Bomba de vereador de Guapimirim era só estalinho

Parlamentar usou a tribuna para avisar que iria ao MP fazer denúncia de desvios de verbas e indícios de corrupção contra a administração municipal

Fernando Amaro usou a tribuna para fazer denúncias contra a gestão do prefeito Marcos Aurélio Dias, mas ficou só nisso “Na verdade ninguém no governo acredita que o vereador vá seguir adiante. O que se comentava nos gabinetes mais concorridos da gestão de Marcos Aurélio, informa uma fonte ligada ao governo, é que as palavras de Fernando não passariam do plenário”. A informação contida na matéria “Licitações e contratos serão devassados em Guapimirim” veiculada no dia 26 de maio pelo elizeupires.com não se confirmou. Até o fim do expediente de ontem o vereador Fernando Amaro Garcia, o Fernando Cambota, não havia cumprido a promessa feita na tribuna da Câmara na sessão do dia 24 de maio, quando fez denúncias contra a gestão do prefeito Marcos Aurélio Dias e prometeu protocolá-las no Ministério Público para que pudessem ser investigadas. Investigações já acontecem e novos procedimentos até poderão ser abertos, mas não por iniciativa do vereador, que ficou só nas palavras ditas em plenário.

MP aciona Nova Iguaçu por contratação de concursados

O MP quer que a Prefeitura substitua as merendeiras terceirizadas pelas aprovadas em concurso (Foto: Divulgação/Masan) Promotoria de Justiça quer a convocação de 104 aprovados no processo seletivo de 2012

Realizado em 2012 para preencher 2.616 postos de trabalho em várias áreas da administração municipal, o último processo seletivo de Nova Iguaçu vai expirar no dia 5 de julho, uma vez que fora prorrogado por mais dois anos, mas os candidatos classificados dentro do número de vagas para o setor de Educação ainda tem chances de convocação. Pelo menos é isso que pretende o Ministério Público, que ingressou ontem com uma ação civil pública com pedido de liminar para obrigar a Prefeitura a convocar, nomear e empossar os aprovados dentro no número de vagas. Segundo o MP, “a medida visa conciliar o direito de posse com o atual momento de crise financeira e com isso garantir as vagas dos aprovados mesmo após a expiração do certame”.

De réu a testemunha importante

Em fevereiro de 2007 o ex-vereador Batata chegou a ser preso sob a acusação de ter encomendado a morte do vereador Dejair Corrêa (Foto: Extra/Fábio Guimarães, 13/02/2007) Ex-vereador Batata pode ajudar esclarecer crimes em Magé

Acusado de ter encomendado pelo menos quatro assassinatos no município de Magé e aguardando para ser levado a júri popular no Fórum de Niterói, para onde um de seus processos foi transferido, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, está sendo tratado pela Justiça como testemunha importante na ação criminal que apura fraude em licitação, corrupção ativa, coação, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, em caso denunciado por ele e Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco. Yacemir, conforme já noticiado, foi morto no dia 29 de dezembro de 2010, um mês após ter comparecido ao Ministério Público e revelado que um processo licitatório no valor de R$ 22 milhões vencido pela empresa FM Terra em 2009 teria sido montado de modo a favorecer a ganhadora do certame. Agora, com o atentado sofrido na manhã de hoje, o ex-vereador deverá ficar sob proteção policial, podendo ajudar a esclarecer, inclusive, a execução de Branco.

Ex-vereador Batata sofre atentado em Magé

Genivaldo Batata é testemunha importante em processo sobre a Operação Terra Prometida Seu carro foi alvejado por sete tiros, mas ele não foi ferido

O ex-vereador Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, deu entrada no Hospital Municipal de Magé nesta manhã em estado de choque. Ele foi alvo de um atentado na BR-493, Estrada Magé-Manilha, na altura da entrada para o bairro Barbuda, onde ele reside. O ex-vereador havia prestado depoimento no dia 31 de maio como testemunha em processo criminal e depois procurou o Ministério Público para denunciar que tinha sido ameaçado de morte para mudar as declarações feitas. Segundo ele, as ameaças teriam partido do ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Vereadores Anderson Cozzolino, o Dinho, do empresário Fabio Figueiredo Moraes, o Fabinho e do advogado Fernando Abrahão, o Marabá, ex-procurador da Câmara. Os três - que estão com prisão preventiva decretada desde a última sexta-feira - foram acusados por Batata, de tê-lo ameaçado para obrigá-lo a mudar o teor de depoimento no processo que resultou na Operação Terra Prometida, levada a efeito no dia 22 de janeiro deste ano, quando, além de Dinho e Fabinho tiveram prisão decretada a ex-deputada Jane Cozzolino, o ex-prefeito Rozan Gomes e o ex-secretário de Obras Jefferson de Oliveira. A perícia constatou que pelo menos sete tiros a porta do motorista da pick-up Hilux de cor presta usada pelo ex-vereador. No local os policiais recolheram cápsulas deflagradas de pistola calibre nove milímetros.

MP passa “pente fino” na Câmara de Casimiro de Abreu

O ex-chefe de gabinete Jairo Macabu confirmou a denúncia contra Pezão em depoimento (Foto:CMCA) Promotoria recolheu vários documentos, inclusive processos licitatórios

Uma semana após o afastamento temporário - por até 180 dias - do presidente do Poder Legislativo de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, o Ministério Público fez uma operação na Câmara Municipal e apreendeu documentos, inclusive processos licitatórios e portarias de nomeação de funcionários. A operação foi liderada pelo promotor de Justiça Renato Luiz da Silva Moreira, responsável pelo inquérito no qual Alessandro é acusado, junto com o ex-chefe de gabinete Jairo Macabu e o assessor especial Wilson da Silva Oliveira, de montar um esquema para ficar com parte da remuneração de servidores nomeados em cargos de confiança e funções gratificadas.

Ameaça a ex-vereador gera novo pedido de prisão contra Cozzolino

Está é a segunda vez que o ex-prefeito Anderson Cozzolino tem prisão decretada pela Justiça a pedido do MP Batata relatou ao Ministério Público ter sido ameaçado de morte para mudar depoimento em processo sob fraude em licitação envolvendo membros da família e empresa de locação de máquinas e caminhões

Ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho, está sendo considerado foragido da Justiça mais uma vez. Ele teve prisão preventiva decretada ontem pelo juiz Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, da Vara Criminal de Magé, em um novo processo impetrado pelo Ministério Público. Além de Dinho estão foragidos o também empresário Fabio Figueiredo Moraes, o Fabinho e o advogado Fernando Abrahão, o Marabá, ex-procurador da Câmara. Os três foram acusados pelo ex-vereador Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, de tê-lo ameaçado de morte caso não mudasse o teor de depoimento no processo que resultou na Operação Terra Prometida, levada a efeito no dia 22 de janeiro deste ano, quando a Justiça decretou as prisões de Fábio, Dinho, da ex-deputada Jane Cozzolino - mãe do deputado estadual Renato Cozzolino Harb - e outros três acusados.

Condenação do TJ tira Granado do páreo em Búzios

André Granado, acusou o Ministério Público, “foi o principal responsável pela contratação do INPP de forma ilícita” Prefeito, ex-prefeito, ex-consultor e ex-procurador foram sentenciados por improbidade e terão de devolver mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos

Pré-candidato a reeleição, o prefeito de Armação dos Búzios, município da Região dos Lagos, André Granado, está inelegível por oito anos. Pelo menos é o que decidiram os desembargadores da Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em sentença que atinge ainda o ex-prefeito Antônio Carlos Pereira da Cunha, o Toninho Branco, o ex-consultor jurídico Heron Abdon Souza e o ex-procurador-geral do município, Natalino Gomes de Souza Filho. A decisão foi tomada em ação civil pública por atos de improbidade administrativa praticados na contratação do Instituto Nacional de Desenvolvimento de Políticas Públicas. Segundo o acórdão, os condenados terão que ressarcir os cofres da municipalidade em R$ 2.022.189,44.

A pedido do MP prefeito e dois secretários de Barra Mansa são afastados pela Justiça por improbidade administrativa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo de Volta Redonda, obteve na Justiça o afastamento provisório e a indisponibilidade dos bens do prefeito de Barra Mansa, Jonas Marins; do secretário de Saúde do município, Luiz Antônio de Almeida; e do ex-secretário da pasta Jonathan Aguiar, atualmente na Secretaria Municipal de Administração e Modernização do Serviço Público, entre outros.

O MPRJ, com apoio do GAP e da CSI, realiza ainda, na manhã desta quarta-feira (01), a Operação Hórus, que tem por objetivo cumprir 18 mandados de busca e apreensão de bens, documentos e valores, que serão cumpridos nas cidades de Barra Mansa, Bom Jardim e Rio de Janeiro.

Compra de uniformes será investigada em Guapimirim

O secretário Rui Aguiar e o prefeito Marcos Aurélio fizeram da entrega dos kits escolares ato político (Foto: Divulgação/PMG) Aquisição de livros infantis ainda não entregues também será apresentada ao Ministério Público

O Ministério Público deverá receber nos próximos dias cópias completas dos processos relacionados à compra de uniformes, calçados, material escolar e kits feita este ano pela Prefeitura de Guapimirim junto às empresas VER 55 e VMGMar Comercial, localizadas em Paty do Alferes e Miguel Pereira, respectivamente, e que registraram como atividade econômica principal o comercio de material de informática. No encaminhamento também será incluído cópia do processo 9579/2015, referente à compra de livros infantis no valor de R$ 174.800,00, para formar as chamadas Bebetecas. O fornecimento dos livros - que ainda não chegaram às unidades de educação infantil - ficou a cargo da empresa Florescer Livraria e Editora, que no dia 6 de abril teve assinado pelo secretário de Educação, Rui Aguiar, o Contrato 15/2016, com prazo de três meses para fazer entrega e mais 30 dias para o pagamento integral da fatura.

Licitações e contratos serão devassados em Guapimirim

Na gestão de Marlon Vinas na Secretaria Municipal de Turismo a locação de banheiros químicos passou a ser um bom negócio para a empresa MV Eventos, que só no ano passado faturou mais de R$ 500 mil em Guapimirim Denúncia ao MP apontará também para gastos das Secretarias de Educação e Turismo

Documentos que setores da administração municipal de Guapimirim acreditavam que não mais existam, a exemplo das informações relativas ao exercício de 2014 que sumiram do Portal da Transparência, estão tirando o sono de muita gente importante no governo. É que alguns dos processos considerados desaparecidos teriam sido salvos em backup e poderão ganhar vida na próxima semana, quando o Ministério Público deverá receber novas denúncias contra a gestão do prefeito Marcos Aurélio Dias, desta vez envolvendo também despesas feitas através das secretarias de Educação e Turismo no período de 2013 a 2015, além da licitação para uma compra de mais de R$ 4,5 milhões feita este ano, cujos processos, por precaução, já foram escaneados. A papelada é referente à aquisição de uniformes, calçados e kits escolares feitas em duas empresas do Sul Fluminense que tem como atividade econômica principal o fornecimento de material de informática.