A Baixada que se dane…

Crime aumenta na região e em Magé já se rouba carro com frequência

Essa semana uma professora teve o carro roubado em Surui, até então uma localidade tranquila do muni- cípio de Magé, onde a polícia vem perdendo de goleada para a bandidagem que hoje infesta bairros inteiros. A nova realidade enfrentada pelos mageenses é a mesma verificada em toda a Baixada Fluminense, com a migra- ção dos marginais que deixaram a capital fluminense por conta das ocupações das favelas. O projeto das UPPs, que privilegia a cidade do Rio de Janeiro, está causando um mal danado aos demais municípios, mas cuidado ao falarem isso, pois podem levar um dedo na cara, reação do secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que não gosta de ouvir falar em migração de bandidos.

PM a serviço da CRT em Magé

Operação seria para evitar que caminhões desviem do pedágio através de Piabetá

Como se não bastassem as três praças de cobrança de pedágio que ilham o município de Magé, fazendo com que os moradores paguem para circular até mesmo entre bairros da cidade, a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), agora estaria sendo ajudada por policiais do 34º Batalhão da Polícia Militar. Hoje pela manhã, entre 5h e 06h30, agentes dessa unidade faziam uma “operação” no início da entrada principal de Piabetá, em Bongaba, mas o objetivo, segundo motoristas relataram ao elizeupires.com, era evitar que caminhões desviassem da praça principal de cobrança, entrando por Piabetá.

Crise entre poderes em Japeri vira caso de polícia

A população do pobre e problemático município de Japeri está se sentindo mais uma vez envergonhada pelo comportamento dos seus homens públicos e se sentindo prejudicada por uma crise entre os poderes Executivo e Legislativo, que está saindo da esfera política para se transformar em caso de polícia. Isso acontece graças ao destempero do chefe de um dos poderes, o vereador Cezar de Mello (PSD), acusado de ter promovido um quebra-quebra no gabinete do prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor - também do PSD -, que teria recusado um “acerto” proposto pelo presidente do Legislativo. A confusão acabou incluindo no mesmo pacote os vereadores Marcio José Russo de Jesus, o Manequinha (PRB) e Helder Pedro Barros (PSC), que serão investigados: Manequinha por suposto envolvimento na morte de um homem conhecido como Silvinho e Helder por suposta ameaça de morte ao prefeito.

A confusão, que foi registrada na 63ª Delegacia Policial, já chegou ao conhecimento do Ministério Público que, segundo informações passadas ontem ao elizeupires.com, receberá, nos próximos dias, cópia de um vídeo no qual uma testemunha fala claramente sobre a morte de Silvinho. Além de desgastar ainda mais a já corroída imagem da Câmara de Vereadores, a crise pode prejudicar bastante o município, pois existe a disposição do presidente da Casa de não colocar em pauta nenhum projeto enviado pelo prefeito, principalmente se a matéria for de suplementação de verbas. Se isso acontecer, o presidente estará corroborando com as declarações prestadas pelo prefeito, que acusou Cezar de pressioná-lo, dizendo que iria travar tudo na Câmara, não deixando passar nada que fosse do interesse do governo, se não ocorresse o tal acerto.

Guapimirim mantém ONG que recebe por 3 e paga por 1

Entidade fundada para cuidar de necessitados fatura alto fornecendo mão de obra

Um Termo Aditivo feito em contrato firmado no ano passado pelo prefeito Renato da Costa Mello Júnior, o Junior do Posto com a Organização Não-Governamental Casa Espírita Tesloo, está mantendo no município de Guapimirim uma instituição barrada na Prefeitura do Rio e em órgãos do governo estadual pelo Tribunal de Contas. A extensão do contrato foi determinada pelo prefeito Marcos Aurélio Dias, com a Prefeitura pagando até três vezes mais do que um funcionário terceirizado efetivamente recebe. O Termo Aditivo que ninguém sabe onde e quando foi publicado, compromete um volume substancial dos recursos do município. De acordo com uma fonte ligada ao governo, a base do contrato seria a mesma da revelada no ano passado, que era de R$ 34 milhões por um período de um ano.

Mulher de miliciano é eleita vereadora em Nova Iguaçu

Casada com o sargento da Polícia Militar Juracy Alves Prudêncio, preso há três anos sob acusação de chefiar a maior milícia em atividade na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, foi eleita ontem vereadora na cidade de Nova Iguaçu. Giane Silveira Prudêncio, conhecida como "Giane Jura", ela obteve 3.527 pelo PTN, partido que faz parte da coligação do concorrente do PMDB à Prefeitura, primeiro colocado no primeiro turno. Giane adotou o nome do marido apenas para concorrer a uma vaga na Câmara. Em sua página pública no Facebook, a vereadora eleita afirma que o sargento da PM teria sido vítima de injustiça e perseguição: “(...) meu sobrenome não é por acaso. Sou esposa de um dos maiores líderes comunitários que lutou [sic] pela nossa comunidade e que hoje sofre com a injustiça e a perseguição, mas aqueles que o perseguiram não esperavam que tantas famílias indignadas mantivessem viva a chama desta luta", afirma.

Para a polícia, porém, Juracy Prudêncio é líder e mentor da milícia conhecida como "Bonde do Jura", que atuaria em diversos pontos da Baixada Fluminense, em especial na cidade de Nova Iguaçu e o reduto do grupo fica em Comendador Soares. Mesmo preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), Jura teria articulado e incentivado a candidatura da mulher, segundo informações recebidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em julho deste ano. As denúncias sobre a atuação política de milicianos em geral levou o órgão a criar uma força-tarefa para investigar e reprimir os chamados currais eleitorais.

Crime eleitoral derruba prefeito de Mangaratiba

Aarão é condenado a perda do mandato por crime eleitoral

Julgando Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo Ministério Público, o juiz da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba, Márcio da Costa Dantas, decidiu nesta segunda-feira (27) pela cassação dos diplomas do prefeito Aarão de Moura Brito Neto (foto) e do vice-prefeito Marcelo Tenório da Cruz, por prática de crime eleitoral. Em outro processo - numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral - o mesmo magistrado tornou o prefeito e o vice inelegíveis por três anos, além de aplicar multas de R$ 40 mil e R$ 30 mil. As condenações foram por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação.  O juiz determinou que o presidente da Câmara de Vereadores assuma interinamente o cargo de prefeito até a realização de um pleito suplementar.

Entrada proibida em Piabetá

Barreiras fiscais da Prefeitura de Magé ferem a Constituição e beneficia a Concessionária Rio-Teresópolis.

Indistintamente todo cidadão tem o direito de ir e vir, só podendo ter a sua liberdade cerceada, em decorrência de prisão em flagrante delito ou por mandado judicial devidamente fundamentado por autoridade judiciária competente. É o que garante a Constituição federal, mas parece que a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino não sabe disso. Pelo menos é o que sugerem as barreiras instaladas nas entradas de Piabetá, onde agentes da Prefeitura ficam de plantão para impedir a entrada de caminhões, só permitindo o acesso aos motoristas que comprovarem que estão indo fazer entregas. A medida, que segundo a administração municipal, tem a finalidade de evitar que veículos pesados danifiquem o asfalto das ruas, beneficia diretamente a Concessionária Rio Teresópolis (CRT), pois coíbe qualquer tentativa de os caminhoneiros cortarem caminho e escapar do pedágio, muito caro por sinal. “É um absurdo que isso aconteça, pois fere um direito constitucional”, afirma o advogado Luiz Carlos Rodrigues.

Dona Lurdes

Morava com meus pais e 10 irmãos na Rua Senhor dos Passos, 74, a Rua da Cadeia. Não raramente ouvia os gritos de um ou outro “ladrão de galinha” durante o castigo imposto pela polícia da época aos miseráveis pegos por pequenos crimes, mas tratados como grandes ameaças à sociedade. Escutava aquilo e até achava normal o corretivo aplicado pelos soldados. Era um menino de cinco ou seis anos de idade e morria de medo da polícia: pensava que os policiais - envergando vistosas fardas cáquis - estivessem acima do bem e do mal; que podiam surrar quem bem entendessem. Talvez tenha sido por isso que, como jornalista, denuncie tantos casos de violação aos direitos humanos.

Guardo muitas lembranças dos vizinhos. Principalmente das broncas do Sr. Braga, quando eu, menino levado, deixava cair no quintal alheio as pedras que, lançadas de uma atiradeira, teimavam em acertar o alvo errado. Porém, tenho recordação toda especial de dona Lurdes, o amor personificado. Sorriso como o dela só mesmo os de minha mãe, dona Neuza e de minha avó emprestada, dona Elisa, que morreu sem rever esse “neto” ingrato.