o primeiro secretário de Governo e o segundo deputado estadual. Durante o evento de abertura da semana dedicada às mulheres - realizado pelas Secretaria de Secretaria de Assistência Social e a Coordenadoria Especial de Política para Mulheres - a prefeita Lucimar Ferreira (foto) foi nomeada presidente de honra do Conselho Municipal de Direitos das Mulheres e reiterou o compromisso de estar presente na vida das mulheres da cidade.

Oposição aposta em eleição suplementar em Caxias

Pedido de cassação do prefeito despertou até quem já tinha negociado com o governo

Desde que assumiu a Prefeitura de Duque de Caxias que o prefeito Washington Reis (foto) vem trabalhando para enfraquecer os grupos de oposição e até já conseguiu desmontar alguns deles oferecendo cargos no governo. Porém, um pedido de cassação do mandato dele e do vice-prefeito, Marcos Pessanha, protocolado esta semana pela Procuradoria Regional Eleitoral no Rio, os olhos dos opositores se abriram para a possibilidade de vir ocorrer uma nova eleição no município de maior receita na Baixada Fluminense. Ação da PRE tem por base uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal em processo no qual Washington foi denunciado por prática de crime ambiental.

“Dívidas não vão parar Paracambi”

A prefeita Lucimar Ferreira encontrou Paracambi em estado de terra arrasada. O esforço para sair do buraco exige capacidade administrativa e muito comprometimento com o trabalho Gestão busca recursos através de emendas para vencer o desafio

Paracambi é o município da Baixada Fluminense que menos dinheiro recebe do Fundeb, uma média de R$ 1,8 milhão por mês, mas ainda assim tem um sistema de Educação mais bem avaliado que o de muitas cidades com mais recursos. Manter o ritmo e buscar um crescimento ainda maior nos índices de avaliação fazem parte dos planos da nova gestão, que luta por recursos através de emendas parlamentares para suprir às necessidades, já que dispõe do menor orçamento da região. Apesar das dificuldades - uma dívida apurada de cerca de R$ 64 milhões e pelo menos outros R$ 36 milhões em débitos trabalhistas, previdenciários e precatórios -, a prefeita Lucimar Ferreira sabe muito bem onde chegar: fazer uma administração que coloque o município no caminho do desenvolvimento e deixar para o seu sucessor uma estrutura bem melhor, uma casa arrumada, uma população satisfeita e as contas pagas. “Quando assumimos encontramos, além das dívidas, falta de medicamentos e materiais de consumo. Tivemos de contar com a boa vontade de fornecedores ainda com contratos vigentes para por as unidades médicas para funcionar. Temos uma missão árdua pela frente, mas podemos assegurar que as dívidas não vão parar Paracambi”, diz o secretário de Governo Flávio Ferreira.

Caxias enrola servidores e esquece concurso em vigor

Ano letivo deve começar atrasado e com contratados em salas de aula

O prefeito de Duque de Caxias diz que vai pagar, mas não sabe quando. Na última segunda-feira Washington Reis (foto) se reuniu com representantes dos servidores e afirmou que os salários em atraso serão pagos e que os meses vencidos em sua gestão quitados em dia, mas ainda não acenou com um plano para normalizar a situação e sequer demonstrou interesse em divulgar um cronograma. Sem uma definição por parte do governo, os profissionais de ensino não estão dispostos a entrar em sala de aula sem pelo menos um calendário de pagamento. Mas os problemas da Educação no município da Baixada Fluminense que mais recursos recebe para o setor vão além disso: há um déficit de professores e funcionários de apoio, mas embora exista um concurso em vigor, a nova gestão não quer nem ouvir falar em convocação.

Suposta retaliação prejudica servidores em Japeri

Funcionários dizem que são obrigados a longo deslocamento para almoçar

Acostumados a só atravessarem a rua para almoçar ou fazerem um lanche, funcionários da Prefeitura de Japeri, na Baixada Fluminense, afirmam que se não levarem comida de casa são obrigados agora a se deslocar por pelo menos três quilômetros para se alimentarem. Segundo alguns deles, uma proibição velada os impede de frenquentar o restaurante localizado em frente a sede da Prefeitura, pelo fato de o estabelecimento pertencer ao ex-prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, considerado não como adversário político do novo governo, mas como inimigo. Ao se queixarem da tal proibição, servidores afirmam que entendem que os ocupantes de cargos comissionados - secretários e assessores - até podem evitar o restaurante do ex-governante, mas a medida não pode ser imposta aos efetivos.

Japeri conclui pagamento de dezembro

Primeiro município da Baixada Fluminense a pagar o décimo terceiro este ano, Japeri, o mais pobre da região, está concluindo nesta quinta-feira a quitação dos vencimentos de dezembro para todos os servidores. Os primeiros a receber foram os funcionários lotados na Secretaria de Educação, que tiveram o dinheiro creditado ontem em suas contas. “Saio do governo sem ter atrasado os salários uma vez se quer em dois mandatos consecutivos. Apesar da crise conseguimos manter os compromissos em dia”, disse agora a pouco o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor (foto), acrescentando que ainda deixará saldo em caixa.

 

Herança maldita pode chegar a R$ 100 milhões em Paracambi

Segredo sobre contas públicas fere a lei e levanta suspeitas

Os repasses externos para o município de Paracambi entre 1º de novembro até ontem chegaram a R$ 9.838.170,52, sendo R$ 2.803.043,11 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Foram quase R$ 2 milhões a mais que o total verificado no mesmo período em 2015, que teve o registro de R$ 7.944.860,23 (R$ 2.506.531,72 do Fundeb), segundo revelam dados do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil. Os números são “coisa pouca”, “quase nada” em comparação aos cerca de R$ 900 milhões que o prefeito Tarciso Pessoa (foto) teve para administrar esta pequena cidade da Baixada Fluminense nos seus dois mandatos consecutivos, mas, independente de valores, o fato é que não se sabe onde e em que os recursos públicos são aplicados, já que as contas são mantidas em segredo, contrariando o que determina a Lei da Transparência, legislação que o prefeito petista que vai sair do governo no próximo dia 31 e deixar uma herança maldita estimada em cerca de R$ 100 milhões em dívidas faz questão de ignorar.