Na reta final pressão sobre servidores aumenta em Guapimirim

Funcionários contratados reclamam que na gestão do prefeito Marcos Aurélio não tem dinheiro para pagar os salários, mas estaria sobrando recursos para a campanha eleitoral Servidores revelam que precisam marcar ponto na campanha

Embora os órgãos públicos municipais de Guapimirim estejam fechados desde a última quarta-feira, servidores contratados, nomeados em cargos comissionados e ocupantes de funções de comando na rede municipal de ensino estariam sendo obrigados a marcar presença nos eventos de campanha dos candidatos a prefeito e vereador apoiados pelo governo. Os contratados reclamam que tem de chegar às caminhadas e se apresentarem aos chefes dos setores nos quais estão lotados, sob pena de perder o emprego ou terem o salário suspenso. “Nós ainda não recebemos o pagamento de agosto e a previsão é de que só vamos receber lá pelo dia 20. Dinheiro para a campanha da candidata do governo tem, mas para nos pagar não”, afirmou agora a pouco uma funcionária contratada, revoltada com a situação.

BR-493, uma via expressa para o progresso

Os municípios de Magé e Guapimirim vão ser beneficiados com a chegada de empresas de médio e grande portes Aceleramento das obras desperta interesse de empresas por Magé e Guapimirim

Anunciada há pelo menos duas décadas e retomada pela terceira vez, a duplicação da Estrada Magé-Manilha, um trecho de 25 quilômetros da BR-493, já começou a chamar a atenção de empreendedores, de empresas que querem garantias de um melhor escoamento de suas produções aproveitando o maior investimento viário da história da Baixada Fluminense, a construção do Arco Metropolitano, projetado para ligar o Complexo Petroquímico à Itaguai. O trecho é o único que falta para completar o projeto e tudo indica que as obras deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2018, um atraso de mais de um ano em relação à previsão anterior, que era fevereiro de 2017, segundo foi anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2014.

Folha de ponto de servidor também vira fantasma em Macaé

Clementino Filho (esquerda) receberia sem trabalhar desde outubro de 2012. 'Assombrava' o gabinete do prefeito Comprovação de frequencia solicitada não foi enviada ao Ministério Público

Jogando para a platéia, mais de três anos após ter conhecimento do problema, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, anunciou, em fevereiro, uma operação caça-fantasmas e determinou o retorno de mais de 300 servidores em disponibilidade - que, segundo o governo, estariam recebendo sem trabalhar - a seus setores de origem. Entretanto, em pelo menos um caso a administração municipal não estaria colaborando com as investigações abertas pela 1ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo local), deixando de enviar documentos solicitados. O caso específico é do secretário de Turismo de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho (filho do prefeito daquele município, Clementino da Conceição), que foi aprovado em 2011 para a função de auxiliar de serviços gerais, mas é apontado como “fantasma” desde que foi empossado no cargo (em 2012) e colocado à disposição do gabinete do prefeito, onde permaneceu até setembro do ano passado.

Olhares atentos sobre Saquarema

O poder em Saquarema, dizem os observadores mais atentos, é visto como propriedade particular (Fotos: Divulgação/PMS A cidade é vista como o último reduto do coronelismo, onde o vale tudo é apontado como ameaça à vontade povo

Com cerca de 85 mil habitantes e quase 63 mil eleitores, Saquarema, cidade da Região dos Lagos Fluminense, está no olho do furacão. O município, que é visto como propriedade particular por um grupo que se sente dono da vontade do povo, pode ter este ano a eleição mais tumultuada de sua história, pois quem está no controle não quer perder, principalmente no momento em que a cidade passou a receber repasses mensais de royalties do petróleo no valor de cerca de R$ 5 milhões, receita que pode dobrar em 2017.

Mirinho Braga pega oito anos de inelegibilidade

Mirinho agora tem quatro condenações por improbidade. Uma delas já foi confirmada em corte colegiada. Mesmo assim ele diz que é pré-candidato a prefeito (Foto: Divulgação/PDT) Ex-prefeito de Búzios foi condenado por improbidade administrativa na contratação de funcionários temporários

Em decisão divulgada nesta quinta-feira o juiz Marcelo Villas, da 2ª Vara de Búzios, condenou o ex-prefeito Delmires de Oliveira Braga, o Mirinho, a perda dos direitos políticos por oito anos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por contratar de forma indiscriminada, entre 2009 e 2012, 3.407 funcionários temporários em cargos que deveriam ter sido preenchidos por servidores concursados, entre 2009 e 2012. Mirinho terá de devolver aos cofres públicos os valores pagos a cinco contratados, que, de acordo com o MP, ganharam o emprego “por indicações clientelistas, eleitoreiras e despóticas”, o que dá o total de R$ 151.239,88, acrescido de juros de mora de 1% ao mês a contar da citação.

Vigor gera 300 empregos diretos em Barra do Pirai

A unidade tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia e faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual (Foto: Marcelo Horn) Em uma das mais modernas indústrias de lácteos da América Latina serão processados um milhão de litros de lei por dia

Resultado de um investimento de R$ 120 milhões, a Vigor Alimentos inaugurou nesta quinta-feira em Barra do Pirai uma das mais modernas fábricas de lácteos da América Latina. A unidade - que  tem capacidade de captação de leite de até um milhão de litros por dia, faz parte do Programa Rio Leite, do governo estadual - vai aumentar a produção de leite no estado, estimular produtores locais e gerar 300 empregos, impacto os municípios de Vassouras, Pinheiral e  Volta Redonda e outras cidades.

Servidores denunciam intimidação em Guapimirim

O prefeito Marcos Aurélio Dias já escolheu seus pré-candidatos e o uso da máquina administrativa começou a ser percebido Pressão seria mais forte sobre pessoal os setores de Saúde e Educação

Funcionários da Prefeitura de Guapimirim estão trabalhando sobre pressão, coagidos a agir como cabos eleitorais dos pré-candidatos a prefeito, vice e vereador apoiados pelo governo. Pelo menos é o que afirmam alguns deles, revelando que se sentem constrangidos com uma tática eleitoral que teria sido adotada por secretários, a de escolher datas de aniversário de alguns servidores para promover festinhas e aproveitar o momento para apresentar os nomes selecionados pelos donos do poder no município. “Estamos nos sentindo realmente pressionados. Muitos não tem estabilidade e podem perder o emprego a qualquer momento. A coisa é mais séria entre o pessoal da Saúde e da Educação”, relata uma funcionária.

“Somos do tamanho da nossa capacidade de lutar”

“O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas” Há exatos três anos publiquei o texto abaixo em homenagem aos trabalhadores do Brasil inteiro. Voltei a ele hoje, pois duas das personagens citadas estão em situações diferentes. Broa já não mais lava carros no Edicar. Está com 20 anos, tem uma filha de seis meses e conseguiu um emprego muito melhor, no qual ganha pelo menos cinco vezes mais. Jomar deixou o Posto BR, pois conseguiu comprar um táxi. Ambos avançaram por seus esforços e determinação. A continuar assim irão muito mais longe, pois não há crise suficiente para derrubar aquele que sabe aonde quer chegar e insiste na caminhada, mesmo que a estrada seja de pedra. Afinal, como disse o teólogo inglês William George Ward há mais de 150 anos, “o pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.”

 

Governo estadual oferece mais de 1,8 mil postos de emprego

Salários podem chegar a R$ 6 mil

     O sistema Sine/Setrab está oferecendo 1.821 oportunidades de trabalho para ambos os sexos em várias áreas e em diversas cidades fluminense, com vencimentos que podem chegar a R$ 6 mil, além de benefícios. As inscrições estão abertas no site maisemprego.mte.gov.br e as vagas exigem formação entre os ensinos fundamental incompleto e o superior completo, sendo que 253 delas são para deficientes. A Capital tem 1.485 chances, com destaque para 252 para faxineiro, 200 para operador de telemarketing e 136 para auxiliar nos serviços de alimentação. A Região Metropolitana oferece 21 oportunidades sendo 15 para vendedor de comércio varejista, duas para atendente de lojas e mercado. Para a Região Serrana, são 26 vagas, com quatro para atendente de farmácia, duas para empregado doméstico, duas para atendente de lojas e mercado. No Médio Paraíba são 31 chances, sendo dez para vendedor em domicílio, quatro para vendedor de comércio varejista e três para auxiliar nos serviços de alimentação, enquanto que no Noroeste Fluminense existem três vagas para Garçom e uma para trabalhador da pecuária e na região das Baixadas Litorâneas está sendo oferecida uma vaga para mecânico de veículos automotores.

Porto Real esconde o jogo sobre as contas públicas

Maria Aparecida precisa cumprir a lei do acesso à informação Números sobre receita e despesa são verdadeiros mistérios

Em 2013, assim que a prefeita Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida (PDT), assumiu o governo, a Prefeitura de Porto Real renovou por termos aditivos contratos de prestação de serviços terceirizados envolvendo três empresas, no total R$ 80 milhões. Passados três anos e chegada a reta final dessa gestão, a população não sabe a quantas andam as finanças do município e quais são os fornecedores e prestadores de serviços que mais faturam junto à Prefeitura, pois navegar pelo Portal da Transparência da administração municipal é o mesmo que procurar por uma agulha no palheiro. Apontado pelo Ministério Público Federal como um dos mais falhos no estado do Rio de Janeiro em termos de transparência, o município de Porto Real divide com Areal e Trajano de Moraes a 82ª colocação no Ranking da Transparência do MPF, mas isso parece não fazer a menor diferença para a prefeita, uma vez que nem os relatórios de gestão financeira são disponibilizados de forma clara e não há nenhum relatório de gestão referente ao ano passado e muito menos sobre os primeiros meses de 2016.