Prefeito de Caxias diz que salário é prioridade, mas pagar que é bom…

Até agora o mês de outubro sói foi pago a 78% dos servidores da Educação. Nada para os demais setores

Washington tem sempre a mesma resposta. "Prioridade", e a mesma alegação, "crise" "Por determinação do prefeito Washington Reis, o pagamento dos funcionários tem sido tratado como a principal prioridade do governo municipal". A frase já virou resposta automática para os questionamentos sobre os atraso no pagamento ao servidores de Duque de Caxias, o município mais rico da Baixada Fluminense. Mas para os funcionários, isto "não corresponde a verdade", pois eles vêm sendo obrigados a trabalhar dois meses para receber um, e não há nenhum sinal de que haverá décimo terceiro este ano.

Prefeito de Caxias não se manifesta sobre datas de pagamento: servidores temem ficar sem 13º e os salários de novembro e dezembro

Washington atrasa os salários, mas não gosta de ser cobrado Até o início do expediente desta segunda-feira (2) apenas uma parte dos servidores da Secretaria de Educação tinham recebido o salário de outubro. Nos demais setores o último vencimento quitado é o de setembro, mas na Guarda Municipal tem gente que só recebeu até agosto e está em dificuldade. No conforto de seu gabinete o prefeito Washington Reis não se pronuncia. Sua assessoria limita-se a culpar o passado, apesar de as receitas terem aumentado bastante em relação a 2016, o último ano do prefeito Alexandre Cardoso, antecessor de Reis. O problema dos servidores ativos é o mesmo dos aposentados. Só que muitos dos inativos estão sofrendo com doenças e apelam para os empréstimos consignados para comprarem remédios de uso contínuo.

Duque de Caxias é o município mais rico da Baixada Fluminense e o único da região a atrasar os salários dos servidores ativos. Em São João de Meriti os atrasos são em relação aos aposentados e pensionistas, por conta do rombo deixado na previdência municipal pela gestão anterior, que também deixou folhas de pagamentos em aberto, problema que o prefeito João Ferreira Neto, Dr. João, espera resolver de uma só vez. "Colocamos dois terrenos da Prefeitura à venda. Estamos na fase de licitação. Vamos usar todo o dinheiro desta venda para acertar as contas com os aposentados", diz ele.

Vereador de Belford Roxo é alvo de busca e apreensão em operação para prender milicianos da Baixada Fluminense

Eleito pelo PRB, o vereador Luiz Eduardo Santos de Araujo (foto) teve sua casa revistada na manhã desta quinta-feira (28), por agentes da Polícia Civil. O mandado de busca e apreensão foi cumprido durante uma megaoperação realização para cumprir 130 mandados, 35 de prisão.

Até às 10h tinham sido presas 15 pessoas, entre elas os policiais militares Alex Bonfim de Lima Silva, José Eduardo Silva Farias, conhecido como "Zé Cachorro", e Carlos Vinicius Gomes do Nascimento da Silva, o Miojo, além do policial civil Walter Marques de Oliveira Filho e o miliciano Alisson da Costa Menezes.

Meio jurídico acredita no retorno do prefeito de Japeri ao cargo: Carlos Moraes está afastado há um ano e quatro meses

Carlos Moraes está afastado do cargo cautelarmente desde o final de julho de 2018 Afastado cautelarmente do cargo em 27 de julho do passado, quando foi preso sob acusação de associação criminosa, o prefeito de Japeri, Carlos Moraes Costa está em liberdade desde o dia 8 de outubro, e a aposta entre alguns advogados é de que ele poderá voltar ao cargo, com a Justiça revendo a decisão, mesmo estando ele hoje proibido de entrar nas dependências da Prefeitura.

Se mantendo longe de qualquer manifestação ou grupo político, Carlinhos Japeri – como ele é mais conhecido na Baixada Fluminense – tem passado o tempo com a família, dedicando seus dias aos netos. Ele não tem se manifestação sobre o assunto, mas entre amigos e familiares a confiança de uma absolvição da acusação de associação com o tráfico de drogas é grande.

Maternidade de Nova Iguaçu é referência na Baixada, enquanto em Queimados não nasce um bebê há anos

Dez por cento dos bebês nascidos na Mariana Bulhões são prematuros - Foto: Divulgação Registrando uma média de 600 partos por mês, a Maternidade Mariana Bulhões é referência na Baixada Fluminense. Localizada em Nova Iguaçu, recebe gestantes de vários municípios, principalmente de Queimados, onde há anos não nasce uma criança sequer, já que a única maternidade daquela cidade fechou as portas em 2014, por falta de recursos financeiros.

A Casa de Saúde Bom Pastor recebia menos de R$ 3 milhões por ano para realizar 250 partos ao mês, cirurgias, fazer atendimento de urgência e prestar assistência 24 horas, enquanto a Prefeitura de Queimados pagava quatro vezes mais a uma organização social para gerir uma unidade que não opera, não interna, não atende à noite nem nos finais de semana.

Caxias: pagamento de setembro saiu, mas para menos da metade dos aposentados, apesar de tratar-se da Prefeitura mais rica da Baixada

Washington Reis administra o maior orçamento da Baixada, mas não vem pagando os servidores em dia O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, continua atrasando o pagamento dos salários dos servidores, embora o município seja o mais rico da Baixada Fluminense. Os vencimentos de setembro ainda não saíram para toda a categoria e até o final do expediente de ontem (19), segundo informações do próprio Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (IPMDC), apenas de 47,02% dos aposentados e pensionistas tinham recebido os proventos referentes ao nono mês de 2019.

Os primeiros a serem pagos – por conta dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – os servidores da rede municipal de ensino começaram a receber ontem o salário de outubro, quando foram pagos 3.580 funcionários da Secretaria de Educação, pouco mais de 60% do efetivo do setor.

Lideranças começam a se movimentar por Zaqueu Teixeira em Queimados, embaladas pela votação local de Índio da Costa em 2018

Zaqueu não passou em branco nas eleições de 2018 Nas eleições de 2018 o então candidato a governador do Rio de Janeiro pelo PSD, Índio da Costa, ficou em sexto lugar, mas pelo menos em uma cidade ele pode se considerar um vencedor, embora pouco tenha pisado por lá. Entretanto isto não foi por ele, mas pelo seu companheiro de chapa, o ex-deputado Zaqueu Teixeira. Foi em Queimados, na Baixada Fluminense.

Apesar de ser o candidato do governo local e do hoje deputado Max Lemos, o segundo colocado no quadro geral, Eduardo Paes, ficou em terceiro lugar em Queimados, com a chapa Índio-Zaqueu na segunda posição, o que nada mudou para Índio, mas mostrou a força de seu vice, um detalhe ignorado por muitos, mas examinado com atenção por observadores do meio político na região, gente que vê Zaqueu com um forte concorrente em 2020.

Contratos milionários com empresas de informática não garantem transparência nas contas públicas de Japeri

Cesar fez três contratos milionários com empresas de informática, mas a transparência... Registrando dezenas de contratos e atas de registro de preços para fornecimentos em geral e prestação de serviços desde janeiro de 2017, a julgar pelo volume de dinheiro comprometido com empresas de informática, a Prefeitura de Japeri era para ser a mais transparente do estado do Rio de Janeiro, revelando todas as despesas feitas e a forma como elas foram contratadas, expondo os processos licitatórios de forma clara, bem como os valores pagos a cada firma com negócios com a municipalidade. Só que nada disto acontece, apesar das pressões do Tribunal de Contas do Estado, que já apontou várias irregularidades em contratos e licitações de Japeri.

Conforme já foi revelado na matéria Japeri: gastos com sistema de gestão podem chegar a R$ 11 milhões, o município mais pobre da Baixada Fluminense, detentor um dos piores índices de desenvolvimento humano do país,  optou por gastar alguns milhões de reais para implantar um sistema informatizado de gestão que, segundo gente do próprio governo, até agora não resultou em muita coisa, inclusive em relação ao Portal da Transparência, há dias fora do ar.

Servidores de Caxias temem pelo futuro

As contas da previdência própria não estão disponíveis para o controle social e não há informações sobre a contribuição patronal e dos segurados

Os dias atuais tem sido difíceis para os servidores de Duque de Caxias, mesmo eles trabalhando no município mais rico da Baixada Fluminense. Os funcionários da Prefeitura precisam trabalhar dois meses para receber um e ainda não sabem se terão o décimo terceiro este ano. A maior preocupação, entretanto, é quanto ao instituto de previdência deles, o IPMDC, cuja situação financeira é desconhecida para a categoria, uma vez que os balancetes e os relatórios contábeis não estão disponíveis no site da instituição, e o último relatório de investimento encontrado refere-se ao quarto semestre de 2017. Além disto, o instituto está com Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) vencido desde o dia 26 de junho de 2016, segundo revela o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (Cadprev).

Realidade começa a assustar os patos novos na lagoa da política

Gastos de verba parlamentar em empresas fantasmas, Queiroz e as denúncias de “rachadinhas” aconselham baixar a bola

O processo eleitoral de 2020 já começou internamente em vários partidos na Baixada Fluminense, com pré-candidaturas, alianças e escolhas de novas legendas para troca, mas aquela turma que vinha achando que bastava vestir-se de amarelo, fazer cara feia, cerrar os punhos e postar fotos nas redes sociais parece perdida...