Ex-juiz que quer governar o Rio aparece em vídeo falando sobre manobra feita por ele para receber gratificação indevidamente

Um vídeo (clique aqui) gravado durante uma palestra a juízes do Trabalho, mostra o candidato do PSC ao governo do estado do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson Witzel, falando sobre uma manobra – chamada por ele de "engenharia" para acumular um recebimento indevidamente. Com valor de R$ 4 mil mensais, a chamada "gratificação de acúmulo", é paga aos magistrados sem substituto e o jeito encontrado por Wilson, segundo ele mesmo afirma na gravação, é o substituto se afastar uns 15 dias por mês...

"Os juízes hoje estão recebendo auxílio moradia, auxílio alimentação, e a gratificação de acúmulo, que, na Justiça do Trabalho, eu sei que é muito mais difícil de receber, mas, na Justiça Federal, praticamente todos os juízes recebem. A gratificação de acúmulo, que é de quatro mil reais. Eu recebo, expulsei o juiz substituto da minha Vara, disse 'Ô, negão, ou você vai viajar lá pra ficar um ano fora, ou eu vou te expulsar da Vara'. (Risos) Brincadeira, adoro meu juiz substituto. Mas, se ele ficar, eu não recebo. Aí a gente fez uma engenharia... Todo mês, 15 dias por mês, o juiz substituto sai da Vara", relata Wilson na gravação.

Negada prisão domiciliar a Núbia Cozzolino

Ex-prefeita de Magé foi denunciada por fraude processual

O desembargador Henrique de Andrade Figueira, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou neste sábado o pedido de liberdade ou prisão domiciliar feito em favor da ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, presa desde a última quarta-feira (10). A defesa de Núbia alegou que ela precisaria de cuidados especiais, por estar acometida de câncer, ser diabética e ter problemas cardíacos. O pedido duplo foi apresentado pelo advogado Felipe Drumont. Núbia foi levada do Fórum de Magé para a Polinter, de lá para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio e, depois, para Bangu. 

Legado de Marielle: assessoras são eleitas para Assembleia do Rio

Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco assumirão em 2019

Há quase sete meses, "Marielle vive" se tornou palavra de ordem pelas ruas do Rio de Janeiro. Agora, a palavra também ganha o Parlamento estadual. Vindas de comunidades da periferia da zona norte da capital fluminense, três assessoras diretas da vereadora, assassinada em março, assumirão em 2019 mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Eleitas no último domingo (7), Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco (foto) farão parte da bancada do PSOL e prometem dar prosseguimento ao trabalho de defesa dos direitos humanos. Se Marielle não tivesse sido executada, talvez nenhuma das três teria se candidatado. Elas contam que já tinham pensado em se candidatar no futuro, mas o projeto foi antecipado com a morte de Marielle Franco. "Era uma coisa pensada talvez para o horizonte de 2020, com uma construção gradual, como tem que ser. A execução da Marielle precipita esse processo", conta Mônica.

TJ de Goiás devolve comando nacional do PHS a Marcelo Aro, pondo ‘água no chope’ da família Matos, em São João de Meriti

 

O deputado Marcelo Aro, do PHS de Minas Gerais, voltou ao comando nacional do partido. Ele havia perdido a presidência da legenda em medida liminar concedida no dia 24 de setembro a seu adversário, Eduardo Machado. O retorno de Aro é garantido por uma decisão tomada nesta quarta-feira (3) pelo desembargador Guilherme Gutemberg Isac Pinto, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás. Com essa decisão a presidência do PHS no estado do Rio de Janeiro permanece com o prefeito de São João de Meriti, João Ferreira Neto, o Dr. João, o que significa 'água no chope' do ex-prefeito Sandro Matos – aliado de Machado –, que  mesmo filiado ao PSD disse que as candidaturas lançadas pelo PHS no Rio seriam revistas, declaração recebida como indireta para o vice-prefeito da cidade, Gelson Azevedo, candidato a deputado federal pelo PHS e membro do grupo de Aro.

A hora do compromisso (Editorial da Folha de São Paulo)

Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das urnas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, no entanto. Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.

Jair Bolsonaro, do PSL, tem lançado suspeição infundada sobre o sistema eletrônico de votação. Estimula paranoias de manipulação, mas apenas para o caso de não ser ele o vencedor do certame.

Defensoria Pública da União e advogados vão ajudar atuando nas audiências de custódia nos casos de detidos por crime eleitoral

Em reunião com o presidente do TRE fluminense, desembargador Carlos Eduardo da Fonseca Passos, foi definido que membros da Defensoria Pública da União (DPU) e advogados eleitorais vão atuar nas audiências de custódia que serão realizadas para os casos de pessoas presas por prática de crime eleitoral nos dias do pleito. Segundo o desembargador, a cooperação será feita nas sedes de Campos, no Norte do estado; em Volta Redonda, na região Sul e na capital. Fonseca Passos exaltou o espírito público dos advogados. "Agradeço a cooperação dos senhores advogados”, afirmou.

De acordo com resolução aprovada pelo TRE-RJ, para prisões efetuadas nos dias de eleição no primeiro e eventual segundo turnos, as audiências de custódia serão realizadas exclusivamente nos municípios do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Volta Redonda, nas sedes dos correspondentes juízos estaduais.