Todo mundo teme todo mundo na disputa eleitoral de Silva Jardim: pedidos de impugnação e denúncia de abuso chegam à Justiça

Zilmara Brandão, Jaime Figueiredo e Valber Tinoco disputam no voto e na Justiça Pequena no tamanho e grande em confusão. A cidade de Silva Jardim – no interior do estado do Rio de Janeiro –  está atolada em problemas, a Prefeitura mal consegue pagar os salários dos servidores, mas tem gente se engalfinhando para administrar o município até 31 de dezembro deste ano, uma gestão de pouco mais de sete meses, considerando que o escolhido no pleito suplementar marcado para o dia 8 de março só deverá tomar posse na segunda quinzena de abril. A disputa por lá já começou quente e pedidos de impugnação de candidaturas tramitam na 63ª Zona Eleitoral.

Prefeito interino e candidato pelo PROS, Jaime Figueiredo foi o primeiro a "comprar" briga. Entrou na Justiça contra a candidata do PL, Zilmara Brandão. Alegou ter sido excluído da legenda pela qual ela disputa a Prefeitura para evitar um confronto em convenção. Dias depois ele levou o troco: o advogado Paulo Mazei, que representa o PSD, entrou com pedido de impugnação contra ele, e também com uma representação por abuso de poder político e econômico. A gestão do interino é acusada de fazer propaganda em período vedado.

Disputa por legenda gera pedido de impugnação em Silva Jardim: chapa encabeçada por prefeito interino quer derrubar candidata do PL

Zilmara ganhou a vaga logo depois de expulsão sumária Representando a chapa encabeçada pelo prefeito interino de Silva Jardim – formada para disputar a eleição suplementar marcada para o dia 8 de março –, o advogado Tiago Santos representou junto ao juízo da 63ª Zona Eleitoral para tentar impugnar a candidata do PL, Zilmara Brandão (foto). A alegação é de que Jaime Figueiredo, que se abrigou no PROS para concorrer no pleito, teria sido expulso de forma irregular do PL, para que Zilmara pudesse ter seu nome confirmado na convenção do partido.

De acordo com a representação, Jaime foi comunicado de sua expulsão no dia 15 de janeiro pelo comando estadual do PL, o que, segundo o advogado, demonstra que o partido que o partido já teria escolhido previamente Zilmara. Na representação o advogado destaca que o ato de expulsão se deu logo o prefeito interino ter apresentado o seu nome como pré- candidato.

Silva Jardim: prefeita cassada decide disputar eleição suplementar

Sete chapas foram registradas pela Justiça Eleitoral

Cilene vai tentar recuperar a cadeira que lhe foi tirada em outubro Afastada no cargo em outubro do ano passado com o trânsito em julgado da ação que lhe tirou o mandato, a ex-prefeita de Silva Jardim, Maria Dalva do Nascimento, a Cilene, vai disputar a eleição suplementar marcada para o dia 8 de março. Sua candidatura é possível pelo fato de não ter sido ela quem deu causa à ação judicial que lhe tirou a cadeira. Ela terá como companheiro de chapa Marcos Antônio Nascimento, o Marquinho Caranga, concorrendo pelo Solidariedade. Também está na disputa o prefeito interino Jaime Figueiredo (PP), que tem a presidente interina da Câmara de Vereadores, Marcilene Xavier, como vice.

Previdência de Silva Jardim continua em situação irregular e sem receber prestações de acordo de parcelamento de contribuições retidas

A Prefeitura de Silva Jardim vem deixando a desejar com a previdência municipal e com os servidores Em dezembro a presidente do órgão previdenciário dos servidores de Silva Jardim, Rosilane Brum, afirmou em sua rede social que o ano de 2019 estava sendo encerrando "com rentabilidade muito satisfatória", fruto, segundo ela, "de muito trabalho, estudo, dedicação de todos os envolvidos". Só que em relação ao Certificado de Regularidade Previdenciária nada mudou. O CRP está vencido desde o dia 16 de setembro de 2017, e, para piorar a situação, a Prefeitura parou de pagar as mensalidades de um acordo de parcelamento de um débito de R$ 2,8 milhões, acumulado com a retenção das contribuições patronais.

Pelo que consta no Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (CADPREV), a última parcela paga do acordo 00061 – firmado no dia 19 de janeiro de 2017 para quitar em 60 meses uma dívida de R$ 2.838.302,15 – é número 026, que venceu em  28 de março do ano passado e foi quitada no dia 4 de abril, com um pagamento no total de R$ 57.515,03.

Silva Jardim vive dias de nada: cidade está parada e os servidores não têm mais dia certo para receber

Jaime Figueiredo está há menos de três meses no cargo, mas a insatisfação já é grande Há quase três meses no cargo, o prefeito interino de Silva Jardim, Jaime Figueiredo, ainda não se encontrou no cargo – no qual deve ficar até o final de abril, quando o governante a ser eleito no dia 8 de março deverá assumir o governo –, mas já depara com a insatisfação geral na cidade, que há algum tempo vem enfrentando a incerteza gerada pela má-gestão.

O clima entre o governo e os servidores está a cada dia pior, assim como moradores, comerciantes e lideranças reclamam da estagnação que afeta um dos menores municípios do estado do Rio de Janeiro. O funcionário não tem mais dia certo para receber salário e a fila de exonerados aguardando o pagamento de verbas rescisórias só tem feito aumentar. Jaime anunciou que vai pagar primeiro os efetivos, esquecendo quem alguns setores da administração municipal os "carregadores de piano" são funcionários contratados, muitas das vezes tratados com indiferença.

PL tem dois nomes para uma vaga na eleição de Silva Jardim e prefeito interino estaria se esforçando para ficar com ela

Zilmara acredita ter a preferência no partido, mas Jaime - mesmo com uma caneta com pouca tinta nas mãos - acha que tem cacife suficiente para entrar na disputa Os partidos interessados em disputar a eleição suplementar para a escolha de prefeito e vice em Silva Jardim, marcada para o dia 8 de março, tem entre os dias 22 e 26 deste mês para realizarem as convenções que definirão os nomes dos candidatos, mas no Partido Liberal a disputa começou há dois meses.

O PL é a sigla adotada pelo extinto PR, legenda pela qual a ex-vereadora Zilmara Brandão concorreu à Prefeitura em 2016 e ficou na segunda colocação. Ela e seus apoiadores juram que a vaga é dela, mas o vereador Jaime Figueiredo, prefeito interino, depois de tomar o gostinho do poder, apesar de ter em mãos uma caneta com pouca tinta, resolveu entrar na jogada e vem trabalhando por fora para ser ele o nome a ser levado à convenção, o que só ele e seus nomeados no curto governo acreditam que pode acontecer.

Eleitores de Silva Jardim voltam às urnas em março: regras da eleição suplementar serão publicadas nesta sexta-feira

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro marcou para o dia 8 de março a eleição suplementar para escolha de novos prefeito e vice para o município de Silva Jardim, no interior do estado. A votação acontecerá porque a chapa Anderson Alexandre/Cilene (Maria Dalva Nascimento) foi cassada por abuso de poder político e econômico no pleito de 2016.

As regras da eleição suplementar estão na Resolução TRE-RJ 1.112/19, que será publicada na edição desta sexta-feira (29), do Diário da Justiça Eletrônico. Os eleitos serão diplomados no dia 30 e a posse deverá ocorrer, no máximo, uma semana depois. Poderão participar todos os eleitores inscritos na 63ª Zona Eleitoral até o dia 9 de outubro.

Prefeita cassada de Silva Jardim pagou verbas rescisórias do marido e de dois secretários ignorando fila de espera

Cilene pagou o marido em maio e a dois colaboradores em agosto "Quando notei o valor na minha conta entrei em contato com servidores pra que me orientem quanto ao estorno, pois sabedora que sou do planejamento quanto ao pagamento dos funcionários, não concordo com esse pagamento fora de hora". A declaração é da ex-prefeita de Silva Jardim, Maria Dalva do Nascimento, a Cilene, que deixou o cargo há um mês, cassada que foi pela Justiça Eleitoral. Ela disse isto através das através das redes sociais, após a veiculação da matéria Prefeita cassada de Silva Jardim não precisou esperar muito para receber: interino mandou pagar mais de R$ 70 mil a ela, veiculada na semana passada.

O "fora de hora" em questão seria o fato de centenas de pessoas demitidas da Prefeitura estarem aguardando o pagamento de suas verbas rescisórias – algumas há mais de dois anos – problema que o marido da ex-prefeita e um casal aliado não terão, pois, a exemplo de Cilene, também receberam suas rescisões.

Interino de Silva Jardim tenta sair da reta do pagamento à ex-prefeita, mas a assinatura foi dada sem que a folha tivesse sido conferida

Jaime teria acreditado na "boa-fé e na razoabilidade que deve nortear a coisa pública" Jaime Figueiredo, prefeito interino de Silva Jardim – pequeno município do interior do estado do Rio de Janeiro – , deverá voltar ao trabalho nesta segunda-feira (25) de cabeça inchada. Embora tenha sido veiculada uma mensagem nas redes sociais dizendo que não é ele o responsável pelo pagamento de mais de R$ 70 mil à ex-prefeita Maria Dalva do Nascimento, a Cilene, e que a folha de pessoal referente ao mês de outubro já estava fechada quando Jaime assumiu, está claro que a folha de salários foi enviada ao banco para quitação com a assinatura eletrônica dele. Isto, inclusive, está na mensagem que gera mais questionamentos que esclarecimentos.

É preciso saber, por exemplo, porque a folha de salários não foi checada pela equipe do governante interino, embora houvesse tempo suficiente para isto. O texto diz que a folha foi "enviada ao banco para pagamento por sua assinatura eletrônica", mas sem que "ele tivesse dado está ou aquela ordem de pagamento, acreditando ele (Jaime) na boa-fé e na razoabilidade que deve nortear a coisa pública". Isto equivale a dizer que o novo governo deu sua assinatura digital para liberar a folha de pagamento fechada pelo anterior sem ver o que estava pagando, questionamento que o prefeito terá de responder, pois os vencimentos de outubro só começaram a ser pagos em 7 de novembro, nove dias após a posse do interino, ocorrida no dia 29 de outubro.

Prefeito interino de Silva Jardim pode sair do cargo se o TSE decidir pela volta do ex-presidente da Câmara ao mandato

Se Jazimiel retornar recuperar o mandato pode vir a ser prefeito interino A interinidade do vereador Jaime Figueiredo como prefeito de Silva Jardim, pequeno município do interior do Rio de Janeiro, pode ser mais curta do que ele imagina. É que quem está acompanhando a tramitação dos recursos impetrados pelos três vereadores que tiveram os mandatos cassados pelo TRE-RJ, alerta que se o terceiro deles, Jazimiel Batista, o Miel da Biovert, conseguir reverter a situação – como já aconteceu com Adão Firmino e Roni Luiz Pereira da Silva – Miel poderá assumir a Prefeitura, já que era ele o primeiro na linha sucessória até que um acórdão o tirasse o mandato.

Conforme já foi noticiado, o ministro Luis Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu os efeitos do acórdão em relação aos vereadores Adão e Roni. O acórdão foi definido com base nos mesmos argumentos do Ministério Público, assim com a suspensão dos efeitos foi feita com alegações semelhantes da defesa.