Justiça analisa pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí

Vicente Cicarino Rocha, que já presidiu a Câmara, está na lista dos denunciados pelo Ministério Público Eles são acusados de indicarem cabos eleitorais que recebiam salários sem trabalhar

A Justiça deverá se pronunciar esta semana sobre o pedido de prisão de seis vereadores de Itaguaí, feito na última sexta-feira pelo Ministério Público. Eles são acusados de indicar cabos eleitorais para ocuparem cargos de confiança na Prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Luciano Mota, que também teve prisão solicitada pelo MP, que fez o mesmo em relação ao ex-secretário municipal de Administração, Fuad Sacramento Zamot. Ao todo a promotoria denunciou 121 pessoas, entre elas 112 funcionários fantasmas que supostamente recebiam salário entre R$ 5 mil e R$ 15 mil sem efetivamente exercerem as funções.

Vereador de São Gonçalo pega 23 anos por fraude contra o SUS

Amarildo não terá direito de recorrer em liberdade Amarildo Aguiar, que também é policial civil, segundo o MPF, era um dos líderes de uma organização criminosa que atuava há 10 anos no município

Eleito em 2012 com 3.496 votos, o vereador Amarildo Vieira de Aguiar (PV) foi condenado pela Justiça Federal a 23 anos e dois meses de prisão e ainda terá de pagar uma multa de 2.250 salários mínimos. A sentença foi proferida pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho em processo criminal por corrupção, estelionato e formação de quadrilha movido pelo Ministério Público Federal. O MPF aponta o parlamentar como um dos líderes de uma a organização criminosa que fraudava pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) a clínicas particulares credenciadas, no município. “É evidente que esta forma de agir é totalmente incompatível com a continuação do exercício da função pública. Por esta razão, a prática de crimes de quadrilha, corrupção e estelionato contra o poder público municipal incompatibiliza seu autor com a continuação do exercício da função pública”, afirmou a magistrada, que ainda decretou a perda do mandato de vereador.

Morte de criança gera arrastão, quebra-quebra e incêndios em Magé

A empresa Trel, que explora as linhas municipais, recolheu a frota Médicos ficaram presos no hospital da cidade sob ameaça de invasão de bandidos

As equipes de plantão do Hospital Municipal de Magé ficaram presas no interior da unidade por mais de três horas, por conta do caos que tomou conta do centro da cidade na noite deste sábado, depois que uma criança de cinco anos morreu baleada em confronto entre bandidos que dominam o bairro Lagoa e policiais do 34º BPM. O alerta de ameaça de invasão do hospital foi dado por uma médica, que em mensagem enviada via whatsApp comunicou o fato ao marido e pediu orações aos membros de sua igreja. A morte da criança provocou uma onda de protestos nas proximidades do terminal rodoviário, onde pelo menos quatro ônibus foram incendiados. A tentativa de invasão do hospital ocorreu no momento em que os médicos atendiam dois homens baleados que para lá foram levados por policiais.

Coisas da política em Magé: sou, mas diferente

Pré-candidato adota postura de independência

     Eleito deputado estadual com 26.697 votos, pouco mais de 21 mil deles em Magé numa campanha carregada nas costas pela ex-prefeita Núbia Cozzolino e graças ao apoio maciço de seus familiares, o estreante Renato Cozzolino Harb é o pré-candidato do PR ao governo municipal e quem conhece os meandros da política local sabe que o percentual de votos obtido por ele em Magé expressa o patrimônio eleitoral que a família dele ainda conservaria na cidade e entende que sem esse cacife Renato sequer se arriscaria a uma disputa. Porém, não se sabe se por estratégia, um ano e um mês depois de sua posse na Assembléia Legislativa, no momento em que se prepara para uma possível nova candidatura, o sobrinho da polêmica ex-prefeita e filho da ex-deputada Jane Cozzolino tem dito a quem toca no assunto que ele é ele e os familiares, familiares...

Por onde anda o prefeito de Guapimirim?

Marcos Aurélio parece perdido numa "multidão" de problemas Marcos Aurélio não tem marcado ponto na Prefeitura nem sido visto nas ruas da cidade

De hábitos e vida simples, ainda residindo no imóvel que pertence a sua esposa, o prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio dos Santos, ao contrario da maioria dos que obtém poder na vida pública, não mudou de comportamento nem perdeu a timidez dos tempos em que era um dos motoristas dos caminhões do ex-prefeito Nelson Costa Mello, o Nelson do Posto. Ganhou a cadeira de presente duas vezes. A primeira em setembro de 2012, com a queda e prisão do prefeito Renato da Costa Mello Junior e um mês depois foi “reeleito”, graças aos votos e ao número 15 herdados de Ismeralda Rangel Garcia, que liderava as pesquisas de intenção de votos na disputa eleitoral daquele ano. O problema é encontrar Marcos Aurélio, que parece ter sido contaminado pela aversão a Prefeitura que seu antecessor tinha.

MP faz arrastão em Magé

     O ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes foi preso na manhã de hoje por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, que também estão atrás de outro ex-prefeito, Anderson Cozzolino, o Dinho e do ex-secretário de Obras Jefferson de Oliveira. A operação Terra Prometida foi montada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP para cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça a partir de inquérito que apurou supostos  crimes de peculato, fraude em licitação,  corrupção ativa, coação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, envolvendo a empresa FFM Terra Locadora de Veículos e Máquinas, que, segundo a promotoria, seria de Anderson Cozzolino, mas representada por Fábio Figueiredo Morais e Fabiana Dias Fernandes. De acorrdo com o MP, a FM Terra teve como “concorrente” no processo licitatório a empresa Ambiental do Futuro, que seria constituída por funcionários da rede de  postos de gasolina da família Cozzolino. Também estão sendo procurados pelos agentes Fábio Figueiredo e a ex-deputada estadual Jane Cozzolino.

Justiça acata denúncia contra assassinos do ex-prefeito de Macuco

Douglas Borges, segundo o Ministério Público, planejou a morte do ex-prefeito Rogério Bianchini (detalhe), que tinha a preferência do eleitorado para as eleições de 2016 Policial militar, vereador e ex-assessor foram denunciados pelo Ministério Público

O vereador Douglas Espíndola Borges, seu ex-assessor parlamentar Daniel Aleixo Guimarães e o policial militar David Carlos Alves Medeiros (lotado no batalhão de Niterói - 12º BPM), já são réus em processo no qual são acusados do  assassinato do ex-prefeito de Macuco, Rogério Bianchini, morto na manhã do dia 30 de abril, quando caminhava da academia de ginástica na qual se exercitava até a sua casa. Os três já se encontravam presos temporariamente e, se nenhuma decisão judicial for tomada em contrário, deverão aguardar o julgamento na prisão, pois, ao acatar a denúncia do MP o juízo da Vara Criminal de Cordeiro decretou a prisão preventiva dos acusados.

Ex-prefeito morto em Macuco era nome forte para 2016

O ex-prefeito Rogério Biachini era muito querido na cidade Rogério Bianchini foi assassinado no dia 30 de abril quando chegava em casa. Polícia diz que foi crime político

Uma vez vice-prefeito e duas vezes prefeito, o político Rogério Bianchini pode ter sido executado para não atrapalhar os planos de um grupo que estaria querendo garantir o poder a partir das próximas eleições. De acordo partidários dele no PMDB, legenda a qual Rogério era ligado, ele era o nome mais contado para o pleito de 2016. O crime já está praticamente esclarecido e ontem agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói prenderam Daniel Aleixo, em São Gonçalo, apontado pela Polícia Civil como o autor dos cincos disparos que mataram Bianchini. Daniel foi assessor do vereador Douglas Borges (PSC), que está sendo investigado, junto com o presidente da Câmara de Macuco, Frank Monteiro Lengruber (PSD). Frank é irmão atual prefeito, Felix Lengruber.

MPF prepara lançamento da campanha anticorrupção

O procurador Deltan Dallagnol falará sobre a campanha que será lançada no Rio no dia 7 de agosto A reunião preparatória vai acontecer nessa segunda na sede da Procuradoria da República, no centro do Rio

O procurador da República Deltan Dallagnol, membro da Força-tarefa da Operação Lava Jato, estará no Rio nessa segunda-feira, onde, ao lado da procuradora regional Mônica de Ré, do Núcleo de Combate à Corrupção, se reunirá com membros, servidores e estagiários do Ministério Público Federal. O encontro é parte da preparação do lançamento do projeto “10 Medidas contra a Corrupção” no estado do Rio de Janeiro, marcado para o dia 7 de agosto. A reunião será iniciada às 13h e vai acontecer na sede Procuradoria da República no Rio de Janeiro, localizada na Avenida Nilo Peçanha, 31, no Centro.

TCE endurece com diretores de escolas que não prestam conta sobre compra direta de merenda e os condena a devolver dinheiro

O conselheiro Marco Antonio Alencar foi o relator do processo do ex-diretor Maximiniano Antônio Gomes Gouveia Este ano o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), condenou dois ex-diretores de escolas da rede estadual de ensino a devolverem dinheiro aos cofres públicos, por não prestarem contas dos gastos com aquisição de merenda escolar usando dinheiro repassado diretamente as escolas para essa finalidade. A primeira decisão neste sentido tomada em 2015 aconteceu no dia 14 de maio, quando a corte de contas determinou que Arlindo Joventino Pereira, ex-diretor do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, localizado em Japeri, na Baixada Fluminense, devolvesse R$ 105.992,17 aos cofres públicos estaduais. Na sessão de ontem saiu a segunda decisão, com Maximiniano Antônio Gomes Gouveia, ex-diretor da Colégio Estadual Professora Terezinha Mello Gonçalves, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, condenado a devolver R$ 242.795,60, por não ter prestado contas dos recursos repassados pela Secretaria de Educação para despesas com a alimentação dos estudantes no ano de 2010.

Além desses dois processos já julgados, o TCE-RJ analisa vários outros e o mais emblemático deles foi concluído em 2013, quando uma ex-diretora do Colégio Estadual José Fonseca, localizado em Valença, no interior fluminense, foi condenada a devolver de R$ 708 mil ao estado, depois de já ter sido sentenciada pela Justiça a quatro anos de prisão, em processo no qual foi acusada de usar notas fiscais frias para comprovar os gastos. A ex-diretora recorreu contra a pena de prisão, mas a sentença foi mantida pelos membros da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em decisão proferida no dia 15 de março deste ano, seguindo voto do desembargador Marcus Quaresma Ferraz, relator do processo.