Justiça manda Meriti regularizar salários

O prefeito Sandro Matos tropeçou nas contas e os servidores não tem como quitar suas dívidas Decisão contempla apenas os servidores do setor de Saúde

O juízo da 3ª Vara Cível de São João de Meriti atendeu pedido da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I e concedeu liminar para que o prefeito Sandro Matos (PDT) regularize o pagamento dos salários dos servidores da rede de Saúde do município. Na decisão está a exigência da publicação oficial do quadro de agentes públicos da área, em virtude da exoneração de 961 dos 2.272 servidores do setor feita em outubro.

Crise deixa servidores de Meriti sem Natal e sem esperança…

Os servidores tem protestado muito nos últimos dias, mas contam apenas consigo mesmos ...mas o clima na Câmara de Vereadores parece ser de festa permanente 

O caos que toma conta do município de São João de Meriti, afetando principalmente os servidores e os serviços básicos, parece nada representar para os vereadores da cidade. Embora o Ministério Público já tenha tomado providências, instaurando inquérito e acionando a Justiça, os "representantes do povo" limitaram-se a um pedido de informações sobre o atraso no pagamento dos salários do funcionalismo e descartam qualquer iniciativa mais firme. Se os servidores acumulam dívidas e estão diante do pior fim de ano de suas vidas, os vereadores parecem viver em outra cidade, em um lugar sem problemas de qualquer natureza. Ainda em clima de festa pela recente eleição para o cargo de presidente da Câmara Municipal, o vereador Carlos Alberto Rodrigues, o Bebeto (PHS), se mostra mais preocupado em agradar ao prefeito Sandro Matos (PDT), que em procurar saber o que de verdade está acontecendo no município, apurando os fatos e as responsabilidades.

Números desmentem o prefeito de São João de Meriti

Problemas seriam causados por má gestão e não por redução de recursos

Os orçamentos aprovados para o município de São João de Meriti são crescentes, com previsão de receita variando para cima, sem registrar de fato, nos últimos quatro anos, nenhuma queda abrupta suficiente para justificar o caos financeiro instalado na administração municipal desde o inicio de 2014, mas essa é a desculpa que o prefeito Sandro Matos (PDT) e sua equipe de gestão vem usando toda vez que os servidores decidem protestar pelo atraso no pagamento dos salários e contra as precárias condições de trabalho. Os repasses federais, por exemplo, que segundo o prefeito teriam sido reduzidos em porcentuais preocupantes, ao contrário, tem sido maiores que o total registrado em 2009, primeiro ano do mandato de Matos, que foi de R$ 123.099.636,28. Para se ter ideia, só nos primeiros seis meses de 2014 os recursos federais somaram R$ 165.621.048,30, com previsão de atingir a soma de pelo menos R$ 210 milhões até o fim do ano, o que derruba a argumentação de que os repasses estariam caindo drasticamente a cada ano. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, os números dos repasses feitos ao município de São João de Meriti oscilam, é verdade, mas registram um aumento considerável desde o primeiro ano da atual gestão.

E o salário de setembro, prefeito?

Prefeitura de São João de Meriti paga outubro com atraso e pula o mês anterior

Com o futuro incerto, sem saber se conseguirão fazer as compras de Natal, uma vez que não há menor garantia de que receberão o 13º salário, os servidores da Prefeitura de São João de Meriti foram surpreendidos ontem com um aviso na Secretaria de Administração, dando conta de que só receberiam o contra cheque de outubro, pois o mês de setembro não seria pago e eles nem sabem quando receberão. Desde março os vencimentos sendo pagos com atraso, o funcionalismo municipal começou a receber ontem o salário de outubro e achava que receberia também o pagamento de setembro, mas depararam com o aviso no setor onde os contra cheques são distribuídos.

Multas aplicadas por GMs da Baixada podem ser anuladas

Efetivo irregular compromete atividade dos guardas municipais na região

Nada mais e nada menos que 753 agentes da guarda municipal de Itaguaí não poderiam nem estar fardados nas ruas e muito menos atuar na fiscalização do trânsito na cidade, pois não são concursados e não têm poder para isso, mas essa corporação, que tem apenas nove funcionários efetivos, é uma das que mais multam no estado.  A mesma irregularidade, embora em menor proporção, é verificada na guarda municipal de Nilópolis, que até blitz na Via Light, uma estrada estadual que sequer passa por dentro daquela cidade, costuma fazer.

Desse jeito salas de aula acabarão vazias na Baixada

Número de profissionais de ensino em licença médica aumenta a cada dia na região. Em Guapimirim o que preocupa são os atestados

Os profissionais das redes municipais de ensino das cidades que formam a Baixada Fluminense sãos os que mais reclamam dos baixos salários e das condições de trabalho e, são, também, os que mais licenças tiram. Novembro ainda está na metade, mas a Secretaria de Administração de Belford Roxo já concedeu este mês 63 licenças para tratamento médico, tendo registrado 53 no mês anterior. De acordo com levantamento feito junto às prefeituras, Belford Roxo é a cidade da Baixada Fluminense onde os professores mais adoecem. Nos 13 primeiros dias de novembro também foram concedidas três licenças sem vencimento, 11 licenças prêmios, duas para casamento e 11 licenças nojo (ausência do serviço permitida por até oito dias consecutivos, em decorrência de falecimento de parente do servidor). Para a psicóloga Ângela Maria Fagundes, a causa de tantos pedidos de licença para cuidar da saúde pode estar no stresse do dia a dia, uma carga de tensão que pode afetar a saúde de qualquer ser humano.

Vereadores de Paracambi também passeiam com dinheiro do povo

A viagem de nove vereadores de Paracambi, assessores e secretários do governo do município a Foz do Iguaçu, supostamente para participarem de conferência sobre riscos fiscais e despesas orçamentárias na cidade turística do estado do Paraná, será investigada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Assim que os viajantes retornarem o presidente da Casa, o vereador Laércio Alves, terá de apresentar o processo administrativo gerado para custear as despesas e justificar a viagem, esclarecendo se a ida dos nove membros do Poder Legislativo local e assessores foi mesmo necessária.

Na quarta-feira uma equipe de auditores que fazia  inspeções na Prefeitura foi deslocada pelo presidente do Tribunal de Contas, Jonas Lopes, para colher as primeiras informações sobre a viagem e deverá retornar nos próximos dias para prosseguir com a apuração.  O TCE-RJ decidiu endurecer com as câmaras municipais a partir da revelação pela imprensa de que 20 vereadores de São João de Meriti, dois suplentes e sete acompanhantes foram à João Pessoa entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, supostamente para participarem de um curso de capacitação realizado em um hotel de luxo na Praia do Cabo Branco, na capital paraibana, gastando R$ 107 mil, usando recursos públicos quando servidores estão com salários atrasados.

Vereadores serão obrigados a coçar os bolsos

Gastos com viagens para congressos e cursos serão alvo de ações para ressarcimento dos cofres públicos

Japeri é o município mais pobre da Baixada Fluminense, mas estimativas apontam que, nos últimos cinco anos pelo menos R$ 150 mil podem ter siso gastos por membros da Câmara Municipal em viagens para cidades do Norte e Nordeste do país sob a justificativa de participação em congressos e cursos de capacitação. Essas despesas, feitas com a mesma justificativa por vereadores de todo o estado do Rio de Janeiro nos exercícios de 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014 serão objetos de auditoria por parte do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que quer saber se realmente os vereadores que viajaram sob essa motivação, participaram dos eventos e se os tais congressos e cursos de capacitação foram pertinentes ao exercício do mandato e se a participação dos vereadores fora realmente necessária. No caso de irregularidades o tribunal vai decidir pelo ressarcimento e os vereadores serão obrigados a devolver o que gastaram.

Servidores querem MP investigando passeio de vereadores de Meriti

Vinte e nove “bonitinhos” passaram fim de semana em paraíso à custa do contribuinte de uma cidade falida e tomada por mazelas

Depois da auditoria anunciada ontem pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), para apurar os gastos com uma viagem de três dias a João Pessoa, o Ministério Público também será acionado para saber o que, de fato, 20 vereadores, dois suplentes e sete acompanhantes foram fazer na Praia do Cabo Branco. Eles viajaram na última sexta-feira e retornaram segunda-feira, deixando a conta de cerca de R$ 110 mil para o contribuinte de São João de Meriti pagar. A Promotoria de Tutela Coletiva deverá ser acionada nessa quarta-feira por um grupo de servidores do município, revoltados com o que chamam de abuso dos “representantes” do povo.