Escolha de ex-secretário de Saúde para integrar equipe de transição causa preocupação em Queimados: temor é que ele venha ser escolhido para comandar o setor na gestão que será iniciada em janeiro

Peclat teve o registro de candidatura indeferido por causa de pendências judiciais Uma escolha do prefeito eleito de Queimados, Glauco Kaizer, na formação da equipe de transição está causando polêmica no município, a de Abner Peclat Barboza, mais conhecido como Léo Peclat, que, segundo se comenta nos meios políticos da cidade, poderia vir a ser nomeado para comandar a Secretaria de Saúde, setor pelo qual sempre transitou, dentro e fora de Queimados, quando não diretamente, através de instituições registradas como filantrópicas.

É que Peclat – que se apresenta como gestor em Saúde e já foi secretário em Queimados e Japeri, é citado em ações de improbidade administrativa, e, inclusive, teve o registro de candidato a vereador impugnado por conta disso. Ao prestar depoimento na Justiça Federal, por exemplo, o empresário Luiz Antonio Vedoin – apontado como chefe da Máfia das Ambulâncias, desmontada pela Polícia Federal em 2006 com a Operação Sanguessugas – mencionou o nome de Abner como ligado às entidades filantrópicas Fazendo o Futuro e Alternativa Social, ambas sediadas em Queimados. As duas receberam juntas, R$ 280 mil do Ministério da Saúde, a partir de um esquema em 2000 para que a empresa de Vedoin, a Planan, vendesse ambulâncias superfaturadas a vários municípios.

Fornecedores estão temendo calote em Queimados: reclamam que “só alguns privilegiados” estariam recebendo

Faltando apenas 29 dias para o prefeito Carlos Vilela deixar o governo, fornecedores e prestadores de serviços estão temendo ficar no prejuízo em Queimados. A queixa é de que processos de pagamento estariam sendo selecionados, com a administração municipal privilegiando algumas empresas, quando deveria tratar a todos igualmente e pagar o que deve independente de quem seja o credor.

"As coisas estão muito difíceis, mas duvido que empresas amigas deixarão de receber. Quero, por exemplo, se a Prefeitura vai deixar de pagar o Centro Nefrológico, que tem entre seus donos o marido da chefe de gabinete do prefeito?", diz, revoltado, um empresário com notas a receber.

2020, um ano de derrotas para Max Lemos: mandato cassado e perdas em Queimados e massacre em Nova Iguaçu

 "Se arrependimento matasse, fulano já estaria morto". É isso que lideranças políticas da Baixada Fluminense estão pensando em relação ao deputado estadual Max Lemos (foto), que está a um passo de ser ex. Primeiro ele peitou o comando estadual do MDB para ser o candidato a prefeito da legenda em Nova Iguaçu. Não conseguiu, e resolveu se rebelar deixando o partido e ingressando no PSDB para poder concorrer. O troco veio logo: o partido foi à Justiça, que decretou a perda do mandato por infidelidade partidária, com ele se mantendo na cadeira por conta de recurso no TRE Fluminense. No último domingo vieram mais duas derrotas: Max foi detonado nas urnas pelo prefeito Rogério Lisboa e seu irmão Lenine ficou em terceiro lugar na corrida pela Prefeitura de Queimados.

O processo de infidelidade partidária foi julgado no dia 15 de julho deste ano e dez dias depois Max conseguiu que o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatasse recurso impetrado por ele contra o afastamento imediato, o que foi visto pela defesa de Max como uma importante vitória, pois, aposta, o processo só deverá ser analisado em plenário no segundo semestre de 2021. Aí ele ganha tempo, mas até quando?

Turma da arminha com a mão fica chupando dedo na Baixada

Soldados da tropa bolsonarista não arrumaram "nem para o café" nas urnas

Apoiado por Alana Passos, Major Rodrigues se apresentava como "o único candidato a prefeito bolsonarista de Queimados". Somou 5.511 votos Na noite dia 28 de outubro, numa conhecida pizzaria de Nova Iguaçu, um grupo de recém-eleitos pelo PSL comemorava a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Eufórico, um deles – o que parecia ser líder do grupo –, jogando a fumaça de seu charuto para o alto, não se conteve: "Vamos tomar a Baixada de assalto em 2020, eleger todos os prefeitos e a maioria esmagadora de vereadores". Se deram mal. O líder mais ainda, porque vai ter que gastar tempo e dinheiro para se defender das acusações de suposta participação nas fraudes da saúde estadual, no esquemão que derrubou a ele e o governador Wilson Witzel.

Trinta e quatro candidatos a prefeito em 24 cidades fluminenses terão votos computados separados, entre eles quatro tentam a reeleição

José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, prefeito de Rio Bonito, é candidato a reeleição pelo Solidariedade. O nome dele está nas urnas, ele pode ser votado, mas se os votos vão valer é outra história. Ele está com o registro indeferido e o status de dele na plataforma disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral é de "anulado sub judice", com ícone na cor laranja, enquanto o verde é a cor referente às candidaturas em situação regular, cujos votos serão contabilizados normalmente. Na mesma situação estão os prefeitos Paulo Dames, Casimiro de Abreu; Christiane Cordeiro, Carapebus e Washington Reis, de Duque de Caxias.

De acordo com a legislação, caso um candidato indeferido com recurso seja o mais votado, se o indeferimento da candidatura for mantido em julgamento transitado em julgado, a votação dele é anulada, e, consequentemente, todo o pleito. Nesse casos os eleitores tendo de retornar às urnas para um eleição suplementar, da qual o impugnado não poderá participar, por ter ido ele o causador da anulação do pleito.

Depois de acidente Justiça proíbe queima de fogos em eventos de campanha em Nova Iguaçu, onde três pessoas ficaram feridas

A Justiça Eleitoral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, proibiu a queima de fogos em eventos de campanha eleitoral no município. A medida de segurança foi tomada na tarde de ontem (8), depois de um acidente no bairro Jardim Tropical, durante a carreata promovida por um candidato a vereador. Dois homens e uma criança saíram feridos, tenso sido levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse.

Em nota a assessoria de imprensa do HGNI informou que a criança sofreu ferimentos leves e foi liberada logo após o atendimento. A nota revela, ainda, que um dos homens sofreu queimaduras em 15% de um membro inferior e fratura na mão direita, enquanto o outro teve 4,5% corpo queimados. Os permanecem internados e o estado deles é estável.

Prefeitos de Belford Roxo e Caxias lideram em suas cidades, mas qual dos dois vai levar a melhor em Queimados?

Com mais peso na balança eleitoral – segundo pesquisa do Ibope, que lhe confere 83% das intenções de voto – que Washington Reis, que tem 60% de acordo com a consulta do Virtus, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, estaria se movimentando também em Queimados, bem com o seu colega de Duque de Caxias, que, com menos roda na saia, apoia uma candidatura oposta a escolhida por Waguinho, que optou por Carlos Machado (DEM), numa atuação de bastidores que já está dando o que falar na cidade e gerando queixas.

É que na conta de Waguinho e de sua assessoria para esses assuntos, estão caindo as movimentações percebidas como esforço para enfraquecer a aliança em torno de Zaqueu Teixeira (PSD), que já teria perdido o DC e estaria quase ficando sem o PDT, por conta de manobras de bastidores e conversas ao pé do ouvido.

Postura do partido Solidariedade em Nova Iguaçu e Queimados passou a ser vista como resultado de “acordo de cavalheiros”

Boa parte dos candidatos a vereador sob legenda do Solidariedade em Nova Iguaçu ainda não engoliu a aliança com o PSDB, imposta pelo comando estadual quando o acordo seria formar em coligação com o PP e DEM em apoio a Rogério Lisboa.

Por conta disto alguns se recusam a carregar o nome de Max Lemos (PSDB), principalmente pelo fato de o Solidariedade ter lançado logo depois disso candidato próprio à Prefeitura de Queimados, o que passou a ser visto como forma indireta de ajudar a candidatura do governo naquela cidade.

Sucessão em Queimados: candidatura do ex-vice-prefeito é vista por adversários como linha auxiliar ao candidato do governo

Carlos Machado e Lenine Lemos participaram do mesmo governo e do mesmo grupo durante anos Com participação ativa no atual governo até o ano passado, inclusive com sua esposa comandando a Secretaria Municipal de Saúde, o agora candidato a prefeito de Queimados pelo DEM, Carlos Machado de Oliveira, está sendo visto pelos adversários como linha auxiliar do candidato da situação, Lenine Lemos, que concorre pelo PSDB. Os aliados do candidato Zaqueu Teixeira (PSD), por exemplo, dizem que Machado não bate no candidato apoiado pelo prefeito Carlos Vilela, e estaria alvejando apenas Zaqueu. "Está muito esquisito isso", afirmam.

Machado rompeu com o governo em dezembro de 2019, quando a esposa dele, Lívia Guedes, foi exonerada do cargo de secretária de Saúde. Oito meses depois, em agosto deste ano, ele anunciou ao elizeupires.com que estava renunciando o cargo de prefeito, para, segundo afirmou, descolar de vez sua imagem do governo e ser "configurado como oposição", pois, acreditava que maioria dos eleitores quer que a cidade seja governado por alguém de oposição. Só que a estratégia parece não ter dado certo, pelo menos aos olhos dos que o veem como linha de apoio.

Candidatura de Zaqueu Teixeira é homologada em Queimados: decisão confirma coligação de sete partidos

Em decisão tomada agora há pouco o juiz Luís Gustavo Vasques, da 138ª Zona Eleitoral (confira aqui), deferiu o registro de candidatura do delegado Zaqueu Teixeira à prefeito de Queimados, confirmando a chapa que trás o professor Luiz Eduardo dos Santos com o candidato a vice. A coligação "Queimado merece ser feliz" é formada por sete legendas, os partidos PSD, PDT, PL, DC, PMB, Patriota e Avante.

"Acabou a fake news. Minha candidatura e toda a coligação está aprovada pela Justiça Eleitoral", disse Zaqueu em relação aos boatos espalhados por adversários, dando conta de que ele não seria mais candidato porque toda a coligação tinha sido indeferida.