Aquecimento para 2016 já começou em Magé

O município poderá ter pelo menos uns cinco candidatos a prefeito

Os eleitos este ano ainda nem data certa para serem diplomados tem e no município de Magé a movimentação nos corredores da política com vistas a sucessão do prefeito Nestor Vidal já começou. Objeto de desejo de vários nomes - uns já velhos conhecidos e outros nem tanto -, o Palácio Anchieta, sede do governo municipal, está na mira hoje de gente que já passou por ele e quer voltar ainda que indiretamente e de vereadores que acham que está na hora de tentar um vôo mais alto, mas o atual ocupante do palácio ainda não deu nenhum sinal de que já estaria pensando em sucessão e ainda não piscou o olho para ninguém na intenção de iniciar um namoro nesse sentido.

Localização do Hospital Geral da Baixada será definida ainda esta semana em reunião entre prefeitos e o governador

O governador reeleito Luiz Fernando Pezão vai se reunir ainda essa semana com os prefeitos de Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica, Paracambi e Itaguaí para definir a localização do Hospital Geral da Baixada Fluminense que começará a ser construído no primeiro semestre de 2015. Uma área na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, local onde funcionou a fábrica de roupas Inega, chegou a ser cogitada, mas por estar próxima do Hospital da Posse, já foi descartada. A proposta é escolher um local que seja bom para todos os municípios, levando em conta que Nova Iguaçu já tem o seu hospital e Duque de Caxias conta com o Adão Pereira Nunes, mais conhecido como Hospital de Saracuruna.

Pezão afirmou que terá a saúde e a segurança como as prioridades do seu governo. "Vou ajudar os municípios a terem as Clínicas da Família. Nós já inauguramos 12, vou fazer mais 47 e quero ter a enfermeira, o agente comunitário, o auxiliar de enfermagem junto com o médico cuidando da atenção básica à saúde. Quando você tem uma boa atenção básica, você resolve 85% dos problemas. Uma mãe que tem o filho com asma, bronquite, não precisa ir para a emergência do hospital competir pelo atendimento com atropelados, baleados. Se existe uma boa atenção básica à saúde, se resolve o problema lá mesmo na Clínica da Família", disse o governador.

Enquanto guardas municipais brincam de polícia patrimônio público é destruído

● Elizeu Pires

Eles lutam para serem comparados a policiais, querem ser vistos como tais e invocam uma lei recente para isso e até já se movimentam para pressionar os prefeitos a adquirirem armas de fogos para eles, uma vez que a lei sancionada em agosto pela presidente Dilma Roussef lhes dá direito ao porte, mas não determina que os municípios armem seus agentes, ficando isso ao livre julgamento do gestor municipal. Entretanto, cumprir o dever para o qual foram contratados mesmo e seguir o que determina o artigo 4º dessa mesma lei que arguem em suas reivindicações - “...é competência geral das guardas municipais a proteção de bens, serviços, logradouros públicos municipais e instalações do município” - que é bom nada .

Crivella agora quer um terceiro turno

Bispo diz que vai até ao STF para derrubar Pezão

Rejeitado nas urnas pela maioria dos eleitores do estado do Rio de Janeiro, o senador e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella, não está aceitando o resultado da eleição e disse que é cedo para o PMDB comemorar a vitória porque foram impetradas 13 ações por abuso de poder econômico contra a candidatura vencedora. Crivella confirmou agora a pouco que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ver julgados os pedidos de cassação do registro de candidatura de Luiz Fernando Pezão.  A afirmação do candidato derrotado causou risos entres os caciques do PMDB fluminense, que entendem a situação e apontam que em termos judiciais a posição de Crivella não é nada confortável, pois a fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), fez vários flagrantes em templos da Igreja Universal, constatando abusos e crimes eleitorais, tendo, inclusive, lacrado um deles no último sábado, em Duque de Caxias, onde foram apreendidos materiais de campanha que seriam distribuídos entre os fieis, possivelmente para a boca de urna no dia seguinte.

Pezão vence Crivella, Garotinho, Lindberg Farias e a Universal

O candidato do PRB venceu em 19 cidades

Com 55,78% dos votos válidos, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi reeleito hoje. Ele venceu o senador e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB), que, além da seita comandada por seu tio, o bispo Edir Macedo, foi apoiado pelos candidatos derrotados no primeiro turno, Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias. Pezão venceu em 73 cidades e perdeu em 19. Da pequenina Varre-Sai, no interior do estado, saiu o maior percentual de votos para Luiz Fernando: 88,16%, com 4.280 eleitores votando em Pezão e 578 em Marcelo Crivella.

Caos anunciado em Meriti é alvo do Ministério Público

Os sucessivos atrasos no pagamento dos servidores e o fechamento de unidades de saúde por falta de funcionários e condições de trabalho levaram o Ministério Público a instaurar inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades por parte da administração municipal na gestão de pessoal. A medida foi tomada na terça-feira e divulgada ontem pela assessoria de comunicação do MP. Conforme o elizeupires.com já havia noticiado, desde março deste ano que a Prefeitura vem atrasando a quitação dos vencimentos do funcionalismo, com o prefeito Sandro Matos alegando queda na receita, quando, na verdade, a causa pode ser outra: o excesso de contratos temporários para abrigar apadrinhados de vereadores do bloco de sustentação e a suposta nomeação em funções de confiança, os chamados cargos comissionados, além da quantidade existente no organograma do município.

Envolvido diretamente na campanha do senador Lindberg Farias ao governo do estado pelo PT, tendo inclusive atuado como coordenador, o prefeito esperou passar o primeiro turno da eleição para tomar uma medida que desempregou pelo menos cerca de três mil pessoas. Para alguns demitidos a decisão foi um ato de covardia, pois Sandro esperou seus apoiados serem votados e seu “irmão”, o deputado federal Marcelo Viviani Gonçalves, o Marcelo Matos ser reeleito, para fazer as demissões.

Locanty e Multiprof deixam um rastro de destruição no estado

Contratos irregulares firmados com prefeituras fluminenses geram condenações no Tribunal de Contas e processos por improbidade administrativa

Pelo menos 20 prefeitos e ex-prefeitos de cidades do estado do Rio e Janeiro podem ter a vida pública abreviada por firmarem contratos no mínimo esquisitos com empresas comandadas pelo empresário João Alberto Felippo Barreto, o Joãozinho da Locanty e por organizações de terceirização de mão de obra ligadas a Mário Peixoto, dono da Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multprof). Fora do mercado com a Locanty, alvo de vários inquéritos no Ministério Público e de ações judiciais, Joãozinho se esconde em outras firmas menos notadas, mas detentoras de muitos contratos no Rio. Uma delas, a Space 2000, já começou a sair do anonimato, chamando a atenção das autoridades pelo mesmo motivo que aniquilou o nome Locanty: contratos irregulares e denúncias de superfaturamento. Em relação a Multiprof, há inquéritos sobre contratos firmados em Silva Jardim, Maricá, Mesquita e Seropédica, nessa última com a Locanty incluída. Os negócios envolvendo esse grupo passam de R$ 200 milhões. Somente em Mesquita, município da Baixada Fluminense, o contrato firmado pela Multriprof na gestão do prefeito Artur Messias (PT), foi de R$ 21 milhões, mas a cooperativa não pagou direitos trabalhistas, deixando dezenas de trabalhadores no ora veja.

Vitória com sabor de derrota em Caxias

Três vezes prefeito de um município com mais de 500 mil eleitores, já tendo sido chamado de "Rei da Baixada Fluminense", região que chegou a ser batizada de Zitolandia, por causa de sua performance nas urnas nas eleições de 2000 - quando se reelegeu com mais de 80% dos votos e ainda elegeu um irmão e sua então esposa prefeitos de Belford Roxo e Magé, respectivamente -, Jose Camilo dos Santos, o Zito, em termos políticos, está respirando por aparelhos.

Rechaçado nas urnas em 2012 logo no primeiro turno, está vendo minguar seus votos e sua força eleitoral. A prova disso está no que as urnas lhe disseram este ano: foram apenas 24.491 votos para deputado estadual, 21.101 na cidade onde já foi majestade. Eleito graças ao desempenho do deputado Flavio Bolsonaro, o último coronel da política da Baixada Fluminense vai ter de repensar a carreira se quiser continuar na vida pública, pois as urnas lhe deram este ano mais um aviso de que as coisas mudaram bastante.

Preço do voto na Baixada variou de acordo com a cara do eleitor

De acordo com as denúncias, houve quem pagasse R$ 30 em Magé, R$ 50 em Guapimirim, R$ 80 em Belford Roxo, R$ 100 em Japeri e quatro dos compradores denunciados foram declarados eleitos pela região

No blablabá das campanhas eleitorais aparece sempre alguém com o discurso clichê, o lugar comum do "voto não tem preço, tem consequências", mas, infelizmente, em pleno século 21, contata-se que o sufrágio depositado nas urnas tem preço sim, é muito barato e as consequências para quem compra, agencia ou vende, apesar das promessas de punição feitas pela Justiça, tem sido mínimas até agora. No último domingo foram feitas várias prisões na Baixada Fluminense e procedimentos investigativos estão sendo abertos pelo Ministério Público. No município de Magé, por exemplo, um agenciador que seria ligado a um deputado estadual eleito, foi detido e conduzido à Polícia Federal. Em Guapimirim aconteceu a mesma coisa com um agenciador que estaria atuando para o mesmo candidato. A prática, pelo que já foi levantado, era a mesma. A diferença estava nos valores oferecidos aos eleitores: R$ 30 em Suruí e R$ 50 em Guapimirim, preços bem inferiores ao que teriam sido praticados em Duque de Caxias, Belford Roxo e Japeri.

Pelo menos em quantidade uma boa representação

Baixada Fluminense terá 21 deputados a partir de 2015

Em 2010 a então vereadora de Nova Iguaçu, Rosangela Gomes, foi eleita deputada estadual pelo PRB com pouco mais de 10 mil votos. Quase não se ouviu falar o nome dela na Assembleia Legislativa e nem se tem notícia de uma atuação firme em favor de sua região de origem, mas, dessa vez, foram mais de 100 mil votos para deputada federal, milagre operado pelo engajamento dos fieis da Igreja Universal do Reino de Deus. Rosangela, que entrou muda e sai calada da Alerj, agora vai para Brasília, onde atuará ao lado dos reeleitos Felipe Bornier (PSD), Washington Reis (PMDB), Simão Sessim (PP) e Marcelo Viviani Gonçalves, o Marcelo Matos (PDT). Com ela estrearão na Câmara dos deputados João Ferreira Neto (PR),  de São João de Meriti  e o empresário radicado em Itaguaí Alexandre Valle Cardoso (PRB).