Santa Maria Madalena: TRE rejeita embargo e mantém impugnado o candidato a prefeito mais votado, e pode haver pleito suplementar

O município de Santa Maria Madalena, no Noroeste do estado do Rio de Janeiro, entrou hoje (2) na lista das cidades que deverão ter nova eleição para prefeito. É que o Tribunal Regional Eleitoral desproveu nesta quarta-feira (2) os embargo de declaração impetrado contra decisão anterior no processo 0600204-74.2020.6.19.0060, através da qual o registro de candidatura do candidato a prefeito mais votado.

Clementino da Conceição (foto), que concorreu pelo PL, obteve 2.169 votos, o equivalente a 31,44% da votação apurada. Ele terá agora de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, e se a decisão for mantida no TSE os eleitores de Santa Maria Madalena terão de voltar às urnas em pleito suplementar, e, até a realização deste, o presidente da Câmara de Vereadores a ser escolhido no dia 1º de janeiro assume o cargo de prefeito interinamente.

“Rei” da Baixada é aconselhado pelas urnas a cuidar do próprio quintal

Prefeito de Caxias se meteu em vários municípios e passou vergonha

A última cartada de Washington Reis foi em São João de Meriti, onde ele se uniu a cinco deputados para tentar derrubar o prefeito da cidade e não conseguiu Apesar de pendências judiciais, condenação penal e ação de improbidade administrativa, além de uma situação resolvida pela metade no Supremo Tribunal Federal, Washington Reis e os seus propagavam antes do primeiro turno das eleições que ele se reelegeria "com no mínimo 70% dos votos" e "venceria em outros dez municípios". Porém, os números para o prefeito de Duque de Caxias – que gosta de posar de majestade na Baixada e em algumas cidades do interior fluminense – são outros: Reis teve 52,55% da votação e seus votos até ontem (1) não tinham sido validados pelo Tribunal Regional Eleitoral, embora o STF tenha suspendido os efeitos de condenação que lhe deixou inelegível, e nenhum dos candidatos a prefeito através dos quais ele dizia que venceria em outras cidades conseguiu alguma coisa.

Como se fossem grandes lideranças políticas da Baixada vereadores de Belford Roxo foram a Meriti levar o que não tem: força eleitoral

● Elizeu Pires

Marquinho e Rodrigo foram vistos em São João de Meriti para o candidato derrotado Quem viu os vereadores Markinho Gandra e Rodrigo Com a Força do Povo, ambos de Belford Roxo, nas ruas de São João de Meriti na semana passada pedindo votos para o candidato derrotado ontem (29), Léo Vieira (PSC), até pensou que estava diante de grandes lideranças políticas da Baixada Fluminense, alguém com cacife eleitoral suficiente para transferir apoio. Hoje, eles e outros intrusos devem estar de cabeça inchada, pois o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, derrotou uma tropa de “lideranças” de fora e o terror implantado por homens armados que deram a cor do medo e o tom de intimidação na campanha.  

E a democracia venceu o terror em Meriti: Dr. João é reeleito

Candidato pelo DEM, João Ferreira Neto teve de enfrentar uma verdadeira operação de guerra, mas venceu políticos locais e de fora, além de homens armados travestidos de cabos

Dr. João teve contra si cinco deputados e o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, que também estava de olho grande em São João de Meriti Uma campanha eleitoral que nada teve a ver com a história política do município, disputa marcada por denúncias de ameaças e presença de homens armados afrontando a liberdade de escolha garantida pelo Estado Democrático e de Direito, chegou ao fim em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com a vitória do prefeito João Ferreira Neto. Dr. João, foi declarado eleito agora há pouco pela Justiça Eleitoral com 122.151 votos (56,83%) da votação válida. Ele derrotou a chapa do PSC, encabeçada pelo deputado estadual Leo Vieira, que teve como candidato a vice o também parlamentar deputado Marcos Muller. Vieira ficou com 43.17%, um total de 92.788 votos.

Eleitores de Campos e Petrópolis vão às urnas hoje sem saberem se Wladimir Garotinho e Bomtempo assumem os mandatos se vencerem

Wladimir e Bomtempo concorrem com chapa impugnada, e terão de vencer nas urnas e na Justiça para serem prefeitos Além da capital, quatro municípios fluminenses terão, neste domingo, eleição para prefeito em segundo turno de votação. No Rio se enfrentam o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM), enquanto em Campos, no Norte do estado, o confronto é entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). No município de Petrópolis o prefeito Bernardo Rossi (PL) tem como adversário o ex-prefeito Rubens Bomtempo (PSB) e em São Gonçalo Dimas Gadelha (PT) tem como adversário um candidato ao qual o presidente Jair Bolsonaro declarou apoio, Capitão Nelson (Avante).

Já em São João de Meriti, depois de uma campanha marcada pela presença de homens armados nas ruas intimidando cabos eleitorais do prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, a votação ocorrerá sob um forte esquema de segurança, devido ao envolvimento de milicianos na campanha.

Volta Redonda e Carapebus também poderão ter nova eleição para prefeito: Antonio Neto e Cristiane Cordeiro perderam de 7 x 0 no TRE

Candidato mais votado no primeiro turno das eleições em Volta Redonda, somando 86.673 votos (57,20%), 66.712 a mais que o segundo colocado – Paulo Cesar Balthazar (12,66%), o ex-prefeito Antonio Francisco Neto perdeu ontem (23) o recurso impetrado contra o indeferimento do seu registro de candidatura, situação que pode provocar eleição suplementar no município, se a decisão de ontem for mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para onde o processo sobe agora.

Na mesma sessão foi julgado também o recurso da prefeita de Carapebus, Cristhiane Cordeiro, que concorreu à reeleição obteve 3.565 votos, 34,71 da votação total. Cristhiane teve o registro de candidatura pelo juízo eleitoral local e recorreu ao TRE, que manteve a decisão.

TRE rejeita recurso de Cozzolino e eleição de Magé permanece indefinida

Por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou nesta segunda-feira embargos de declaração impetrados pelos advogados do candidato a prefeito mais votado em Magé, Renato Cozzolino Harb (foto) cuja votação permanece invalidada. Ele ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em outro processo, manteve a situação de inelegibilidade dele por conta de condenação por abuso de poder na campanha eleitoral de 2018, quando Renato conquistou o segundo mandato de deputado estadual.

Prevalecendo a decisão no julgamento no TSE, os eleitores de Magé terão de retornar às urnas em eleição suplementar, com o município sendo governado pelo presidente da Câmara de Vereadores a ser eleito pela Casa no dia 1º de janeiro.

Barrada nas urnas oposição perde o rumo em Nova Iguaçu

Marcelo Lajes comandou a oposição da Câmara, tentou a Prefeitura e sua aliança não elegeu sequer um vereador Ele dizia a voz da moralidade. Depois de um bom tempo atuando como líder do governo na Câmara, passou a comandar a oposição, fazendo oposição contra a direção da Casa e a administração. Fez muito barulho sem eco algum e passou vergonha nas urnas. Candidato a prefeito pelo PTRB numa aliança com PMB e PMN, Marcelo Lajes obteve 3,83% dos numa disputa que o principal alvo dele venceu logo no primeiro turno com 62,10% dos votos. Se o líder da oposição não arrumou nem para o cafezinho na eleição, imaginem os liderados dele...

No meio do caminho ficaram vereadores que apostaram alto na reeleição, mas, pelos números apurados e pelo não alcance do quociente eleitoral por parte de seus partidos, não teriam sido reeleitos mesmo se estivesse ocorrido a redução de 17 para 11 cadeiras. Ficaram fora da festa, entre outros os parlamentares Fabinho Maringá, Carlão Chambarelli e Dr. Cacau, vozes estridentes contra o governo e própria Câmara ao lado de Marcelo Lajes.

Aos boateiros de Magé: O limite está na verdade e na lei

Minha caixa postal amanheceu atulhada de mensagens enviadas por leitores de Magé, cada uma pior que a outra, com a desinformação prevalecendo em todas. Teve um "especialista" que me enviou o seguinte: “Elizeu, o Renato tomará posse normalmente, só deixando o cargo se perder o recurso. Tanto que já estamos com nossa equipe de governo definida para começar a governar no dia 1º de janeiro”. Não vai não. Só toma posse em janeiro se for julgado antes e a Justiça lhe garantir o registro. Do contrário é nova eleição sem a participação dele, pois terá sido ele quem deu causa a anulação do pleito.

Tem mais um: "Se anular os votos serão novas eleições e não eleição suplementar. Vai começar do zero também para vereador". Não vai não. Eleições municipais. O plural significa que são eleições distintas. Uma majoritária (prefeito) e outra proporcional (vereadores). A votação que está sub judice é a conferida a Renato Cozzolino Harb, para prefeito. Portanto, se ele perder o recurso Magé terá eleição suplementar e não novas eleições.

Olho grande de Washington Reis enterrou o MDB em Magé: candidata da família teve menos de 6% dos votos e o partido não elegeu vereador

Jane recebeu R$ 430 mil do fundo partidário e teve uma mixaria de votos Quando, no ano passado, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, anunciou sua intervenção do MDB de Magé, o fracasso da legenda já estava previsto, o que foi alertado pelo elizeupires.com na matéria Olho grande pode deixar o MDB de Magé ainda mais vazio, veiculada no dia 10 de setembro de 2019, dando conta de que a situação do partido que já estava ruim – tinha apenas um vereador, o presidente da Câmara Rogério do Valle – poderia ficar ainda pior.

Não deu outra. O partido, sempre com participação forte nas eleições daquele município, elegendo prefeitos e vereadores, passou vergonha no último dia 15: não elegeu um vereador sequer e os eleitores não tomaram conhecimento da candidata a prefeita pela legenda, e não se pode nem dizer que foi por causa do nome complicado - Jeannie Mayr -, uma vez que ela se apresentava nas ruas como Jane Reis.