Responsável por aumento de salário dos agentes políticos será o novo prefeito de Japeri: vice terá de governar no impedimento do titular

Quando, no dia 26 de junho de 2016, no topo da crise econômica, o então presidente da Câmara de Japeri, Cesar Melo (foto), apresentou mensagem aumentando em até 87% os salários do prefeito e do vice, além dos vencimentos dos vereadores e do primeiro escalão do governo para vigorar a partir de janeiro do ano passado, ele já sabia que seria o vice do prefeito Carlos Moraes Costa, preso na última sexta-feira. Sem bola de cristal ele não tinha certeza de que a chapa venceria as eleições e que seria beneficiado, mas não se pode dizer que não se deu bem nessa. Como atual vice ele ganha mais do que o anterior e o salário de agosto que vai cair em sua conta será maior que o antecessor de Carlos. É que a Justiça, ao decretar a prisão de Moraes também decidiu pela suspensão do exercício de função pública e, por conta disso, Cesar terá de assumir o governo interinamente até que a situação se resolva. Uma coisa é certa: como vice, Melo vai sair de um salário de R$ 19.500 para R$ 23.772 (42%) e terá 100% do Poder Executivo em suas mãos.

Como a decisão judicial prevalece e a prisão temporária do prefeito foi convertida em preventiva (sem prazo para ele ser solto), Cesar terá de ser empossado no cargo para governar temporariamente o município, o que, para evitar prejuízos administrativos para o município, espera-se que ocorra nessa segunda-feira, assim como o vereador conhecido na cidade como Pastor Alex – atual vice-presidente do Poder Legislativo – precisa assumir o comando da Câmara, já que o presidente Wesley George de Oliveira, o Miga, também teve a prisão e o afastamento decretado pela Justiça.

TRE julga hoje recurso que pode mudar formação da Câmara de Vereadores de Miracena: presidente da Casa é um dos pendurados

Está na pauta da sessão desta quarta-feira (4) do Tribunal Regional Eleitoral o julgamento do recurso 1-10.2017.6.19.0112 e, dependendo do resultado, os suplentes Oswaldo Nunes de Souza Filho, Alexandre Barbosa Machado e Paulo Cesar da Cruz de Azeredo poderão ganhar assento na Câmara de Miracema, ocupando as vagas dos vereadores José Augusto Martins, o Pirulito, Genessi Rodrigues da Silva, e Aimoré da Silva Almeida (foto), atual presidente da Casa. Os suplentes recorreram à Justiça para invalidar duas alianças partidárias que participaram das eleições de 2016 e elegem os três vereadores agora com os mandatos "pendurados". O recurso já conta com parecer favorável do Ministério Público.

Pelo que consta da Ação da Impugnação de Mandato Eletivo proposta pelos suplentes, a disputa para vereador no município teria sido marcada pela existência de candidaturas fictícias de mulheres, nomes incluídos apenas para que o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) pudesse ser apresentado à Justiça para a homologação dos registros, como se as coligações estivessem respeitando a cota de gênero determinada por lei.

Notícias falsas podem colocar eleições em risco

O alerta é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral

A produção e a divulgação de notícias falsas, as chamadas fake news, podem colocar em risco o processo democrático, a ponto de resultarem na anulação de algum pleito, caso tenham influenciado significativamente o resultado final. A afirmação foi feita hoje (20),  em Brasília, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, durante a abertura do seminário Impactos Sociais, Políticos e Econômicos das Fake News. "Estamos chegando às eleições, com voto livre, inclusive da desinformação. As fake news poluem o ambiente democrático, com o candidato revelando sua ira contra o outro, em vez de suas próprias qualidades", disse Fux. Segundo ele, há inclusive a "possibilidade de anulação do pleito, se o resultado das eleições forem fruto dessas notícias falsas".

Pesquisa mostra que com ou sem Lula posição de Bolsonaro é tecnicamente a mesma: diferença de apenas dois pontos

Se as eleições fossem hoje e o ex-presidente Lula pudesse concorrer, venceria o primeiro turno com 30% dos votos válidos e o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ficaria com 17%. Isso é o que revela pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo. Numa disputa sem o líder petista Bolsonaro aparece liderando a corrida com apenas 2% a mais das intenções de voto, uma posição não muito confortável para quem é chamado de 'mito' pelos seguidores. São 19% de votos para ele, 15% para Marina Silva e entre 10% e 11% para Ciro Gomes, o que significa dizer, numa análise sem paixões, que há muita água para passar debaixo dessa ponte e que Bolsonaro pode acabar levado pela correnteza da união de nomes, até porque aparece com 32% de rejeição.

Embora alguns petistas fiquem enganando a si mesmos, dizendo que o ex-presidente será candidato, não existe a menor chance de isso vir acontecer e a pesquisa, quando cita os dois nomes listados internamente para substituírem Lula, mostra o Partido dos Trabalhadores apenas fazendo figuração nesse filme, com apenas 1% das intenções de votos, tanto faz se o escolhido for o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador Jaques Wagner, da Bahia.