Mesquita e Paracambi têm as Câmaras menos transparentes da Baixada, aponta relatório de Universidade Estadual do Norte Fluminense

● Elizeu Pires

Mergulhada em escândalos antigos e recentes, com denúncias de fraudes em licitação e "rachadinhas", a Câmara de Vereadores de Mesquita é a menos transparente da Baixada Fluminense, um fato que não é nenhuma novidade, mas que agora ganha mais visibilidade, por ser apontado em estudo técnico, uma pesquisa realizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). O Legislativo de Mesquita somou 54,77 pontos na pesquisa, enquanto a penúltima colocada, a Câmara de Paracambi, chegou 55,57.

Desperdício em Nova Iguaçu

Jorrando há 20 anos, válvula defeituosa jogou fora mais de um bilhão de litros de água

Por essa válvula escoou o suficiente para encher mais de 500 piscinas olímpicas, estima a concessionária – Foto: Águas do Rio Imagine uma tubulação jorrando água há 20 anos de forma ininterrupta. Era o que Fabiana dos Santos, de 34 anos, via no seu quintal todos os dias. "Nasci e cresci neste lugar e sempre vi a água correr. Durante muitos anos, ficamos de mãos atadas vendo tanto desperdício. Chegava a sentir um aperto no coração, porque não conseguíamos fazer nada", contou a moradora de Jardim Guandu.

Prefeito de Mesquita é homenageado pela Câmara do Rio

O prefeito de Mesquita, Jorge Miranda (foto), foi homenageado nesta quarta-feira (23) pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele foi condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, conferida pela Casa por indicação do vereador Carlos Caiado.

Jorge Miranda entrou para a vida pública em 2016, ano em que disputou o cargo de prefeito, destronando Gelsinho Guerreiro, que concorreu à reeleição. Em 2020 Jorge foi reeleito com 78,63% dos votos e este ano conseguiu emplacar o irmão Renato Miranda para um mandato de deputado estadual pelo PL.

Com duas vezes mais recursos que cidades com universo populacional maior, Rio das Ostras sofre com gestão ruim, dizem por lá

● Elizeu Pires

De acordo com o IBGE, o município de Mesquita, na Baixada Fluminense, tem cerca de 180 mil habitantes. Segundo dados do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Sistema de Informações do Banco do Brasil (SISBB), a cidade governada pelo prefeito Jorge Miranda recebeu a soma de R$ 193,9 milhões em repasses constitucionais durante 2021, e R$ R$ 152.772.979,39 entre 1º de janeiro e 31 de outubro deste ano. Enquanto Miranda é um dos gestores mais bem avaliados no estado, Rio das Ostras, município do prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, sofre com o que é classificado por lá como “um péssimo governo”, apesar de a cidade ter muito mais dinheiro e um universo populacional menor.

Águas do Rio leva educação ambiental para mais de 16 mil estudantes da rede pública na Baixada Fluminense

Aprender brincando é mais divertido. Com esta premissa, a Águas do Rio já conseguiu transmitir a importância do saneamento básico e da preservação do meio ambiente para mais de 16 mil alunos da Baixada Fluminense. O programa Saúde Nota 10 percorreu mais de 76 unidades escolares das cidades de Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Magé. A ação não para por aí. Até o fim do ano, outros milhares de estudantes serão contemplados.

“Achei o programa excelente. Tivemos um dia proveitoso, de grande aprendizado para nossos alunos, que ficaram encantados com a forma utilizada para abordar a importância do tratamento da água, da rede de esgoto e dos cuidados com o meio ambiente”, disse a professora Sabrina Moreira Diniz, da Escola Municipal Professor Gilvanei Pereira da Fonseca, em Queimados, que acompanhou a atividade juntamente com os estudantes.

Mais moradores da Baixada são contratados pela Águas do Rio

Empresa prioriza contratação de mão de obra local, gerando emprego e renda nas cidades em que atua

Morador da Vila Ideal, Thiago comemora as mudanças na comunidade - Foto: Divulgação/Aguas do Rio A Águas do Rio atua em nove municípios da Baixada Fluminense e, desde o início das operações, em novembro de 2021, vem priorizando a contratação de mão de obra local. Na região, mais de 60 colaboradores são moradores de comunidades, que comemoram a oportunidade de trabalhar perto de casa e ainda participam da construção de uma nova realidade em suas localidades.

Discriminada por “políticos-zona-sul”, Baixada Fluminense deu 60% dos seus votos a candidatos de fora em 2018 sem nada receber em troca

● Elizeu Pires

Molon teve 33.086 votos na Baixada em 2018, e o que se pergunta é o que a região ganhou com isso - Foto: Câmara dos Deputados A Baixada Fluminense nunca recebeu tantos investimentos como nos últimos dois anos, com bairros inteiros transformados em verdadeiros canteiros de obras, mas as coisas poderiam ser bem melhores, se os moradores soubessem usar a força que tem, segundo avalia gente que conhece os números locais.