Concurso público não é garantia de bons serviços

Pesquisa aponta que servidores efetivos sãos os que mais faltam ao trabalho

“Papagaio come milho e periquito leva a fama”. O ditado popular usado para exemplificar os casos em que quem nada tem a ver com um assunto acaba responsabilizado por ele, pode ser aplicado também para explicar a opinião formada por assistidos pelo poder público nos município da Baixada Fluminense, sobre o trabalho efetivamente prestado nos setores de educação e saúde, os mais procurados e também onde está o funcionalismo que mais reivindica e reclama. De acordo com análise feita pelo Instituto Executivo de Comunicação (Iecom), os concursos públicos estão muito longe de significar melhores serviços e o comportamento de uma parte do funcionalismo acaba comprometendo a imagem de toda a categoria, o que não é justo, pois a maior parte trabalha e muito, se desdobrando para tapar os buracos deixados pela turma do `corpo mole´.

Audiência pública vai discutir queima de cana em Campos

Encontro foi convocado pelo MPF, que investiga os danos ambientais e à saúde

Acontecerá no próximo dia 19, das 13h às 18h30, no auditório da Universidade Cândido Mendes, na Avenida Anita Peçanha, 100, no bairro Parque São Caetano, em Campos dos, a audiência pública “Repensando as queimadas: a cana como fator de desenvolvimento humano”, convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) para debater os efeitos das queimadas à saúde e ao meio ambiente, e também a cana como fator de desenvolvimento humano.  Para o MPF, a cana - que possui grande importância na economia local - deve contribuir para uma melhor qualidade de vida dos plantadores, bem como da população em geral.

MP apura cabide de emprego na previdência de Rio Bonito

Prefeita destitui diretoria na marra e nomeia apadrinhados para o comando, entre eles um advogado que já tem cargo de confiança na Câmara de Itaboraí e não poderia ser nomeado novamente

Funcionário de carreira da Câmara Municipal de Rio Bonito, o advogado José Antonio Cardoso, conhecido na cidade como Noslem, foi nomeado pela prefeita Solange de Almeida para o cargo de diretor administrativo financeiro do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito (Iprevirb), o que não poderia ter acontecido, uma vez que ele exerce cargo de confiança na Câmara de Itaboraí. Os dois cargos comissionados são de dedicação exclusiva e, de acordo com a lei, não podem ser acumulados. José Antonio - que é um dos 24 “passageiros” embarcados no “trem da alegria” criado pela prefeita na estrutura do Iprevirb - foi nomeado primeiro na Câmara de Itaboraí, o que também não poderia acontecer sem que ele estivesse sido colocado à disposição daquela Casa pela Câmara de Rio Bonito. Hoje, mesmo que essa disponibilidade tenha sido oficializada, ele terá de optar por apenas um cargo, uma vez que suas funções, tanto em Rio Bonito como em Itaboraí, são de dedicação exclusiva. O advogado que se pressupõe ser um conhecedor das leis, poderá ser processado por improbidade administrativa.

Contratos com a Multiprof deixam Quaquá em maus lençóis

Depois de multas no TCE, inquérito no Ministério Público

Multado em junho do ano passado por conta de irregularidades em contrato firmado em 2011 com a Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof), no valor de R$ 3 milhões e novamente na semana passada por outro contrato com a mesma Multiprof - este de R$ 906 mil -– o prefeito de Maricá, Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Washington Quaquá (PT), vai ser alvo de mais um inquérito no Ministério Público, por suspeita de fraude nos dos contratos, firmados para fornecimento de mão de obra para o setor de saúde.

Da falência ao desenvolvimento

A arrecadação de Itatiaia triplicou em cinco anos e as oportunidades de emprego também

Com uma arrecadação de  R$ 173 milhões prevista para este ano contra os tímidos R$ 50 milhões de 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itatiaia, o prefeito Luiz Carlos Ypê (PP) está apostando num futuro ainda melhor, numa situação muito diferente da encontrada por ele há cinco anos, quando, com sua equipe de gestão, iniciou a tarefa de tirar a cidade da falência econômica implantada no final da década e 1990 e os primeiros ano de 2000, quando o município começou a amargar os efeitos de uma administração equivocada, responsável por levar a cidade à bancarrota e com sequelas que até hoje afetam a vida dos moradores.  “O município estava em uma situação de estagnação de muitos anos e muitas restrições, principalmente no cadastro de contribuintes, em Brasília”, disse Luiz Carlos Ypê revelando que o calote de administrações passadas impedia a chegada de diversos recursos do governo federal ao município. “Nós conseguimos diversas emendas de deputados federais e senadores, mas devido a isso às restrições junto ao governo federal deixadas por gestões passadas nós não conseguimos trazer estas verbas para nosso”, afirmou.

Mais obras de infraestrutura para Magé

Dessa vez os beneficiados são os moradores do bairro Citrolândia

Já beneficiado com duas parcerias com o governo estadual, através dos programas Asfalto na Porta e Somando Forças, o município de Magé ganhou neste domingo mais um pacote de obras, dessa vez através do programa Bairro Novo, assinado hoje pelo vice-governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Nestor Vidal. Além das obras, o município será beneficiado também com a geração de emprego, pois 60% da mão de obra necessária será contratada na cidade. Com as três parcerias o município terá obras em 109 ruas de três bairros, num investimento de R$ 51,7 milhões e extensão de mais de 46,2 quilômetros. As obras já começaram, desde o fim do ano passado, no centro (22 ruas) e no distrito de Mauá (72 logradouros). De acordo com o secretário estadual de Obras, as melhorias no bairro Citrolândia estão orçadas em R$ 5,8 milhões e vão se estender por 3,8 quilômetros.

Guapimirim vai acabar com a terceirização de funcionários

Medida desagrada a grupos políticos, mas deverá ser ótima para a saúde financeira da cidade

O prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias (PSDC) já começou a mostrar identidade própria no governo. Em reunião em sua residência, para qual foram chamados apenas alguns secretários, ele anunciou medidas de austeridade e cobrou uma política de resultados. Uma decisão anunciada e que deverá ser levada a efeito nos próximos dias, é o fim da terceirização de funcionários, extinguindo o contrato firmado para essa finalidade na gestão do prefeito Renato da Costa Mello Junior, o que vai gerar uma grande economia para os cofres da municipalidade. A medida é considerada “antipática” por aqueles que acham que o poder público tem de funcionar como cabide de emprego, mas, no entender de quem conhece a realidade financeira do município, “é de extrema necessidade”.

Queimados convocou mais 42 para a educação

Mais professores serão chamados até 31 de março

A Prefeitura de Queimados convocou mais 42 profissionais de ensino que começaram a tomar posse na última segunda-feira. A assunção ao cargo termina nessa sexta-feira, quando termina o pra- zo para os professores escolherem seus locais de trabalho de acordo com a ordem classificação. Esses profissionais já entrarão em sala de aula no dia 10 de fevereiro, quan- do será iniciado o ano letivo. De acordo com a secretária municipal de Educação, Miriam Motta, os novos funcionários chegam no mo- mento em que a cidade está cres- cendo. “Estamos inaugurando es- colas, creches, ampliando unida- des educacionais e, com isso, a demanda cresce e a necessidade de profissionais também. Temos a previsão de fazer mais uma chamada, ainda neste trimestre para atender a vazão das escolas. Acabamos de concluir o processo de matrículas para 2014 e pedimos agora que os pais que desejarem vagas, procurem as escolas para entrar na lista de espera. Essa lista será encaminhada para nós e faremos o remanejamento destes alunos. Nossa expectativa é receber 16 mil crianças em nossas salas de aula”, concluiu.

Aos doutores de Macaé

Porque o limite é a lei

Minha caixa postal amanheceu hoje atulhada de mensagens de leitores de Macaé se apresentando como servidores temporários lotados nas unidades do Programa Saúde de Família, em cargos de provimento efetivo para quais foi realizado um concurso público no ano passado. Numa delas uma médica faz um desabafo e me pede para “informar de verdade” e não pela metade. O problema é que a verdade que ela quer ouvir (ler aqui) bate de frente com a lei que, diga de passagem, não é de minha lavra, pois sou jornalista e não legislador. Ela diz que tem um currículo e tanto e que consegue emprego “em qualquer lugar do mundo”, mas se sente injustiçada por ter de deixar o emprego depois de oito anos de contrato. Isso é um direito dela e eu respeito, mas preciso deixar claro que currículo é uma coisa e direito ao cargo é outra muito diferente, pois o emprego de médico no serviço público - independente da especialidade e do currículo e tanto - diz a lei, é de provimento efetivo e assim sendo tem de ser conquistado através de concurso público (repito, não fui eu quem fez a regra desse jogo).

Anulação de concurso em Rio Bonito é vista como golpe

Vereadores teriam agido para manter “apadrinhados” nos cargos

Os 4.233 candidatos que se inscreveram no concurso realizado no ano passado pela Câmara de Vereadores de Rio Bonito estão se sentindo vítimas de um golpe. É que sem apresentar qualquer irregularidade, o processo seletivo foi anulado através de um projeto de lei aprovado por quatro votos a três, tornando sem efeito a lei que instituiu um plano de cargos e autorizou a realização do processo seletivo para preencher 12 vagas imediatas e formar um cadastro de reserva com 37 classificados, estabelecendo salários entre R$ 2.380 a R$ 4 mil. Para alguns aprovados, “a anulação foi uma manobra da mesa diretora” - comandada à época pelo vereador Marcus Vinicius Moreira Botelho, que não dispu- tou a reeleição por conta do desgaste de uma condenação penal - “para assegurar emprego para apadrinhados políticos”.