Com pendências na Justiça, André Granado, reeleito em Búzios, pode ser "apeado" do cargo por decisão judicial. Em um dos processos o MP aponta dano de R$ 26 milhões aos cofres públicos
Com pendências na Justiça, André Granado, reeleito em Búzios, pode ser "apeado" do cargo por decisão judicial. Em um dos processos o MP aponta dano de R$ 26 milhões aos cofres públicos
“Enquanto a irmã de milicianos assinava cheques em nome do ‘01’, funcionária do gabinete do filho do presidente mantinha empresa paralela para ‘esquentar’ verba e reter no PSL dinheiro do fundo eleitoral”, revela a revista na edição desta semana em matéria assinada pelo jornalista Wilson Lima.
Estará a cargo do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro a investigação para esclarecer se o senador Flávio Bolsonaro fez lavagem de dinheiro comprando e vendendo imóveis. A decisão foi tomada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O caso já estava sendo investigado pela Polícia Federal, mas no Ministério Público Federal havia dúvida sobre em qual instância deveria tramitar, depois da eleição do então deputado estadual para o Senado. Também há investigação no âmbito eleitoral, com a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro analisando se Flávio cometeu crime ao declarar à justiça eleitoral imóveis com valores incompatíveis com os avaliados no mercado. De acordo com o que já fora revelado, o filho do presidente Jair Bolsonaro entrou para a política em 2002 com automóvel Gol 1.0 e tem atualmente dois apartamentos e uma sala comercial que, segundo a Prefeitura do Rio, valem R$ 4 milhões.
Casos envolvem ex-prefeita da cidade e quatro advogados
O ex-prefeito de Silva Jardim e deputado estadual eleito Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (foto), teve as contas bancarias bloqueadas para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em R$ 297.273,29. A decisão foi tomada pela juíza Daniela Correia da Silva, da Vara Única da cidade, no âmbito do Processo nº: 0000150-32.2019.8.19.0059, no qual o político foi denunciado pelo Ministério Público por "associação criminosa, fraude a licitações e crime de responsabilidade" na contratação de duas empresas para veiculação de atos oficiais, em 2013. A magistrada determinou ainda a perda de função pública, mais um impedimento para Alexandre – que está preso desde o dia 29 de novembro de 2018 – assuma uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Na denúncia o MP aponta que o então prefeito "associou-se com agentes públicos e empresários para a prática dos citados crimes", em benefício das empresas Ala Editora e Promoções e R. de M Nogueira e Consultoria, que firmaram dois contratos para prestação de serviços de publicidade de atos oficiais. Ao todo são citadas 14 pessoas, entre elas o ex-subsecretário de Comunicação Ricardo Mariath e Alfonso Gomes Martinez Neto, da Ala Editora.
Preso por crime eleitoral e fraude em licitações, o deputado estadual eleito e ex=prefeito de Silva Jardim Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (foto), foi denunciado mais uma vez pelo Ministério Público, desta vez por associação criminosa, fraude a licitações e crime de responsabilidade” na contratação de duas empresas para veiculação de atos oficiais, o que ocorreu em 2013. De acordo com o MP, o então prefeito "associou-se com agentes públicos e empresários para a prática dos citados crimes", em benefício das empresas Ala Editora e Promoções e R. de M Nogueira e Consultoria, que firmaram dois contratos para prestação de serviços de publicidade de atos oficiais.
O Ministério Público denunciou o ex-prefeito duas vezes por associação criminosa; duas vezes por fraude a licitações; crime de responsabilidade e 12 vezes pela apropriação de bens ou rendas públicas.
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