Saúde de Porto real está ‘’doente’’

Paciente com bolsa fecal estourada é exposto a constrangimento no hospital da cidade

O sistema de saúde de Porto Real, ao que tudo indica, está mesmo em estado terminal. Esta semana, um paciente sofreu constrangimento, e risco de contaminação, ao buscar atendimento no Hospital Municipal São Francisco de Assis. O idoso teria dado entrada por volta das 15h30 por causa do rompimento de sua bolsa fecal, um acessório de baixo custo, mas essencial para o tratamento de doenças do aparelho intestinal. Até o início da noite o doente encontrava-se sobre uma maca suja de fezes e sem o atendimento necessário, o que causou revolta na população que pede providências ao Ministério Público, já que a cidade estaria sem comando há algumas semanas por causa da ausência do prefeito Jorge Serfiotis e a vista grossa do presidente da Câmara de Vereadores, Gilberto Caldas, que já recebeu uma denúncia formal, mas tomou nenhuma providência.

UPA de Comendador Soares foi reaberta, mas não funciona direito…

... por falta de medicamentos e materiais básicos, mesmo a atual gestão já tendo pago R$ 8,6 milhões a fornecedores e ter feito uma licitação de R$ 47 milhões para abastecer a rede de saúde

Os moradores da localidade de Comendador Soares, que há dez dias comemoraram a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, estão decepcionados. É que a UPA foi reativada, mas a Secretaria Municipal de Saúde esqueceu do essencial: remédios e materiais de consumo, isso apesar de o município ter feito uma licitação no valor total de R$ 47 milhões para abastecer a rede e já ter pago, de janeiro até hoje R$ 8,6 milhões a doze fornecedores de remédios e insumos. De acordo com algumas lideranças comunitárias locais, em uma semana o número de mortes teria superado o total registrado nos últimos dois, o que se ficar comprovado, terá de ser cobrado da administração municipal, que embora tenha novos gestores há mais de quatro meses, continua responsabilizando o governo anterior por tudo de ruim que acontece no município. De acordo com reclamações de usuários da rede de saúde administradas pela Prefeitura, a falta de medicamentos é uma realidade em várias unidades, problema para o qual a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores parece não estar nem aí. Com a palavra o prefeito Rogério Lisboa, o secretário Hildoberto Carneiro de Oliveira e os representantes do Ministério Público no município.

Porto Real paga caro pelo transporte de estudantes

A Prefeitura vai pagar mais de R$ 725 mil em três meses a uma empresa para usar o serviço de outra. Já que o contrato foi feito sem licitação não sairia mais barato fazer a locação direto com a dona dos ônibus? Contrato firmado pela Secretaria de Educação é de R$ 725 mil por apenas três meses de serviço. No ano passado o Tribunal de Contas suspendeu licitação por causa do valor absurdo

Ao que parece, de nada adiantou o puxão de orelhas dado pelo Tribunal de Contas do Estado, quando, no ano passado, determinou a suspensão de uma licitação que tinha como objeto a contratação do transporte para dos estudantes universitários de Porto Real para três cidades vizinhas. Isso aconteceu em abril, quando a então prefeita Maria Aparecida Rocha, a Cida, pretendia pagar R$ 2,6 milhões pelo aluguel de seis ônibus pelo período de um ano, o que daria R$ 440 mil por veículo. Agora, alegando emergência, a Prefeitura resolveu contratar o serviço sem licitação junto à empresa JH de Paula Transporte e Turismo, que vai receber R$ 725.944,56 em três meses, o que chegaria a mais de R$ 2,9 milhões se o compromisso fosse firmado pelo prazo de 12 meses. Além da alegada emergência e do valor ainda maior que o questionado pelo TCE, chama a atenção o fato de o contrato ter sido feito com uma empresa e os veículos locados pertencerem a outra, o que sugere que se a locação tivesse sido feita diretamente com a dona dos ônibus o custo final poderia ser menor.

Educação Inclusiva é ampliada em Rio das Ostras

O projeto funciona também na Escola Estadual Municipalizada Fazenda da Praia também (Foto: Mauricio Rocha) Programa ganha duas novas salas de recursos multifuncionais

A Secretaria Municipal de Educação está ampliando o número de salas de recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência. Este já ano foram abertas duas novas salas, totalizando 27, que são frequentadas por 520 estudantes no contraturno, atendidos com jogos educativos e matérias específicas para estimular o aprendizado. “Nossa meta é ter salas de recursos multifuncionais em todas as nossas 45 unidades. Enquanto não conseguimos isso, os alunos que estudam em escolas que não têm salas se descolam para a unidade mais próxima que conte com esse atendimento”, explica Eni Faria, uma das coordenadoras de Educação Inclusiva.

Paracambi faz milagre com o pouco que tem

Cidade com a menor receita da Baixada Fluminense leva tudo na ponta do lápis

Quando, no dia 1º de janeiro única mulher eleita prefeita na Baixada Fluminense no pleito de 2016 assumiu a Prefeitura de Paracambi, Lucimar Cristina da Silva Ferreira (foto) estava preparada para encarar um grande desafio pela frente, mas não imaginava que a situação estivesse tão ruim e que as dívidas que iria ter de administrar fossem tão altas. Hoje, 111 dias desde a sua posse, a prefeita tem plena noção da “furada” em que se meteu, mas já comemora alguns resultados e o faz como quem tem que levar as contas na ponta do lápis para que o pouco que entra nos cofres da municipalidade não fique ainda menor. Com cerca de 52 mil habitantes, Paracambi tem a menor receita da região e está arrecadando atualmente bem menos que no ano passado. Os repasses intergovernamentais, por exemplo, somaram R$ 13.849.690,32 nos primeiros três meses da gestão de Lucimar, quando a expectativa era de pelo menos R$ 18 milhões. Se a receita é pequena, o rombo nas contas é enorme: dívidas no total de cerca de R$ 100 milhões.

Ação questiona nepotismo em Saquarema

Além do marido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, Manoela Peres nomeou dois cunhados para compor o governo Afastamento do marido da prefeita vai ser analisado pela Justiça, mas a prática do nepotismo no município vai além da nomeação dele para comandar a Secretaria de Governo

Está tramitando na 1ª Vara da Comarca de Saquarema o processo 0000723-44.2017.8.19.0058, no qual está sendo pedido o afastamento do ex-prefeito Antonio Peres do cargo de secretário de Governo. Peres, que é marido da prefeita Manoela Ramos de Souza Gomes Alves, a Manoela Peres (PTN), teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, e 30 dias antes do pleito foi substituído pela esposa. Para que Peres pudesse a Câmara de Vereadores, a pedido do governo, revogou uma lei municipal que vedava a nomeação em cargos de confiança de pessoas inelegíveis.  No processo só está sendo questionada a presença de Antonio Peres no governo, mas há pelo menos mais dois membros da família no primeiro escalão: Ana Amélia Alves Quintanilha (chefe de Gabinete) e Antonio Francisco Alves Neto, o ex-vereador Chico Peres (Procurador Geral), são irmãos do ex-prefeito e, consequentemente, cunhados da prefeita.

Empresa que derrubou secretário será investigada em Rio das Ostras

Marcelino Borba disse ter comido uma nota fiscal relativa aos serviços da terceirizada da Saúde no mês de janeiro Nota atestada em favor da terceirizada na Saúde tinha “gordura” de R$ 255 mil

Com um contrato de cerca de R$ 14 milhões renovado sucessivamente na gestão do prefeito Alcebíades Sabino através de termos aditivos, a empresa Mississipi Empreendimentos – responsável pelo fornecimento de mão de obra terceirizada para a limpeza do hospital municipal e do pronto socorro de Rio das Ostras – terá de explicar porque não têm pago com regularidade os salários dos trabalhadores. Providências nesse sentido estão sendo tomadas pela Câmara de Vereadores, que quer saber quanto a empresa recebeu do município nos últimos quatro anos e se a Mississipi tem recolhido as contribuições previdenciárias e o Fundo de Garantia dos funcionários. A relação entre a terceirizada e governo ficou balançada a partir de fevereiro, quando uma nota fiscal de R$ 650 mil atestada no curto período do vereador Marcelino Borba como secretário de Saúde, teve o valor questionado pelo prefeito Carlos Augusto Balthazar, que depois de analisar a medição relativa aos serviços prestados no mês de janeiro mandou pagar o total de R$ 395 mil. O mais estranho é que ao ser questionado sobre o destino da fatura atestada em sua gestão, o ex-secretário respondeu de forma inesperada: “Comi!”

“Novo Olhar” recomeça na Baixada por Belford Roxo

Segundo o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, eventos semelhantes seráo realizados para ampliar o leque de atendimento Programa que garante exames oftalmológicos, doação de óculos e realiza cirurgias de catarata é desenvolvido em parceria entre os governos estadual e municipal

Retomado este ano pela Fundação Leão XIII - órgão do governo estadual -, o Programa Novo Olhar retornou à Baixada Fluminense através de uma parceria com a Prefeitura de Belford Roxo, onde durante este sábado, atendeu 500 moradores do bairro Shangri-lá, em mutirão organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. Os que fizeram exame vão receber seus óculos nos próximos dias e a Secretaria Municipal de Saúde aproveitou o momento para aplicar mil doses de vacina contra a e febre amarela. Segundo o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, eventos semelhantes deverão ser levados a outras comunidades, para ampliar o leque de atendimento.

Ação federal tira o sono do prefeito de Casimiro de Abreu

Processo por improbidade administrativa cobra devolução de R$ 8,6 milhões

Condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver cerca de R$ 10 milhões aos cofres da Prefeitura sem ter ressarcido a municipalidade em um centavo sequer até agora, o prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames (foto) vem perdendo o sono ultimamente. É que processos judiciais movidos na justiça estadual contra ele voltaram a andar e um deles, segundo um advogado que acompanha as ações, pode vir a abreviar o quarto mandato de Dames e abrir as portas para o vice-prefeito Adair Abreu, o Kinha. Porém como dizem por ai, o “órgão” mais sensível do ser humano é o bolso e sendo assim o que estaria causando insônia mesmo é um processo que tramita na Vara Federal de Macaé, no qual o Ministério Público Federal está pedindo a condenação dele por improbidade e a devolução de R$ 8,6 milhões (valor sem correção), pela contratação de uma empresa para fazer o transporte escolar.

Mesquita contrata cooperativa por R$ 38 milhões sem licitação

Instituição responde a dezenas de ações por não pagar direitos aos trabalhadores

Embora acumule dezenas ações trabalhistas por não pagar direitos devidos a contratados por ela e colocados à serviços de órgãos públicos, a maioria no município de Saquarema, a Cooperativa Central de Trabalho (Cootrab) assinou quatro contratos com a Prefeitura de Mesquita para fornecer mão de obra aos setores de saúde, educação e limpeza pública, recebendo por isto o total de R$ 38.597.954,28. Firmados sem licitação, os contratos tem duração de 180 dias, com um custo mensal de R$ 6.432.992,38. Sob alegação de “grave situação emergencial”, o prefeito Jorge Miranda (foto) - que ainda não decidiu nada sobre o pagamento dos salários atrasados cobrados por funcionários temporários -,  autorizou os contratos 004, 005, 006 e 007 só tiveram seus extratos publicados no dia 16 deste mês, com data retroativa a 1º de fevereiro.