Eleições em Mesquita: caminhada da candidata Cris Gêmeas acaba em tumulto gerado por invasão de carro de som do adversário

O que seria uma simples manifestação da campanha da candidata do PSD a Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, Cristiane Pelinca do Amaral, mais conhecida na cidade como Cris Gêmeas, terminou em confusão e vira caso de polícia. Cris e um grupo de apoiadores faziam uma caminhada pela Avenida União, carro de som da campanha do prefeito Jorge Miranda – que concorre pelo PL -, teria forçado a passagem para abrir caminho para outro grupo com bandeiras com o número 22 passar, avançando sobre o grupo adversário.

Em registro na 53ª Delegacia Policial Cris contou que o fato ocorreu por volta das 17h de quinta-feira (5) e que local estavam várias vans do candidato Jorge Miranda com cabos eleitorais ocupando as calçadas. Ela relatou ainda que um veículo modelo Corsa, de cor prata "surgiu na contramão da via", com carro – adesivado com material de campanha de Miranda -, "investindo contra as pessoas".

Com Portal da Transparência fora do ar por dias, Prefeitura de Japeri anunciou licitações de mais de R$ 2 milhões para compras na Saúde baseadas em editais assinados por secretária afastada pela Justiça

Vinte e quatro horas após a veiculação da matéria Alvo de investigações por gastos sem licitação, Prefeitura de Japeri tira portal da transparência do ar sem dar qualquer explicação, veiculada na última segunda-feira (2), o Portal da Transparência voltou ao ar trazendo o que alguns observadores estão vendo como algo que a administração municipal talvez não quisesse que fosse notado antes: avisos de licitação que somam mais R$ 2 milhões para compra de materiais para a Secretaria de Saúde, todas baseadas em editais com a assinatura da ex-secretária Rozilene Souza Moraes dos Anjos. Ela foi afastada no cargo por decisão judicial no âmbito de um inquérito aberto pelo Ministério Público para apurar supostas irregularidades em duas dispensas de licitação no total de R$ 1,8 milhão para compra de equipamentos.

Alvo de investigações e auditorias por supostas restrições de participação em processos licitatórios, suspeita de favorecimento e contratos questionados, a Prefeitura de Japeri será objeto de mais uma representação no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que deverá ser encaminhada nos próximos. Dessa vez estão na mira quatro pregões anunciados para acontecerem no período de 29 de setembro a 27 de outubro, quando, de acordo com representantes de empresas que buscam participar de licitações em vários municípios da Baixada Fluminense, o acesso ao site oficial de Japeri teria sido "praticamente impossível".

Alvo de investigações por gastos sem licitação, Prefeitura de Japeri tira portal da transparência do ar sem dar qualquer explicação

Gestão de Cesar Melo é questionada pela ineficiência e pela falta de transparência Nas ruas pedindo votos para tentar manter-se no cargo, o prefeito de Japeri, Cesar Melo está entrando para a história do município mais pobre da Baixada Fluminense como "o pior" que o ex-distrito de Nova Iguaçu já teve, mas está conquistando também o título de gestor menos transparente, agindo como se não precisasse prestar contas a população. O Portal da Transparência, por exemplo, está há dias fora do ar, o que seria estratégia para evitar questionamentos sobre os gastos públicos, principalmente em relação aos contratos sem licitação firmados em nome do enfrentamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

No dia 6 de outubro agentes da Polícia Federal fizeram uma operação de busca e apreensão na cidade como parte das investigações sobre a compra de respiradores inservíveis por parte da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, que até agora disponibilizou informações sobre o destino dado aos equipamentos, adquiridos juntos à empresa EPN Manutenção e Vendas de Equipamentos Médicos, registrada no Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica com capital social de apenas R$ 5 mil, mas que mesmo assim fez duas vendas sem licitação para a Prefeitura de Japeri pelo total e R$ 1,8 milhão, o equivalente junto, 360 vezes o capital da empresa.

Assassinato em Magé: juiz afirma que fatos “levam a crer que se trata de um crime vinculado à esfera da Justiça Comum”

O gabinete local do deputado Vandro Família, primo de Renata, amanheceu com uma fita preta em forma de R Executada na manhã de ontem (30), a cabo eleitoral Renata de Castro Bezerra foi sepultada neste sábado. Apesar de ter sido aventada a hipótese de motivação política, devido ao fato de a vitima ter feito várias denúncias, o juiz responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral em Magé, Vítor Moreira Lima, afirmou que o crime ainda precisa ser investigado quanto a eventual motivação eleitoral.

"Apesar de a vítima ter proximidade com vários políticos de Magé, é cedo e temerário dizer que há relação com o pleito. Os fatos que circundam esse evento brutal levam a crer que se trata de um crime vinculado à esfera da Justiça Comum", explicou o magistrado, que, em nota, afirmou que vai acompanhar de perto a evolução das investigações policiais.

Ventiladores comprados pela Saúde de Teresópolis de uma empresa de Vitória seriam entregues por uma firma de Araraquara, diz denúncia ao MPF

Pelo que está na denúncia a Prefeitura ia comprar os aparelhos de uma firma e recebê-los de outra Escolhida sem licitação para fornecer 20 ventiladores pulmonares à Prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, a empresa Carbex Comércio Internacional – sediada em Vitória, no Espírito Santo -, iria receber cerca de R$ 1,2 milhão dos cofres municipais, mas os equipamentos seriam entregues por uma firma de Araraquara, no interior de São Paulo. Pelo menos é o que aponta noticia crime encaminhada ao Ministério Público Federal e Polícia Federal pelo cidadão Nelson da Costa Durão, que depois de apurar por sua própria conta a suposta falta de condições da Carbex em cumprir o contrato, denunciou os fatos em suas redes sociais, levando a Prefeitura a cancelar a compra.

Na notícia crime Nelson cita ainda que achou estranho a abertura de uma dispensa de licitação para compra de 20 aparelhos, quando, segundo ele, a Secretaria Municipal de Saúde não teria usado a totalidade dos equipamentos que teria recebido de graça.

Mais um crime creditado à motivação política em Magé e a pergunta que tem de ser respondida é: “A quem interessava a morte de Renata Castro?”

Renata Castro, de 38 anos, foi executada a tiros na manhã desta sexta-feira (30), em frente a casa em que morava, na localidade de Fragoso, no município de Magé. As investigações mal começaram e já se fala em "motivação política", por conta de denúncias que ela vinha fazendo contra a administração municipal desde que foi exonerada do cargo comissionado que ocupava na Prefeitura. O fato é que ela está morta, e independente de qual seja a motivação, o importante é identificar o autor ou os autores dos disparos, efetuar quantas prisões forem necessárias para que justiça possa ser feita e evitar que esse entre para lista nos crimes impunes.

Apontada como cabo eleitoral da família Cozzolino, Renata postou o seguinte recado ontem (29): "Não adianta me ameaçarem de morte. Hoje, teve dois cidadãos que foram no prédio me ameaçar, me coagir. O que eu fiz ontem eu vou fazer amanhã, vou fazer depois de amanhã. Mais uma denúncia aqui na Polícia Federal".

Eleições em Meriti: se candidato a vice-prefeito flagrado recebendo maços de dinheiro renunciar cai a chapa toda, pois a lei só permite substituição agora em caso de morte

Ainda não foi disponibilizado nenhum documento oficial sustentando a renúncia anunciada na tarde de ontem (29) pelo vereador Carlos Eduardo do Nascimento Soares, o Dudu Soares (PSD), candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo também vereador Charles Batista, que se apresenta aos eleitores como o escolhido da família Bolsonaro para governar o município de São João de Meriti.

Dudu, que aparece recebendo maços de dinheiro em imagens divulgadas pela TV Globo, está sendo investigado pela Polícia Civil depois de ter sido denunciado na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), por suposta extorsão contra um empresário que vendeu respiradores pulmonares ao município.  

Tem candidato achando que Porto Real é espólio de família, observam os mais antenados do pequeno município fluminense

Emancipado de Resende e instalado como município no dia 1º de janeiro de 1997, Porto Real, no Sul Fluminense, ganhou autonomia político-administrativa, mas, ao que parece, tem gente se achando dono da cidade, confundindo uma unidade do estado do Rio de Janeiro como herança política de família. Pelo menos é o que apontam observadores atentos às campanhas do deputado Alexandre Serfiotis (PSD) e Silvia Bernardelli (Cidadania), ele filho do ex-prefeito Jorge Serfiotis e ela filha de Sergio Bernardelli, primeiro governante da história do município. Para algumas lideranças locais, ambos parecem estar disputando não o direito de governar a cidade, mas a posse de um patrimônio familiar.

O pai de Silvia exerceu dois mandatos seguidos e colecionou processos que o deixaram inelegível por muito tempo. Foi sucedido pelo pai de Alexandre em 1º de janeiro de 2005. Já falecido, Jorge Serfiotis, que também teve dois mandatos consecutivos, elegeu sua então vice (Maria Aparecida Rocha) como sucessora e faleceu no primeiro semestre de um terceiro mandato, conquistado em outubro de 2016. Sem condições de concorrer Bernardelli está fora do jogo político, mas ainda assim quer voltar ao poder, mesmo que indiretamente, enquanto os Serfiotis tentam retomar o controle com Alexandre.

Operação do MP prende pastor acusado de comandar tráfico em Belford Roxo: ele está registrado como candidato a vereador

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (29), a operação Itália, com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva contra sete dos 22 denunciados de integrarem associação criminosa, voltada para a prática do tráfico de entorpecentes, no município de Belford Roxo, notadamente na comunidade Complexo do Roseiral. Também serão cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 24 alvos. A decisão foi proferida pelo juízo  da 1ª Vara Criminal de Belford Roxo.

Afirma o parquet fluminense que, no curso das investigações, foi verificado que alguns dos integrantes da referida associação criminosa, além de integrarem a associação para o tráfico  de drogas, compunham grupo criminoso constituído sob a forma de milícia, e praticava atos como a imposição do monopólio na venda de cestas básicas, gás de cozinha, além da cobrança de “taxa” de motoristas de vans, para que estes pudessem circular livremente pela localidade. Por meio de interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, foi possível identificar o modo de atuação do grupo, que incluía a prática de extorsões e ameaças, além de desvendar a hierarquia de funcionamento da organização, com a identificação das funções exercidas por cada um dos participantes. Segundo a Polícia, o grupo criminoso, ligado ao Comando Vermelho, estaria por trás de diversos assassinatos na região.

TCE rejeita recurso contra reprovação de contas do prefeito de Barra Mansa em parecer de 2019, mas decisão não vale nada porque Câmara de Vereadores derrubou tudo em votação colocada sob suspeita

Drable chegou a ser afastado do cargo a pedido do MP, que abriu inquérito para apurar denúncia de oferecimento de dinheiro em troca da aprovação das contas pela Câmara Municipal As contas da Prefeitura de Barra Mansa relativas ao exercício de 2018 foram fechadas com irregularidades nos gastos dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o que levou Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro - em votação ocorrida em dezembro de 2019 - emitir parecer contrário no processo de prestação de contas do prefeito Rodrigo Drable. O gestor não gostou e entrou com um recurso de reconsideração, que acabou derrubado pelo plenário do TCE no último dia 21. A decisão da Corte de Contas, entretanto, não vale de nada, porque a Câmara de Vereadores, em maio deste ano, havia derrubado o procedimento do Tribunal em votação marcada por denúncia de suposta compra de votos.

Conforme o elizeupires.com revelou na matéria Prefeito de Barra Mansa é investigado por corrupção ativa: é acusado de oferecer dinheiro para vereadores aprovarem sua prestação de contas, publicada no dia 14 de julho, a sessão realizada pela Câmara de Vereadores no dia 12 de maio deste ano para analisar o parecer contrário emitido pelo TCE na prestação de contas de Drable, foi colocada sob suspeita a partir da revelação de um vereador de que o prefeito Rodrigo Drable teria oferecido R$ 30 mil pela aprovação de suas contas.