Mais um escândalo no interior: Contrato da coleta de lixo em Carmo foi superfaturado em quase 150%, aponta auditoria do Tribunal de Contas

Elizeu Pires

Depois da prisão de um político que enterrava em seu sítio a propina paga pela empresa que coletava o lixo no município de Carmo, no interior do estado do Rio de Janeiro, a cidade se depara com mais escândalo, também envolvendo a prestação do serviço de limpeza pública. De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado, o contrato 050, assinado em 2017 pela Prefeitura com a empresa Limpeza Urbana Serviços, foi superfaturado em 148%. Firmado inicialmente no valor global de R$ 6,155 milhões por um ano de serviço, o instrumento contratual chegou ao fim de dois anos com valor total de R$18,465 milhões.

Vereador do Rio e namorada são presos: Casal é suspeito de participação na morte do menino Henry

Segundo as investigações, Jarinho costumava agredir a criança O vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade) e a namorada dele, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva  presos, na manhã desta quinta-feira (8), por agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca).  Os mandados são de prisão temporária por 30 dias e foram assinados pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da capital. O casal é suspeito de participação na morte de Henry Borel Medeiros, filho de Mônica, ocorrida na madrugada de 8 de março deste ano.

Pelo que foi apurado, o vereador agredia o menino e a mãe dele tinha conhecimento disso.  O laudo de necropsia, segundo a Polícia Civil, constatou hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente. Ainda de acordo com a Polícia Civil, corpo de Henry “apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões”.

Ex-prefeito de Carmo enterrava em sítio dinheiro de propina recebida da empresa que fazia a coleta de lixo na cidade

Elizeu Pires

Prefeito do município de Carmo de fevereiro de 2015 a 31 de dezembro do ano passado, Paulo César Gonçalves Ladeira (foto) foi preso na continuidade da Operação Chorume, deflagrada pela Polícia Civil em apoio ao Ministério Público ontem (29), quando foram presos o empresário Murilo Neves de Moura – um dos donos da empresa Forte Engenharia, que fazia a coleta de lixo no município –, o ex-secretário de Meio Ambiente Ronaldo Rocha Ribeiro e a vereadora  Rita Estefânia Gozzi Farsura, mais conhecida como Faninha.

Carmo: Vereadora, dono de empresa de coleta de lixo e ex-secretário tiveram prisão decretada por crime de corrupção

A vereadora Rita Estefânia Gozzi Farsura, mais conhecida como Faninha (foto) teve a prisão preventiva decretada sob a acusação de corrupção, associação criminosa e prevaricação. A mesma decisão foi tomada contra empresário Murilo Neves de Moura – um dos donos da empresa Forte Ambiental, que faz a coleta de lixo em vários municípios fluminenses – e o ex-secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Rocha Ribeiro. Os três foram presos em operação realizada pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça local, com apoio de agentes da 112ª DP.

As prisões foram decretadas no âmbito de inquérito aberto pelo MP a partir de um áudio, onde ouviam-se três pessoas negociando o pagamento de propina a vereadores do município, para que eles aprovassem uma matéria de interesse da Forte Ambiental.

Condenação não tira família Reis do poder: Tio do prefeito poderá assumir a Prefeitura se não aparecer mais nenhuma ‘vaca voadora’ na Justiça

Elizeu Pires

O vice-prefeito Wilson Miguel é tio do prefeito A liminar concedida em 24 de novembro pelo ministro Gilmar Mendes, suspendendo os efeitos de uma condenação do próprio Supremo Tribunal Federal para que o prefeito Washington Reis (MDB) fosse empossado para governar Duque de Caxias por mais quatro anos, foi apelidada de "vaca voadora" por alguns juristas. Na última terça-feira (16), por unanimidade, a decisão monocrática caiu, e a sentença de pouco mais de sete anos de prisão em regime semiaberto, terá de ser cumprida, mas isso, alerta os mesmos operadores do Direito, "se outra vaca não levantar voo".

Casimiro de Abreu: Secretário de Saúde teve nome e registro no CRM usados por falso médico contratado para hospital do interior de São Paulo

Direção do hospital de Serra Negra contratou falso médico com nome e CRM do hoje secretário de Saúde de Casimiro de Abreu Atualmente no cargo de secretário de Saúde em Casimiro de Abreu, no interior fluminense, o médico João Paulo Rodrigues Caldas Goulart foi contratado para tirar plantões no Hospital Santa Rosa de Lima, na cidade paulista de Serra Negra, só que não. Ele teve o nome e o número de registro no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM 137408-SP) usado pelo falso médico Caio Soledade Romano, que acabou preso em agosto de 2013. O registro anterior era do tempo em que João atendia como endocrinologista e clínico geral na cidade de Guarulhos, em São Paulo.

Como Dr. Paulo, Caio fez atendimentos médicos nos fins de semana no pronto-socorro do hospital entre janeiro e maio de 2011, quando o hoje secretário já atuava no estado do Rio de Janeiro, com o CRM 853100-RJ. O falso João Paulo teve prisão preventiva decretada no dia 10 de julho de 2013 a pedido do promotor de Justiça Leonardo de Carvalho Bortolaço, e acabou preso no dia 6 de agosto.

Supremo mantém condenação criminal de Washington Reis e deixa o autoproclamado ‘Rei da Baixada’ fora das eleições de 2022

Elizeu Pires

O sonho de concorrer ao governo do Rio ou a um mandato de senador acalentado pelo prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto), foi para as cucuias. É que, por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou hoje (16) os embargos de declaração impetrados pela defesa dele para manter suspensos os efeitos de uma condenação a sete anos de prisão por prática de crime ambiental.  

TRE-RJ eleva condenação de Garotinho a 13 anos e 9 meses de prisão

Tribunal atende a pedido da Procuradoria Eleitoral e torna político inelegível até 2029 Seguindo manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) elevou a condenação do ex-governador Anthony Garotinho a 13 anos e nove meses de prisão e multa por compra de votos nas eleições municipais de 2016. Nesta quinta-feira (4/3), o colegiado do TRE/RJ condenou por unanimidade o político pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo, tal como fizera a Justiça Eleitoral em Campos, que tinha fixado pena de nove anos e 11 meses de prisão e multa (R$ 198 mil). Pela legislação eleitoral, a condenação criminal em segunda instância torna o réu inelegível nos oito anos seguintes ao da condenação, de modo que Garotinho fica inelegível até 2029. A partir da Operação Chequinho, a Promotoria Eleitoral em Campos dos Goytacazes tinha denunciado o ex-governador por aqueles crimes ao usar irregularmente o programa social Cheque Cidadão, da Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), para cooptar votos para seu grupo político. Naquele ano eleitoral, a prefeita era a esposa do réu, Rosinha Matheus, e Garotinho era o secretário municipal de Governo. O esquema concedia o benefício, voltado a famílias de baixa renda, em troca do compromisso de votar nos candidatos indicados. De maio a agosto de 2016, segundo o MP Eleitoral em Campos, o número de novos beneficiários do programa aumentou em mais de 17 mil. Parte dos novos contemplados, porém, sequer constava nas listas oficiais de controle e não atendia aos critérios da legislação municipal. “Eram tantos os novos cadastrados que foi necessário contratar 13 digitadores para atender à demanda”, afirmou em sua sustentação oral a procuradora regional eleitoral Silvana Batini para ilustrar o tamanho do esquema revelado pelo MP Eleitoral em Campos. “As provas reunidas apontam de forma inequívoca a existência de um estratagema criminoso que deturpou a utilização do referido programa social, de forma espúria e sabidamente ilícita, em favor de um grupo político e em prejuízo dos cofres públicos”, sustentou o MP Eleitoral no parecer pela manutenção da condenação.

(Com a Assessoria de Comunicação do TRE-RJ)

Dos 46 deputados do Rio apenas 28 votaram pela prisão de parlamentar extremista defensor da ditadura

Elizeu Pires

Valente por trás dos teclados, o "leão" Daniel Silveira ficou mansinho ao se defender: se disse "arrependido" e pediu desculpas Na iminência de ser presa pelo assassinato do marido a deputada  Flordelis, preferiu sair à francesa. Não votou contra nem a favor da prisão de Daniel Silveira, o parlamentar bombado que se mostra um leão por trás do teclado, mas ontem (19), na hora do aperto, se disse arrependido do discurso de ódio que fez nas redes sociais contra ministros do Supremo Tribunal Federal e da defesa do AI-5, um ato institucional da ditadura que fechou o congresso, cassou direitos e decretou os horrores do governo militar. Assim como ela ficaram em cima do muro os deputados Chris Tonietto e Sargento Gurgel (PSL), além de Gelson Azevedo (PL).

Câmara mantém a prisão do deputado Daniel Silveira, que na tentativa de se livrar da cana pediu desculpas pelos ataques

Elizeu Pires

"É preciso traçar uma linha entre a crítica contundente e a crítica democrática". A frase está no voto da relatora do processo que discutiu na noite desta sexta-feira (19), a manutenção ou não da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), decretada pelo Supremo Tribunal Federal. O relatório da Magda Mofatto (PL-GO), foi acatado por 363 parlamentares, que votaram pela permanência de Silveira na prisão, com um resultado de 364 votos contra Daniel, 130 a favor e três abstenções.