Primavera aquece economia na Região Serrana

Os floricultores investiram na modernização do cultivo com ajuda do Programa Florescer Produtores apostam no crescimento nas vendas com o colorido da estação

A primavera chegou e como diria o poeta, é a estação mais democrática, pois não escolhe jardins. Para melhorar, a estação mais colorida do ano, promete florir a economia na Região Serrana Fluminense, onde os floricultores, confiantes na retomada das vendas no setor, investiram no plantio de cultivares com tonalidades mais vibrantes e maior durabilidade das plantas. O objetivo é aumentar a competitividade das flores produzidas no estado e atender melhor a demanda do mercado de decoração, espantando a crise. Incentivados pelo Programa Florescer, do governo estadual, eles investiram na modernização, substituindo estruturas de produção para favorecer a circulação de ar, luminosidade e a umidade nas estufas. Também adotaram práticas mais sustentáveis, como irrigação por gotejamento e compostagem, além de colaborem para o uso racional dos recursos hídricos da região e recuperação do solo.

Café do Noroeste Fluminense é promessa na Paraolimpíada

O café cultivado no Noroeste Fluminense ganhou lugar de destaque no mercado nacional (Foto:Divulgação) Regiões produtoras estão representadas na Casa Brasil, no Bouelvard Olímpico

Quando falamos em esporte, a palavra “superação” vem à mente, de forma quase automática. Ao pensamos em “Jogos Paralímpicos”, o conceito é ainda mais intenso. O café do Noroeste Fluminense também é um belo exemplo de como é possível vencer as dificuldades. A tradicional região produtora do estado do Rio atravessou uma grande crise no século 19, mas após investimentos em tecnologia e programas de apoio à agricultura familiar, se reinventou e, graças ao seu café gourmet, vem conquistando lugar de destaque na mesa carioca. Junto a outras nove regiões produtoras de seis estados, o Noroeste Fluminense está em exposição em um workshop sobre cafés especiais na Casa Brasil, instalada no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Durante a Olimpíada e Paraolimpíada Rio 2016, 22 empresas têm espaço garantido para mostrar o tipo de café que produzem, suas características de sabor, além, é claro, de oferecerem degustação da bebida para os visitantes. Na próxima sexta-feira os produtores Márcio Vargas, do município de Varre-Sai, e Suhail Majzoub, de Porciúncula, ambos do Noroeste e beneficiários do Programa Rio Rural, participarão do evento. “Para nós, é algo único. Não adianta produzirmos café de excelência e não termos como dizer isso ao nosso público. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo porque a nossa região é tão produtiva e sustentável também”, afirma Márcio Vargas.

BR-493, uma via expressa para o progresso

Os municípios de Magé e Guapimirim vão ser beneficiados com a chegada de empresas de médio e grande portes Aceleramento das obras desperta interesse de empresas por Magé e Guapimirim

Anunciada há pelo menos duas décadas e retomada pela terceira vez, a duplicação da Estrada Magé-Manilha, um trecho de 25 quilômetros da BR-493, já começou a chamar a atenção de empreendedores, de empresas que querem garantias de um melhor escoamento de suas produções aproveitando o maior investimento viário da história da Baixada Fluminense, a construção do Arco Metropolitano, projetado para ligar o Complexo Petroquímico à Itaguai. O trecho é o único que falta para completar o projeto e tudo indica que as obras deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2018, um atraso de mais de um ano em relação à previsão anterior, que era fevereiro de 2017, segundo foi anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2014.

Olimpíada injeta U$ 1,8 bilhão na economia do Rio

Os turistas nacionais curtem a capital e o interior. Os estrangeiros preferem a cidade do Rio de Janeiro (Foto: Alex Ferro) Um milhão de turistas aquecem o mercado

Os jogos olímpicos atraíram para a capital fluminense cerca de 650 mil turistas nacionais e 350 mil estrangeiros. A informação é da Riotur, empresa de turismo do município do Rio de Janeiro, que estima uma injeção de US$ 1,8 bilhão na economia da cidade. Ainda segundo a empresa, em 2014, na Copa do Mundo, houve movimentação de R$ 4,4 bilhões em 31 dias de competição e no Réveillon deste ano foram gerados US$ 686 milhões (R$ 2,2 bilhões). Mas não é só a capital que sai lucrando: o interior do estado recebe 20% do total de turistas que estão na capital por causa dos jogos olímpicos, segundo revela a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Prefeito de Silva Jardim está cansado… de passear

O prefeito Anderson Alexandre é chamado de turista em sua própria cidade Anderson Alexandre passa mais tempo fora do que no município que governa pegando pesado no descanso

Desde que assumiu a Prefeitura de Silva Jardim – no dia 1º de janeiro de 2013 – o empresário Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre já fez pelo menos 15 viagens, a maior parte delas custeada pelos cofres do município. Recentemente ele foi a Campos do Jordão, viagem assumidamente de descanso, deixando administração praticamente acéfala. Disse que estava estressado e precisava relaxar. O problema é que viajando ou não, o prefeito é dificilmente encontrado em seu gabinete ou nas ruas da cidade, deixando a impressão de que se cansou da Prefeitura e não está dando a mínima importância aos problemas da população, que sofre com a falta de medicamentos na rede de saúde, com a péssima qualidade da merenda escolar e com a deficiência dos serviços essenciais.

Magé: MP quer o tombamento da Vila Estrela

A Vila Estrela é parte importante da história nacional. A decadência do lugar começou com a inauguração da ferrovia, em 1854 (Foto: Gerson Peres) O sítio arqueológico formado pelas ruínas do que foi a 23ª economia da província do Rio de Janeiro é parte importante da história do Brasil

A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Magé impetrou uma ação civil pública para que o município de Magé e o governo do estado do Rio de Janeiro façam a conservação, recuperação e manutenção das ruínas e da extensão da Vila Estrela, um importante sítio arqueológico da Baixada Fluminense. O Ministério Público pede na ação o tombamento da área que até 1860 teve o porto mais movimentado da província e é parte importante da história do Brasil.

Vigor gera 300 empregos diretos em Barra do Pirai

A unidade tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia e faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual (Foto: Marcelo Horn) Em uma das mais modernas indústrias de lácteos da América Latina serão processados um milhão de litros de lei por dia

Resultado de um investimento de R$ 120 milhões, a Vigor Alimentos inaugurou nesta quinta-feira em Barra do Pirai uma das mais modernas fábricas de lácteos da América Latina. A unidade - que  tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia, faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual - vai aumentar a produção de leite no estado, estimular produtores locais e gerar 300 empregos, impacto os municípios de Vassouras, Pinheiral e  Volta Redonda e outras cidades.

A trabalho ou a passeio, prefeito?

O prefeito Anderson Alexandre é chamado de turista na própria cidade por que passa muito tempo fora do município Anderson Alexandre vai ter de explicar viagem custeada com dinheiro do povo de Silva Jardim

Uma viagem feita em outubro de 2013 ao município de Rio Bonito, no estado do Mato Grosso Sul pelo prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, supostamente para debater “políticas públicas para o setor de turismo da cidade e ações voltadas para a sustentabilidade”, está dando o que falar na cidade, pois passados mais de dois anos e meio desde a estadia do prefeito - que foi acompanhado da esposa, assessores, vice-prefeito, cinco vereadores, empresários e comerciantes - nenhuma das propostas alegadas como motivo da viagem foi implantada em Silva Jardim e o vazamento de fotografias registrando momentos de lazer desfrutados pela comitiva oficial despertou na população a suspeita de que a viagem pode ter sido a passeio e não a trabalho.

PPPs do saneamento serão prioritárias em tempo de crise

Francisco Dornelles espera conseguir uma economia de R$ 1 bilhão por ano com as medidas (Foto: Shanna Reis) Estado quer agilizar as parcerias público-privadas para a Baixada Fluminense e Leste Metropolitano

Um gigantesco projeto para o saneamento de todos os municípios que formam a Baixada Fluminense dorme em uma das gavetas do governo estadual há pelo menos dois anos, pois não há recursos financeiros suficientes para pô-lo em prática. A saída é a concessão do sistema através de uma parceria público-privada nos moldes da firmada entre o município de Rio das Ostras e a Odebrecht, só que em proporções muito maiores. Esta concessão, segundo o governador em exercício, Francisco Dornelles, junto com a de projeto semelhante para o Leste Metropolitano, além da construção do metrô entre Niterói e São Gonçalo e da criação do Parque da Ilha Grande, será avaliada em 60 dias pelos técnicos do governo.

Nova Iguaçu esconde dados sobre pagamentos à Conaf

Nelson Bornier dá uma de Lula. Não sabe de nada Cooperativa do escândalo da merenda em São Paulo tinha contrato de R$ 11,2 milhões com a Prefeitura do município da Baixada Fluminense

“Não conheço, desconheço, nunca ouvi falar". A resposta dada pelo prefeito Nelson Bornier ao jornal Folha de São Paulo ao ser questionado sobre o suposto pagamento de propina para a contratação, em 2013 pela Prefeitura de Nova Iguaçu, da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) para fornecimento de suco de laranja aos alunos da rede municipal de ensino, poderia soar sincera se ouvida de um contribuinte que buscasse ontem junto ao Portal da Transparência informações sobre o processo licitatório, o contrato e a relação de pagamentos feitos à instituição que está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo. É que no sistema da Prefeitura não consta nada sobre a Coaf ou a Cooperativa Nacional de Agricultura Familiar (Conaf), sucessora da primeira no município, onde foi contatada em julho de 2013 por R$ 11,2 milhões.