Vereadores de Japeri parecem desconhecer os limites da cidade e anunciam melhorias no quintal do vizinho

A função de um vereador é legislar e fiscalizar os atos do Poder Executivo. Eles não têm nada a ver com a realização de obras ou com nenhuma execução de serviços, o que é atribuição do governante. O máximo que podem fazer é uma indicação legislativa, o que serve apenas para apresentar ao eleitorado, pois isso não obriga a concretização do objeto indicado. Porém, ao que parece, alguns membros da Câmara Municipal de Japeri não sabem disso. Pior ainda, mostram desconhecimento sobre o próprio território.

Nos últimos dias, por exemplo, alguns membros da Casa foram para as redes sociais dizer que, ao lado da prefeita Fernanda Ontiveros (PDT), estavam viabilizando ações no entorno da Estrada RJ-127 para acabar com as inundações. O problema é que eles estavam no município de Seropédica, que, a exemplo de Queimados, faz divisa com Japeri.

Glauco Kaiser sofre sua primeira derrota: Professor Nilton Moreira é reeleito presidente da Câmara de Queimados

Os vereadores eleitos no último pleito de novembro tomaram posse nesta sexta-feira (1), na Câmara Municipal de Queimados. Até poucos instantes para o início da sessão, a disputa pela presidência da Casa fervia nos bastidores. E deu a experiência. Com 10 votos, professor Nilton Moreira Cavalcante foi reeleito, derrotando a candidata Cíntia Batista, que foi lançada de última hora pelo grupo do prefeito eleito Glauco Kaiser.

Até então, o vereador e empresário Jefferson Dias era o postulante ao posto pelo grupo que somou 7 vereadores. O prefeito Glauco Kaiser entrou na última semana na disputa. Nos bastidores, teria chegado a oferecer cargos no governo e até mesmo o posto de presidente a vereadores do outro lado, o chamado grupo dos 10, que se mantiveram firmes. Com a vitória, Nilton, que foi o vereador mais votado de Queimados pela segunda vez consecutiva, terá o mandato pelos próximos dois anos”.

Ano novo, vida nova: 2021 de esperança para 4,1 mil famílias de Queimados

Licitação da pavimentação de mais de 50 ruas foi realizada esta semana pela Cehab. Moradores do Paraíso, Roncador, Novo Eldorado e Luiz de Camões serão beneficiados

Um fim de ano com boas notícias para os moradores de Queimados. O Governo do Estado, através da Cehab (Companhia Estadual de Habitação), realizou na última segunda-feira (28), a licitação das obras de infraestrutura de pavimentação, contenção, drenagem pluvial, abastecimento de água e esgotamento sanitário dos bairros Paraíso, Roncador, Novo Eldorado e Luiz de Camões. As intervenções, que foram orçadas em cerca de R$60 milhões, devem ter início nos próximos 40 dias.

No mesmo dia da licitação, o Diretor-Presidente da Cehab, Roberto Peçanha, esteve em Queimados para conhecer de perto a realidade da população. Ao lado do Deputado Estadual Max Lemos e do prefeito Carlos Vilela, a comitiva conversou com moradores e falou sobre as intervenções no local: "Estamos muito felizes com esta conquista, certamente mudará a vida de cada morador da região. Quero parabenizar o Deputado Max Lemos e o prefeito Vilela, juntamente com toda sua equipe, pela dedicação para que esse projeto saísse do papel", ressaltou.

Prioridade de pagamento é questionada em Queimados: Alguns fornecedores e prestadores de serviços estão preocupados, e tudo indica que a nova gestão vai herdar muitas contas penduradas

O prefeito Carlos Vilela tem reputação de homem correto, e alguns credores acreditam que ele desconhece o que estaria se passando no governo Algumas empresas prestadoras de serviços e fornecedoras com contratos em vigência na Prefeitura de Queimados deverão ter dificuldades para fechar o ano com os salários dos funcionários e contas em dia. É que a gestão do prefeito Carlos Vilela, em alguns casos, estaria atrasando os compromissos desde agosto, com processos de pagamento ficando retidos na Secretaria de Fazenda e Planejamento, setor comandado por Fábio Cristiano da Silva, responsável por definir o que é prioritário ou não.

Os credores revelam que ainda não entenderam o critério para definir as prioridades. "Os serviços e os fornecimentos contratados são executados. As empresas cumprem com sua parte, e o mínimo que a Prefeitura tem que fazer é cumprir com a dela. No meu caso quero saber como faço para me encaixar nessa tal prioridade", diz um empresário que já perdeu a esperança de receber pelos serviços que sua firma já executou.

Irmã do prefeito eleito de Queimados foi secretária parlamentar no gabinete de Leonardo Picciani

Com o discurso de "oposição de verdade", o pastor Glauco Kaizer foi eleito prefeito em Queimados, na Baixada Fluminense, pelo Solidariedade. Sua vitória foi creditada aos votos dos que já estariam cansados de ver no poder o grupo ligado ao ex-deputado Jorge Picciani. Entretanto, pelo menos um membro da família dele foi contemplado com cargo dado por um dos Picciani tão execrados no município depois da prisão do chefe do clã.

Camila Barbosa Hoffman Kaizer de Azevedo, irmã de Glauco, ocupou a função de secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, no gabinete do então deputado Leonardo Picciani. Ela foi exonerada através do ato nº 8.284, publicado na edição de 3 de novembro de 2017 do Diário Oficial da União.

Escolha de ex-secretário de Saúde para integrar equipe de transição causa preocupação em Queimados: temor é que ele venha ser escolhido para comandar o setor na gestão que será iniciada em janeiro

Peclat teve o registro de candidatura indeferido por causa de pendências judiciais Uma escolha do prefeito eleito de Queimados, Glauco Kaizer, na formação da equipe de transição está causando polêmica no município, a de Abner Peclat Barboza, mais conhecido como Léo Peclat, que, segundo se comenta nos meios políticos da cidade, poderia vir a ser nomeado para comandar a Secretaria de Saúde, setor pelo qual sempre transitou, dentro e fora de Queimados, quando não diretamente, através de instituições registradas como filantrópicas.

É que Peclat – que se apresenta como gestor em Saúde e já foi secretário em Queimados e Japeri, é citado em ações de improbidade administrativa, e, inclusive, teve o registro de candidato a vereador impugnado por conta disso. Ao prestar depoimento na Justiça Federal, por exemplo, o empresário Luiz Antonio Vedoin – apontado como chefe da Máfia das Ambulâncias, desmontada pela Polícia Federal em 2006 com a Operação Sanguessugas – mencionou o nome de Abner como ligado às entidades filantrópicas Fazendo o Futuro e Alternativa Social, ambas sediadas em Queimados. As duas receberam juntas, R$ 280 mil do Ministério da Saúde, a partir de um esquema em 2000 para que a empresa de Vedoin, a Planan, vendesse ambulâncias superfaturadas a vários municípios.

Fornecedores estão temendo calote em Queimados: reclamam que “só alguns privilegiados” estariam recebendo

Faltando apenas 29 dias para o prefeito Carlos Vilela deixar o governo, fornecedores e prestadores de serviços estão temendo ficar no prejuízo em Queimados. A queixa é de que processos de pagamento estariam sendo selecionados, com a administração municipal privilegiando algumas empresas, quando deveria tratar a todos igualmente e pagar o que deve independente de quem seja o credor.

"As coisas estão muito difíceis, mas duvido que empresas amigas deixarão de receber. Quero, por exemplo, se a Prefeitura vai deixar de pagar o Centro Nefrológico, que tem entre seus donos o marido da chefe de gabinete do prefeito?", diz, revoltado, um empresário com notas a receber.

2020, um ano de derrotas para Max Lemos: mandato cassado e perdas em Queimados e massacre em Nova Iguaçu

 "Se arrependimento matasse, fulano já estaria morto". É isso que lideranças políticas da Baixada Fluminense estão pensando em relação ao deputado estadual Max Lemos (foto), que está a um passo de ser ex. Primeiro ele peitou o comando estadual do MDB para ser o candidato a prefeito da legenda em Nova Iguaçu. Não conseguiu, e resolveu se rebelar deixando o partido e ingressando no PSDB para poder concorrer. O troco veio logo: o partido foi à Justiça, que decretou a perda do mandato por infidelidade partidária, com ele se mantendo na cadeira por conta de recurso no TRE Fluminense. No último domingo vieram mais duas derrotas: Max foi detonado nas urnas pelo prefeito Rogério Lisboa e seu irmão Lenine ficou em terceiro lugar na corrida pela Prefeitura de Queimados.

O processo de infidelidade partidária foi julgado no dia 15 de julho deste ano e dez dias depois Max conseguiu que o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatasse recurso impetrado por ele contra o afastamento imediato, o que foi visto pela defesa de Max como uma importante vitória, pois, aposta, o processo só deverá ser analisado em plenário no segundo semestre de 2021. Aí ele ganha tempo, mas até quando?

Turma da arminha com a mão fica chupando dedo na Baixada

Soldados da tropa bolsonarista não arrumaram "nem para o café" nas urnas

Apoiado por Alana Passos, Major Rodrigues se apresentava como "o único candidato a prefeito bolsonarista de Queimados". Somou 5.511 votos Na noite dia 28 de outubro, numa conhecida pizzaria de Nova Iguaçu, um grupo de recém-eleitos pelo PSL comemorava a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Eufórico, um deles – o que parecia ser líder do grupo –, jogando a fumaça de seu charuto para o alto, não se conteve: "Vamos tomar a Baixada de assalto em 2020, eleger todos os prefeitos e a maioria esmagadora de vereadores". Se deram mal. O líder mais ainda, porque vai ter que gastar tempo e dinheiro para se defender das acusações de suposta participação nas fraudes da saúde estadual, no esquemão que derrubou a ele e o governador Wilson Witzel.

Trinta e quatro candidatos a prefeito em 24 cidades fluminenses terão votos computados separados, entre eles quatro tentam a reeleição

José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, prefeito de Rio Bonito, é candidato a reeleição pelo Solidariedade. O nome dele está nas urnas, ele pode ser votado, mas se os votos vão valer é outra história. Ele está com o registro indeferido e o status de dele na plataforma disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral é de "anulado sub judice", com ícone na cor laranja, enquanto o verde é a cor referente às candidaturas em situação regular, cujos votos serão contabilizados normalmente. Na mesma situação estão os prefeitos Paulo Dames, Casimiro de Abreu; Christiane Cordeiro, Carapebus e Washington Reis, de Duque de Caxias.

De acordo com a legislação, caso um candidato indeferido com recurso seja o mais votado, se o indeferimento da candidatura for mantido em julgamento transitado em julgado, a votação dele é anulada, e, consequentemente, todo o pleito. Nesse casos os eleitores tendo de retornar às urnas para um eleição suplementar, da qual o impugnado não poderá participar, por ter ido ele o causador da anulação do pleito.