Em Nova Iguaçu "latas velhas" circulam com a logomarca do governo municipal. Prestam serviços à Codeni e à Emlurb, órgãos da Prefeitura Elas vencem licitações, assinam contratos milionários e depois alugam os equipamentos para relocarem para as prefeituras. Serviço poderia custar menos se os municípios optassem por empresas mais estruturadas. Em Gaupimirim ex-prefeito, junto com seis firmas, foi condenado a devolver R$ 42 milhões
A empresa GM Fonseca 6768 Comércio e Distribuidora não é a única sem frota de caminhões ou máquinas a firmar contratos volumosos com prefeituras da Baixada Fluminense, onde só os municípios de Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita e Queimados gastam cerca R$ 40 milhões por ano com a prestação desses serviços. Alguns contratos assinados para essa finalidade na região e no interior estão sob investigação do Tribunal de Contas do Estado, que no ano passado apontou várias irregularidades na locação desses equipamentos em Guapimirim. Em São João de Meriti a administração municipal terá de explicar como homologou o contrato com a GM Fonseca, se essa não oferecia nenhuma garantia, pois, como o seu próprio representante afirmou, não tinha capital de giro para assegurar a prestação do serviço. A Prefeitura terá de esclarecer ainda com quantos terceirizados a GM operava e onde as maquinas e os caminhões caçambas locados atuaram no período em que a empresa foi paga, além de quanto cada equipamento efetivamente custou.