Ministério Público defende falência da Refit após 10 anos de recuperação judicial e aumento bilionário das dívidas

Foto: Banco de Dados O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) apresentou à Justiça, nesta terça-feira (26), manifestação em que defende a análise da conversão da recuperação judicial da Refinaria de Petróleos de Manguinhos S.A. (Refit) em falência.

No documento o MP sustenta que, após quase 10 anos de recuperação judicial, a empresa não alcançou o objetivo de reestruturação econômico-financeira previsto na legislação. Segundo o MP, ao longo desse período, o passivo fiscal da refinaria aumentou de cerca de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 25,7 bilhões, demonstrando a ineficácia do processo.

PF faz busca em endereços de Claudio Castro e tenta prender dono da Refinaria Manguinhos

Até então beneficiada por manobras na máquina estatal, refinaria deve mais de R$ 25 milhões em impostos - Foto: Reprodução ● Elizeu Pires

Nas ruas desde a manhã desta sexta-feira (15), agentes da Polícia Federal estão tentando prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, a antiga Refinaria Manguinhos, a maior devedora de impostos no Rio de Janeiro. Batizada de Operação Sem Refino, a ação de hoje cumpriu mandados de busca e apreensão em vários endereços, inclusive no apartamento do ex-governador Claudio de Castro, onde foram apreendidos celular e tablet. Também estão na mira, o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasquale, ex-procurador Renan Saad e o desembargador afastado Guaraci Viana. Magro já é dado como foragido e seu nome foi incluído na lista Difusão Vermelha da Interpol.