Recontagem muda formação da Câmara de Silva Jardim

O TRE julgou recursos que mudaram a formação da Casa Legislativa para os próximos quatro anos Três candidatos considerados eleito perdem nas cadeiras com o novo resultado

O vereador Vivaldo Magalhães (SD) e os estreantes Paulo Cesar Silva (PSDB) e Liés Abibe (PR) foram declarados eleitos pela Justiça Eleitoral no dia 3 de outubro, mas ficarão de fora. É que o Tribunal Regional Eleitoral confirmou os registros de candidatos que haviam disputado a eleição sub judice. Agora, com a validação dos votos a eles conferidos uma nova totalização alterou a formação da Câmara de Silva Jardim para os próximos quatro anos. Com o julgamento do TRE Webster dos Santos (PTN), Gracil de Araújo e Adão Firmino (PMDB) estão com mandatos garantidos.

Silva Jardim vai pagar mais caro por seus agentes políticos

Os agentes políticos da minúscula e pobre Silva Jardim vão pesar mais nas costas dos contribuintes Prefeito, vice, vereadores e secretários têm reajuste salarial aprovado

Os servidores municipais de Silva Jardim vão continuar ganhando uma ninharia no fim do mês. Mas os agentes políticos do município já trataram de assegurar dias melhores para si mesmos, para o prefeito, a vice eleita e os secretários do governo. É que duas leis foram aprovadas (as de número 1.699 e 1.700), reajustando os subsídios dos agentes políticos da cidade. A partir de janeiro o prefeito reeleito Anderson Alexandre (PMDB) passará a receber R$ 25 mil mensais e a vice-prefeita Maria Dalva Nascimento (SD) R$ 12,5 mil. A dupla foi contemplada pela Lei 1.699, que fixou em R$ 9.040,90 o salário a ser pago aos ocupantes de cargos de secretário. Já a Lei 1.700 fixa o subsídio dos vereadores R$ 7.247,94, mensais, com uma parcela a mais a ser paga em dezembro a título de décimo terceiro.

Justiça barra cassação na marra em Silva Jardim

Roni estaria agindo por encomenda de Anderson Alexandre para deixar Zilmara inelegível em 2020 Presidente da Câmara quer tirar mandato de vereadora no peito. Vai ter de respeitar o direito de defesa

Alguém deve ter dito ao vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Farmácia, que ele - como presidente da Câmara de Silva Jardim - tem poder para fazer o que bem entende e ele acreditou. Pelo menos é o que sugere o fato de ele ter aberto uma comissão processante para tentar cassar o mandato da vereadora Zilmara Brandão da Silva e não permitir o acesso da parlamentar ao processo, impedindo que ela pudesse se defender. Por conta disto foi impetrado um mandado de segurança contra a comissão e agora, além de franquear o acesso aos autos, a presidência terá de notificá-la novamente com intimação pessoal e só começar a contar o prazo para o trâmite do processo a partir disto. Por decisão do juiz da Vara Única da cidade, Danilo Marques Borges, os trabalhos da comissão processante só poderão prosseguir depois que a vereadora tomar conhecimento dos autos, o que até o fim da tarde desta sexta-feira não havia acontecido.

Concurso da Câmara de Silva Jardim não sai do papel

Roni (centro) rompeu o contrato com a organizadora do processo seletivo e não tocou mais no assunto E os candidatos inscritos ficam no prejuízo

Com taxas variando entre R$ 65 e R$ 100, a Câmara de Vereadores de Silva Jardim abriu, em setembro do ano, passado as inscrições para um concurso público que ficou apenas na promessa. O processo seletivo oferecia 138 cargos em várias funções, sendo apenas 18 para admissão imediata e a estimativa é de que tenham sido arrecadados cerca de R$ 700 mil. Em agosto deste ano, quando o Instituto Nacional Escola Superior da Administração Pública (Inesap) já estava pronto para aplicar as provas objetivas, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, decidiu romper o contrato com a instituição e comunicou que a própria Câmara se encarregaria de dar prosseguimento ao concurso.

Feitiço vira contra o feiticeiro em Silva Jardim

Roni (centro), Binho, Marcilene e Flávio também terão de responder se a proposta for mesmo de moralização Presidente da Câmara quer cassar adversária para deixar o caminho livre no futuro, mas responderá pela mesma acusação feita contra ela, assim como mais três vereadores

Acostumado a acatar ordens do patrão numa rede de drogarias, o presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Farmácia, o obedece também no Poder Legislativo. O chefe de Roni na iniciativa privada é o prefeito Anderson Alexandre, que mandou e ele está tentando cassar o mandato da vereadora Zilmara Brandão da Silva, que este ano disputou a Prefeitura pelo PR e ficou em segundo lugar. Contra ela está tramitando, a toque de caixa, um processo de cassação por prática de nepotismo, mas o presidente da Casa - que também terá de responder pela mesma ilegalidade - está ignorando práticas idênticas, envolvendo pelo menos outros três membros da Casa. De acordo com o grupo da vereadora, o interesse de Anderson Alexandre e de seu funcionário em cassar Zilmara faltando pouco mais de um mês para ela deixar a Câmara, é torná-la inelegível por oito anos, deixando-a fora do páreo em 2020, quando o patrão pretenderia lançar o empregado à sua sucessão.

Remédios causam dor de cabeça no prefeito de Silva Jardim

Empresário do ramo de farmácias, Anderson Alexandre resolveu comprar remédios por atacado em uma drogaria, em vez de optar por uma distribuidora capaz de oferecer preços menores Anderson Alexandre terá de explicar compras de quase R$ 4 milhões em farmácia sedia a 240 quilômetros do seu município, em vez de optar pelas distribuidoras no atacado

Réu em pelo menos dez ações de improbidade administrativa - a maioria delas por denúncia de fraude em licitação - com pedidos do afastamento dele do cargo, indisponibilidade de bens e um de prisão em andamento, o prefeito reeleito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (PMDB) não tem sido visto na cidade e muito menos despachado em seu gabinete. As informações sobre o paradeiro dele são desencontradas. Uns dizem que o prefeito está descansando, outros afirmam que ele está em tratamento médico e há até quem fale que a ausência seria para evitar uma notificação da Justiça. Entretanto, seja lá qual for a razão, uma dor de cabeça das grandes está a espera dele: Anderson terá de explicar a compra de quase R$ 4 milhões em medicamentos feitas em uma farmácia (que, inclusive, fez alguns fornecimentos sem licitação), quando deveria optar pelas distribuidoras que operam no atacado e com preços mais competitivos.

Justiça mantém CPI contra vereadora em Silva Jardim

Zilmara (centro) tentou barrar uma CPI instalada contra ela, segundo seus aliados, para deixá-la fora do páreo nas eleições de 2020, quando ela pretenderia disputar novamente a Prefeitura Comissão de inquérito é para apurar prática de nepotismo

O juiz Danilo Marques Borges, da Vara Única de Silva Jardim, negou liminar pedida pela vereadora Zilmara Brandão da Silva (PR), em mandado de segurança impetrado por ela para tentar barrar uma comissão de inquérito instalada para apurar denúncia de pratica de nepotismo, na qual ela é acusada de ter nomeado, em 2013, o marido como chefe de gabinete. Na última segunda-feira Zilmara chegou a afirmar que estaria sendo pressionada a renunciar o mandado, inclusive que teria sido chantageada por um grupo de vereadores e que representaria contra eles também por nepotismo, mas nenhum documento nesse sentido foi apresentado por ela até agora.

Vereadora denuncia chantagem em Silva Jardim

Zilmara diz estar sendo vítima de chantagem por colegas da Câmara de Vereadores de Silva Jardim Zilmara afirma ter sido pressionada por colegas para renunciar mandato

Uma representação junto ao Ministério Público será protocolada amanhã pela vereadora Zilmara Brandão da Silva (PR) contra cinco membros da Câmara Municipal de Silva Jardim, que, segundo ela, em reunião na tarde desta segunda-feira a teriam pressionado para que renunciasse ao mandato, sob ameaça ser cassada pelo plenário por suposta prática de nepotismo. Zilmara afirma que os vereadores Roni Luiz Pereira (presidente da Casa), Flávio Eduardo da Costa Brito, Vivaldo Magalhães de Oliveira, Marcilene Mendonça Xavier e Webister dos Santos Barcellos, o Binho, teriam dito que se ela não apresentasse sua renuncia teria o mandato cassado.

Procon flagra alimentos impróprios em Magé e Rio Bonito

Os agentes descartaram quase uma tonelada de alimentos impróprios para consumo (Foto:Divulgação/Procon) Flagrantes foram feitos em filiais das redes Economia, Supermarket e Tinoco

Uma condenação criminal por venda de produto impróprio ao consumo humano parece não ter sido suficiente para o empresário Válber Cesar Tinoco, dono da rede de Supermercados Tinoco, com sede em Silva Jardim. Esta semana fiscais do Procon encontraram na filial Rio Bonito 316 quilos de alimentos que não poderiam estar à venda. Na loja - localizada na Rua XV de Novembro, 210 - foram descartados 223 quilos de produtos vencidos, entre frios e cobertura de sabor morango. Entre os produtos sem especificação de prazo de validade, havia quatro quilos de aparas de frios; 23,6 quilos de linguiça de frango; 40 quilos de linguiça suína; 26 quilos de carré em manipulação direta pelo consumidor. Além disso, a gerência não apresentou aos fiscais o certificado do Corpo de Bombeiros, o livro de reclamações, nem o certificado de potabilidade da água consumida no estabelecimento. O flagrante foi feito na primeira ação da Operação Pé de Serra, com os agentes vistoriando também estabelecimentos localizados município de Magé, quando foram descartou 975 quilos de alimentos e 15 litros de bebidas.

Composição da Câmara de Silva Jardim pode ser alterada

A composição da Casa poderá ser alterada com a validação dos votos de candidatos que concorreram subjudice Cerca de 5,5 mil votos ainda podem ser validados

Nem todos os nove candidatos a vereador que aparecem no sistema de divulgação de resultados do Tribunal Superior Eleitoral como eleitos para a Câmara de Silva Jardim podem cantar vitória antes do dia 1 de janeiro de 2017, data da posse de todos os que venceram nas urnas no último domingo. É que cerca de 5,5 mil votos nominais conferidos a candidatos que concorreram com o registro sub judice foram contados em separados e poderão ser validados após julgamento dos recursos que tramitam no TSE. A maior parte dos votos (4.284) foi dada aos candidatos da coligação PMDB-PSB-PTN-PSD - que apoiaram a reeleição do prefeito Anderson Alexandre - e tiveram os registros indeferidos por pendências na documentação.