Fraude na Saúde de Itaocara: Secretário comprou kits de testes de covid superfaturados quando nem eram mais necessários

● Elizeu Pires

Já denunciado à Justiça por fraude nos pagamentos feitos a uma clínica de fisioterapia conveniada, o ex-secretário de Saúde de Itaocara, pequeno município do interior do estado do Rio de Janeiro, Genaldo Dantas Neto, está mais enrolado que carretel de linha.

Ex-vereadora de Búzios confessa ter usado em proveito próprio recurso doado para campanha eleitoral

● Elizeu Pires

Conhecida até como combativa, defensora da moralidade na administração pública e acostumada a usar as redes sociais para fazer denúncias, a ex-vereadora de Búzios Gladys Pereira Rodrigues Nunes, usou em proveito próprio recursos públicos recebidos para a sua campanha de deputada estadual em 2018. Pelo menos é isto que foi investigado e comprovado pelo Ministério Público, com quem ela assinou um termo de acordo de não persecução penal, documento através do qual faz uma confissão formal do uso indevido do dinheiro.

Itaocara: Quem deveria fiscalizar é denunciado por envolvimento em esquema de fraude com recursos do Fundo Municipal de Saúde

● Elizeu Pires

Jaderson foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Vereador mais votado no município de Itaocara no pleito de 2020, Jaderson Aleixo Couto Silva (PSC), está no terceiro mandato. Atual presidente da Câmara, tem entre suas atribuições o dever de fiscalizar os atos do Poder Executivo, examinando com lupa as contas públicas, o gasto do dinheiro público, mas, pelo que o Ministério Público denunciou à Justiça, não só fechou os olhos para falcatruas, como também resolveu participar.

Teresópolis: Emergencial para operação de transbordo do lixo é questionada e pode resultar em representação ao MP

Um contrato firmado sem licitação entre a Prefeitura de Teresópolis e a empresa Ecorio Soluções Ambientais para o transbordo do lixo coletado na cidade, está dando o que falar e deverá ser alvo de representação no Ministério Público. Um dos questionamentos está relacionado ao documento apresentado para comprovar a capacidade técnica da contratada, um atestado emitido pela Líbano Serviços de Limpeza Urbana, datado de 22 de maio de 2020. Também há questionamento sobre o valor contratado, R$ 4.632.154,08 por 180 dias de prestação de serviços, o que vai dar R$ 770.205,68 ao mês.

Para fazer o contrato sem licitação a Prefeitura alegou emergência provocada pelo embargado do aterro municipal pelo Instituto Estadual do Ambiente. Só que isso ocorreu em 2018 e desde então já se sabia que o transbordo para outro local de descarte teria de ser contratado algum dia, já que todas as decisões judiciais que permitiram que a Prefeitura continuasse usando o aterro condenado era provisórias e poderiam cair a qualquer momento.

Valença: Ministério Público quer que a Prefeitura garanta água de qualidade para a população

A água que abastece a localidade de Santa Isabel não tem tratamento A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí encaminhou representou junto a 2ª Vara de Fazenda Pública de Valença no sentido que a Prefeitura apresente um plano de ação para garantir a qualidade da água consumida pelos moradores da cidade.

O município já foi condenado - em ação ajuizada pelo Ministério Público - promover melhorias estruturais e operacionais no sistema de abastecimento, mas as medidas necessárias não foram tomadas pela Prefeitura de Valença.

Prefeito de Tanguá se propõe a gastar mais de R$ 10 milhões em festas, enquanto usuários da rede de saúde se queixam da falta de remédios

● Elizeu Pires

Dois processos licitatórios realizados na última quinta-feira (20) estão dando o que falar em Tanguá, pequeno município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e podem resultar em mais uma representação no Ministério Público contra o prefeito Rodrigo Medeiros. São os pregões 034 e 035, que somam cerca R$ 10,4 milhões, e tem como objeto a contratação de empresas para locação de estrutura para realização de shows nas festas do calendário oficial de eventos do município, não incluindo cachês de artistas de renome nacional.

Saúde de Queimados não implanta sistema de ponto eletrônico e o MP processa o município por descumprimento de TAC

● Elizeu Pires

A gestão do prefeito Glauco Kaizer não cumpriu acordo firmado com o Ministério Público Depois de receber denúncias de que alguns servidores lotados nas unidades da rede municipal de Saúde de Queimados não estariam cumprindo suas cargas horárias, prejudicando o atendimento a população, o Ministério Público, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I, abriu um inquérito para apurar as irregularidades e resolveu propor ao município um Termo de Ajustamento de Conduta para que fosse adotado um sistema eficaz de controle de frequência, mas embora a administração municipal tivesse se comprometido a instalar o ponto eletrônico, nada foi feito

MPF consegue o bloqueio de imóveis destinados irregularmente a pessoas ligadas à prefeitura de Araruama

O MPF recebeu denúncia de que a lista das famílias que receberiam as moradias no Condomínio Dolce Vitta teria sido alterada Atendendo a pedido feito em ação de improbidade ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal em São Pedro da Aldeia determinou a indisponibilidade das unidades imobiliárias de condomínio em Araruama (RJ) destinadas a oito réus por irregularidades no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Os alvos da ação são a prefeita do município, Lívia Soares Bello da Silva, e outras 12 pessoas, entre elas um ex-secretário e subsecretárias de política social do município, que teriam destinado e recebido imóveis do programa habitacional de forma irregular.

A atuação do MPF é decorrente de inquérito instaurado em 2019 para apurar irregularidades na seleção dos beneficiários de unidades construídas no PMCMV. De acordo com o procurador da República Leandro Mitidieri, autor da ação ajuizada no ano passado, houve constantes modificações na lista de beneficiários do programa, que teriam permitido inclusão de pessoas que não se enquadravam nos critérios de seleção, como parentes de servidores e secretários municipais, além de empregados da prefeita, em detrimento de pessoas carentes. Os réus foram contemplados com moradias populares do Condomínio Dolce Vita.

Propina via PIX em Valença: Ministério Público desmonta esquema de ‘rachadinha’ na Guarda Municipal

Paulo Sérgio foi denunciado à Justiça pelo MP, mas diz que é inocente, apesar de agentes terem confessado a prática em acordo com a Promotoria Um esquema criminoso que vinha funcionando na Guarda Municipal de Valença, município do Sul Fluminense desde outubro de 2020 foi  desmontado pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal (núcleo local) e a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Barra do Piraí, em inquérito que resultou na Operação Propinopix, realizada no dia 7 de julho, na qual o comandante da corporação, Paulo Sérgio Murat Júnior, foi preso.

Em processo que tramita na 2ª Vara de Valença o MP imputa a Paulo Sérgio Murat 116 crimes de peculato, pela prática de "rachadinha". Pelo que foi apurado, o comandante e subcomandante Claudecir Souza Caetano atestavam horas extras não trabalhada em favor de alguns agentes que repassavam aos seus superiores os valores recebidos indevidamente em troca de escalas de serviços melhores e faltas abonadas.

Agentes públicos municipais e parentes não podem celebrar contratos administrativos, decide o STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou entendimento de que lei municipal pode proibir a administração pública de realizar contratos com parentes até o terceiro grau de agentes públicos eletivos ou em cargos de comissão. A decisão foi no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 910552, com repercussão geral reconhecida (Tema 1.001), na sessão virtual encerrada em 30/6.

No caso dos autos, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) havia julgado inconstitucional dispositivo da Lei Orgânica do Município de Francisco de Sá que proíbe parentes até o terceiro grau do prefeito, do vice-prefeito, dos vereadores e dos servidores locais de contratarem com o município. Segundo o TJ-MG, essa vedação não existe na Constituição Federal nem na estadual.