Depois do “fazer muito e roubar pouco” PT deve ficar fora das eleições na pequenina Laje do Muriaé, onde Bolsonaro perdeu para Haddad

O tropeço verbal de um suplente de vereador que, em vídeo divulgado via redes sociais revelou ter como princípio "fazer muito e roubar pouco", pode barrar o PT nos palanques de Laje do Muriaé, uma das menores cidades do interior fluminense. Desde 2012 tentando um mandato de vereador, Liedio Luiz Silva (foto) era até ontem (10) presidente do partido no município e vinha declarando apoio ao pré-candidato a prefeito Eudócio Moreira Cardoso, o Netinho do Dinésio, mas depois da repercussão nacional de sua fala, nem ele nem o seu partido deverá ter espaço nas campanhas este ano.

O pleito deste ano seria o terceiro disputado por Liedio. Em 2012 ele teve 99 votos e em 2016 conseguiu 128, mas teve problemas com Justiça, assim como o seu pré-candidato a prefeito este ano, Netinho. Eles tiveram o registro cassado junto com o prefeito e o vice eleitos naquele ano, Rivelino da Silva Bueno e Marcos Francisco Fonseca Alvim, o Tico. Netinho conseguiu manter-se no mandato, o segundo conquistado sob a legenda do PDT.

Ex-secretário do governo Witzel tinha R$ 6 milhões escondidos em casa

Para o MP o governador tentou blindar Edmar Santos mantendo-o como secretário extraordinário, mas a Justiça barrou a nomeação

Apontado pelo Ministério Público como um dos cabeças de uma organização criminosa que desviou milhões de reais dos cofres do governo estadual com contratos firmados sem licitação feitos em nome do enfrentamento do corovavírus, o ex-secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos, um tenente-coronel da ativa da Polícia Militar e representante do que se identificava como "nova política", tinha R$ 6 milhões guardados em casa. Acondicionado em mala e sacolas, o dinheiro foi encontrado em uma das casas de Santos, um dos homens de confiança do governador Wilson Witzel, mas o valor total ainda não foi confirmado, pois a contagem ainda não havia sido concluída.

Ex-secretário de Saúde do Rio é preso: tenente coronel da PM ele é citado como um dos chefes de organização que desviou R$ 36 milhões

Edmar Santos é acusado de ser um dos líderes de uma organização criminosa - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil O médico anestesiologista e tenente-coronel da Polícia Militar, Edmar Santos (foto) foi preso na manhã desta sexta-feira (11) no desdobramento da Operação Mercadores do Casos, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para tirar de circulação uma organização criminosa que desviou milhões dos cofres públicos nas compras emergenciais feitas em nome do enfrentamento do coronavírus. Edmar foi preso em casa, no bairro Botafogo, na Zona Oeste do Rio, por agentes da Delegacia Fazendária.

De acordo com o Ministério Público, Edmar vai  responder pelos crimes de organização criminosa e peculato. A prisão foi decretada pelo juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. Para o MP o ex-secretário, mesmo fora do cargo "ainda pode adotar condutas para dificultar mais o rastreamento das verbas públicas desviadas, bem como destruir provas e até mesmo ameaçar testemunhas".

Saúde do Rio pagou R$ 9 milhões adiantados por testes de covid que só foram entregues três meses depois, aponta o Tribunal de Contas indicando irregularidades na contratação emergencial

Alvo de investigações, o ex-secretário Edmar Santos teve os bens bloqueados pela Justiça Apesar de atrasado a entrega de 50 mil testes rápidos para coronavírus, a empresa Total Med Comércio e Importação de Produtos Médicos Hospitalares, sediada em Niterói, não teve nenhum problema para receber pelo fornecimento. A Secretaria Estadual de Saúde pagou R$ 9 milhões adiantados e cada kit custou R$ 180. Apesar de receber antecipadamente, apurou o Tribunal de Contas do Estado, a empresa demorou três meses para fazer a entrega do produto. Debruçado sobre o processo de dispensa de licitação, o TCE já identificou indícios de irregularidades e também pode ter ocorrido superfaturamento. A corte de contas deu prazo de 15 dias para o titular da secretaria e o sub prestarem esclarecimentos.

Apesar de o processo de compra exigir entrega imediata, a empresa pediu mais prazo para fornecer os testes e mesmo assim foi paga adiantado, sem que a Secretaria de Saúde tomasse as precauções recomendadas pela Procuradoria-Geral do Estado.  Esse, entretanto, não foi o único problema a apontado pelo Tribunal de Contas, que menciona ainda falta de justificativa para a quantidade adquirida e constatou que a SES reduziu o percentual de garantia do contrato e se baseou apenas da informação prestada pela Total Med para fazer a estimativa de preço.

Coronavírus: Sexta é dia de mutirão de testes em São João de Meriti

Equipes de saúde estão nas ruas desde a semana passada

Nesta sexta-feira (10)  médicos, enfermeiros e outros profissionais da Secretaria Municipal de Saúde estarão no Largo dos Trezentos, no bairro Sumaré, a partir das 9h para testar os moradores do bairro para covid-19. As pessoas poderão aferir a temperatura, receber máscaras laváveis, informações e fazer o teste rápido para os casos indicados.

Secretaria de Saúde deverá esclarecer irregularidades na contratação de testes de covid-19, determina o Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) identificou possíveis irregularidades na compra de 50 mil testes rápidos, feita pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), no valor de R$ 9 milhões,  para detecção do novo coronavírus em pacientes com suspeita de ter contraído a Covid-19.  O voto da conselheira-substituta Andrea Siqueira Martins, aprovado por unanimidade na sessão plenária telepresencial desta quarta-feira (08/07), determina que o secretário e o subsecretário executivo estadual de Saúde justifiquem, em 15 dias, as supostas falhas no contrato firmado com a empresa Total Med Comércio e Importação de Produtos Médicos Hospitalares Ltda-EPP.

 Entre as nove falhas encontradas, chama a atenção o fato de que, após o pedido de aumento do prazo de entrega do material contratado, a SES antecipou o pagamento do contrato na sua totalidade, sem observar as medidas de precaução recomendadas pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE). O jurisdicionado também deverá explicar a razão da inexistência de justificativa para o quantitativo demandado e de a realização de estimativa de preço ter se baseado em apenas uma empresa. A SES precisará justificar também ausência de explicação sobre a redução do percentual de garantia do contrato, assim como a falta de parecer prévio jurídico anterior à contratação.

Assistência Social de Nova Iguaçu ajuda a manter idosos ativos em meio à pandemia com jogos de memória e palavras cruzadas

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Nova Iguaçu está realizando o cadastramento de idosos que vivem sozinhos na cidade. O trabalho faz parte do projeto Minha Casa, Meu Lugar e é realizado pelo Núcleo de Atendimento ao Idoso (NAI), que identificou 300 pessoas nestas condições somente em Vila de Cava, bairro onde teve início a ação. O objetivo é propiciar atividades lúdicas que permitam que eles mantenham-se ativos durante o período de isolamento social em função da pandemia da Covid-19. "Além de estimularem a cognição, as atividades ajudam os idosos a se sentirem menos solitários. Muitos deles moram sozinhos e estão ainda mais afastados do convívio familiar pela necessidade de se manterem isolados", conta a secretária Elaine Medeiros.

Após identificar os idosos, por meio do Cadastro Único, as equipes do NAI fazem visitas domiciliares nas quais distribuem máscaras e orientam sobre a importância do isolamento e dos cuidados com a higiene como forma de prevenção ao novo coronavírus. Além disso, os idosos são presenteados com kit que contém jogos de carteado, jogo da memória, dama e também caderno exclusivo da Secretaria de Assistência Social com atividades como caça-palavras, palavras cruzadas, labirinto e sudoku com temas ligados à assistência social. Todo o material é desinfectado antes de ser entregue.

Silva Jardim: filho de ex-prefeito denunciado por rombo de cerca de R$ 700 mil em 2001 anuncia pré-candidatura

André Lacerda já teria até vice: a ex-vereadora Zilmara Xavier Em janeiro de 2001 Silva Jardim, pequenina cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, foi sacudida por um escândalo sem precedentes em sua história. O então prefeito, Augusto Tinoco, denunciou ao Ministério Público um rombo de cerca de R$ 700 mil nos cofres da Prefeitura, dinheiro que teria sido retirado por empresas, dois ex-vereadores e um ex-prefeito. Os beneficiados, pelo que foi revelado ao MP, pegava os valores na tesouraria e deixa promissórias e cheques como garantia, mas até hoje não se sabe se o rombo foi coberto.

O esquema foi batizado de Buraco Negro, porque uma retirada de R$ 59 mil estava atribuída a este nome. O rombo, segundo foi denunciado por Tinoco à época, aconteceu nos dois últimos anos do segundo mandato de Antonio Lacerda. Agora, passados 19 anos da denúncia, um membro da família do ex-governante se anuncia como pré-candidato a prefeito e já até teria uma companheira de chapa, uma ex-vereadora que por duas vezes já tentou eleger-se prefeita. Trata-se de André Luiz Lacerda, que na semana passada divulgou um vídeo em suas redes sociais cobrando transparência na administração municipal.

Justiça suspende lei que revogou doação de terreno IFRJ em Belford Roxo

Decisão determinou ao município que não adote medidas que alterem a realidade jurídica do imóvel

O juiz federal Eduardo Oliveira Horta Maciel, da 2ª Vara Federal de Duque de Caxias, suspendeu os efeitos da Lei Municipal n.º 1.607/2020, de Belford Roxo, que previa a revogação de doação de terreno ao Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) no município. Além disso, a decisão determinou ao município e ao IFRJ que se abstenham de promover qualquer inovação no estado de direito do imóvel objeto do processo, inclusive com relação ao seu registro imobiliário, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil.

Itatiaia desengaveta licitação para publicações de atos oficiais, mas está sendo questionado: interessados suspeitam de “direcionamento”

Várias vezes adiados, o Pregão 009/2020, aberto pela Prefeitura de Itatiaia para contratar publicações de atos oficiais foi remarcado para a próxima quinta-feira (10), com valor global bem menor que os contratos anteriores e com uma exigência que está sendo questionada por interessados em participar do processo licitatório, pois  os veículos interessados estarem filiados a um órgão aos quais não estão obrigados a aderir, o Instituto Verificador de Circulação. A exigência do IVC não é prática comum. O que se exige nesses casos com mais frequência é o entendimento do Tribunal de Contas do Estado sobre o "tamanho" do veículo que pretende o contrato, se este é ou não de grande circulação.

O valor global da licitação é de R$ 144 mil por um ano de prestação do serviço, menos de 10% do que a gestão do prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, gastou por ano com publicações entre janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2019. De acordo com o sistema que registras as despesas empenhadas e pagas pela Prefeitura de Itatiaia gastou cerca de R$ 3,5 milhões para publicações, através de 18  empenhos em favor da empresa Fatos & Fotos, responsável há anos pelas publicações dos atos oficiais.