Contratos com a Multiprof deixam Quaquá em maus lençóis

Depois de multas no TCE, inquérito no Ministério Público

Multado em junho do ano passado por conta de irregularidades em contrato firmado em 2011 com a Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof), no valor de R$ 3 milhões e novamente na semana passada por outro contrato com a mesma Multiprof - este de R$ 906 mil -– o prefeito de Maricá, Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Washington Quaquá (PT), vai ser alvo de mais um inquérito no Ministério Público, por suspeita de fraude nos dos contratos, firmados para fornecimento de mão de obra para o setor de saúde.

Da falência ao desenvolvimento

A arrecadação de Itatiaia triplicou em cinco anos e as oportunidades de emprego também

Com uma arrecadação de  R$ 173 milhões prevista para este ano contra os tímidos R$ 50 milhões de 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itatiaia, o prefeito Luiz Carlos Ypê (PP) está apostando num futuro ainda melhor, numa situação muito diferente da encontrada por ele há cinco anos, quando, com sua equipe de gestão, iniciou a tarefa de tirar a cidade da falência econômica implantada no final da década e 1990 e os primeiros ano de 2000, quando o município começou a amargar os efeitos de uma administração equivocada, responsável por levar a cidade à bancarrota e com sequelas que até hoje afetam a vida dos moradores.  “O município estava em uma situação de estagnação de muitos anos e muitas restrições, principalmente no cadastro de contribuintes, em Brasília”, disse Luiz Carlos Ypê revelando que o calote de administrações passadas impedia a chegada de diversos recursos do governo federal ao município. “Nós conseguimos diversas emendas de deputados federais e senadores, mas devido a isso às restrições junto ao governo federal deixadas por gestões passadas nós não conseguimos trazer estas verbas para nosso”, afirmou.

Mais obras de infraestrutura para Magé

Dessa vez os beneficiados são os moradores do bairro Citrolândia

Já beneficiado com duas parcerias com o governo estadual, através dos programas Asfalto na Porta e Somando Forças, o município de Magé ganhou neste domingo mais um pacote de obras, dessa vez através do programa Bairro Novo, assinado hoje pelo vice-governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Nestor Vidal. Além das obras, o município será beneficiado também com a geração de emprego, pois 60% da mão de obra necessária será contratada na cidade. Com as três parcerias o município terá obras em 109 ruas de três bairros, num investimento de R$ 51,7 milhões e extensão de mais de 46,2 quilômetros. As obras já começaram, desde o fim do ano passado, no centro (22 ruas) e no distrito de Mauá (72 logradouros). De acordo com o secretário estadual de Obras, as melhorias no bairro Citrolândia estão orçadas em R$ 5,8 milhões e vão se estender por 3,8 quilômetros.

Guapimirim vai acabar com a terceirização de funcionários

Medida desagrada a grupos políticos, mas deverá ser ótima para a saúde financeira da cidade

O prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias (PSDC) já começou a mostrar identidade própria no governo. Em reunião em sua residência, para qual foram chamados apenas alguns secretários, ele anunciou medidas de austeridade e cobrou uma política de resultados. Uma decisão anunciada e que deverá ser levada a efeito nos próximos dias, é o fim da terceirização de funcionários, extinguindo o contrato firmado para essa finalidade na gestão do prefeito Renato da Costa Mello Junior, o que vai gerar uma grande economia para os cofres da municipalidade. A medida é considerada “antipática” por aqueles que acham que o poder público tem de funcionar como cabide de emprego, mas, no entender de quem conhece a realidade financeira do município, “é de extrema necessidade”.

Queimados convocou mais 42 para a educação

Mais professores serão chamados até 31 de março

A Prefeitura de Queimados convocou mais 42 profissionais de ensino que começaram a tomar posse na última segunda-feira. A assunção ao cargo termina nessa sexta-feira, quando termina o pra- zo para os professores escolherem seus locais de trabalho de acordo com a ordem classificação. Esses profissionais já entrarão em sala de aula no dia 10 de fevereiro, quan- do será iniciado o ano letivo. De acordo com a secretária municipal de Educação, Miriam Motta, os novos funcionários chegam no mo- mento em que a cidade está cres- cendo. “Estamos inaugurando es- colas, creches, ampliando unida- des educacionais e, com isso, a demanda cresce e a necessidade de profissionais também. Temos a previsão de fazer mais uma chamada, ainda neste trimestre para atender a vazão das escolas. Acabamos de concluir o processo de matrículas para 2014 e pedimos agora que os pais que desejarem vagas, procurem as escolas para entrar na lista de espera. Essa lista será encaminhada para nós e faremos o remanejamento destes alunos. Nossa expectativa é receber 16 mil crianças em nossas salas de aula”, concluiu.

Aos doutores de Macaé

Porque o limite é a lei

Minha caixa postal amanheceu hoje atulhada de mensagens de leitores de Macaé se apresentando como servidores temporários lotados nas unidades do Programa Saúde de Família, em cargos de provimento efetivo para quais foi realizado um concurso público no ano passado. Numa delas uma médica faz um desabafo e me pede para “informar de verdade” e não pela metade. O problema é que a verdade que ela quer ouvir (ler aqui) bate de frente com a lei que, diga de passagem, não é de minha lavra, pois sou jornalista e não legislador. Ela diz que tem um currículo e tanto e que consegue emprego “em qualquer lugar do mundo”, mas se sente injustiçada por ter de deixar o emprego depois de oito anos de contrato. Isso é um direito dela e eu respeito, mas preciso deixar claro que currículo é uma coisa e direito ao cargo é outra muito diferente, pois o emprego de médico no serviço público - independente da especialidade e do currículo e tanto - diz a lei, é de provimento efetivo e assim sendo tem de ser conquistado através de concurso público (repito, não fui eu quem fez a regra desse jogo).

Anulação de concurso em Rio Bonito é vista como golpe

Vereadores teriam agido para manter “apadrinhados” nos cargos

Os 4.233 candidatos que se inscreveram no concurso realizado no ano passado pela Câmara de Vereadores de Rio Bonito estão se sentindo vítimas de um golpe. É que sem apresentar qualquer irregularidade, o processo seletivo foi anulado através de um projeto de lei aprovado por quatro votos a três, tornando sem efeito a lei que instituiu um plano de cargos e autorizou a realização do processo seletivo para preencher 12 vagas imediatas e formar um cadastro de reserva com 37 classificados, estabelecendo salários entre R$ 2.380 a R$ 4 mil. Para alguns aprovados, “a anulação foi uma manobra da mesa diretora” - comandada à época pelo vereador Marcus Vinicius Moreira Botelho, que não dispu- tou a reeleição por conta do desgaste de uma condenação penal - “para assegurar emprego para apadrinhados políticos”.

Dois pesos e duas medidas em Magé

Guarda Municipal arrocha no centro e afrouxa em Piabetá

Iguais em obras, mas desiguais na ordem públi- ca. Essa é a percepção de quem sai do centro de Magé e vai para Piabetá, localidade mais populosa do município, com cerca de 80 mil habitantes, tal é o caos verificado nas ruas, por conta da falta de ação dos agentes da Guarda Municipal, que no centro de Magé ordenam o trânsito, aplicam multas, rebocam veículos estacionados irregularmente, aplicando de forma adequada o Código Nacional de Trânsito, mas, fora dali "amarelam" e deixam muito a desejar. En- quanto a confusão transforma Piabetá numa Bangla- desh, os agentes da GM ficam de bate papo nas esquinas, fugindo da responsabilidade, como se tivessem medo de agir na localidade. Por conta disso, trafegar pelo início da Rua Guarani e em boa parte da Avenida Santos Dumont, torna-se muito complicado. O caos predomina e a impressão que se tem é de que a voz de comando da Guarda Municipal para o centro de Magé é uma e para Piabetá outra muito diferente.

Sem conjecturas

Tem gente que ainda não aprendeu que não faço juízo nem formulo opinião com fundamento incerto. O “ouvi falar”, o “andam dizendo por ai” ou o “alguém me disse” não tem nenhum valor para mim. Quando me reporto sobre um assunto sei muito bem do que estou falando e é exatamente daí que vem o sustento da credibilidade. Então não adianta tentar me conduzir a erro, pois checo tudo que recebo, passo a limpo todas as informações e dessa forma consigo evitar que fofocas, vinganças e pendengas pessoais ganhem tom de notícia.

Trabalho com fatos e só eles me interessam. Me lixo para a insatisfação daquele que gostaria que o chefe lhe perdoasse a irresponsabilidade no trabalho e o agride por ele não fazê-lo; para a indignação do que se acha no direito de ter o emprego publico sem o compromisso de trabalhar e para a ira daquele médico que marca o ponto, mete o pé e depois quer usar esse espaço para se vingar. Lamento que demissões ocorram, mas não posso me posicionar contra elas se tiverem sido provocadas pela exigência legal, pois o certo é o certo e o errado tem de ser corrigido, gostemos ou não.

Advogado aposta na validade do concurso de Rio das Ostras

Esforço jurídico é pela anulação do TAC e do decreto municipal

“À luz do direito não há nada que sustente a anulação do VI Concurso Público de Rio das Ostras”. O entendimento é do advogado da Fundação Trompowsky, Enéas Rangel. Segundo ele, o processo seletivo realizado pela entidade no ano passado, não teve nenhuma irregularidade comprovada. Ele aposta alto numa vitória na Justiça e crê que todos os aprovados dentro do número de vagas do edital terão de ser convocados e empossados pela Prefeitura, que continua fazendo contratações temporárias para preencher as vagas que foram oferecidas no concurso. “Nós vamos conseguir anular o TAC e o decreto”, afirmou Rangel.