Bairro vira foco de doenças em Nova Iguaçu

Cristiane Rodrigues não sabe mais a quem pedir ajuda E administração municipal mão está nem aí

Moradores da Travessa Maurílio, no bairro Rancho Novo, em Nova Iguaçu, estão convivendo com um antigo problema de saneamento básico na região. É que uma ponte sobre a Rua Dona Eulália está obstruindo o fluxo d’água e transformou o que deveria ser um rio numa enorme piscina de esgoto. Os moradores dizem que não sabem mais a quem pedir socorro, já que a secretária de Obras, Carla Maria Lopes Neves, esteve no local mais de 10 vezes e prometeu uma solução, mas até hoje nada fez. Contam ainda que o prefeito Nelson Bornier esteve por lá em novembro do ano passado e também garantiu que o problema seria solucionado, mas já se passaram sete meses e a população continua convivendo com a proliferação de roedores e insetos, como o mosquito aedes aegypti, que já vitimou diversos moradores da região.

Transporte caro demais em Porto Real

Pelo valor do edital a Prefeitura pagaria mais de R$ 440 mil por cada um dos seis ônibus locados (Fotos;Divulgação/PMPR) Distâncias pequenas a preço de longas viagens

O município de Porto Real, no Sul Fluminense, está a 42 quilômetros de Volta Redonda, percurso que pode ser percorrido em até 40 minutos em ônibus direto; a 24,2 de Barra Mansa e a 21,2 da cidade de Resende, mas as viagens feitas pelos ônibus que transportam estudantes universitários matriculados em instituições localizadas nessas três cidades estão custando caro aos contribuintes portorealenses. Pelo menos foi a esta conclusão que o Tribunal de Contas do Estado chegou, apontando preço acima do praticado no mercado. Tanto é assim que a corte de contas do estado do Rio de Janeiro suspendeu o edital de licitação para a contratação do serviço, no valor total de mais de R$ 2,6 milhões, no período de um ano, muito dinheiro por seis ônibus e para o transporte de cerca de 200 pessoas por dia.

E a praça volta a ser do povo em Piabetá

O povo fez festa para receber de volta a praça 7 de Setembro Sem os quiosques que havia sido ampliados irregularmente e com o fim dos banheiros insalubres, o espaço tornou-se público novamente

Antes dominada por comerciantes que descaracterizaram o projeto original dos quiosques e passaram a tomar conta de mais da metade da área pública, a Praça 7 de Setembro, no centro de Piabetá, foi devolvida à população, mudando a paisagem na região central da localidade.

Dinheiro jogado no lixo em Nova Iguaçu

O Ford modelo 1997 está sem licença desde 2013, mas não só circula livremente - apesar do mau estado de conservação - como o seu dono ainda fatura da Prefeitura Prefeitura paga caro pela coleta, mas o serviço pesado é feito por "sucatas" que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo, mas circulam livremente pelas ruas da cidade

Um contrato com a empresa Green Life Execução de Projetos Ambientais para a coleta do lixo em Nova Iguaçu (firmado em novembro de 2013), no valor inicial de R$ 18 milhões, beira hoje a casa dos R$ 40 milhões, mas, além do serviço precário, o que mais se vê nas ruas são velhos caminhões caçambas em um vai e vem constante entre o centro da cidade e a Central de Tratamento de Resíduos, localizada no bairro Adrianópolis. Enquanto a empresa fatura, o serviço pesado fica por conta dos ferros velhos ambulantes, montes de ferrugem sobre pneus "carecas", a maior parte com documentação vencida há muito tempo, até porque os veículos não conseguiriam passar pela vistoria do Detran no estado em que estão. As sucatas alugadas pelo município são registradas em nome de particulares e constam como à serviço da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (responsável pela contratação e fiscalização do serviço) e da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Quanto elas custam e por que estão circulando quando deveriam ter sido jogadas no lixo, são respostas que a administração municipal precisa dar.

Culto à fé e à história em Magé

Capela do Bonfim completa 130 anos. Comemorações começam hoje

Construída em 1883 e tombada como patrimônio histórico em 1989, a capela de Nosso Senhor do Bonfim está completando 130 anos, o que será celebrado com missas, procissão e muita música. As comemorações serão iniciadas hoje à noite e encerradas domingo, com uma programação para todos os gostos. A proposta é reunir mageenses e visitantes em torno de um símbolo da fé e da rica história de um município fundado há 449 anos.

Empresa pública de Nova Iguaçu está proibida de terceirizar

Ralo do dinheiro público, Emlurb tem 18 meses para se adequar

Apontada como um ralo pelo qual o dinheiro público escoa livremente em Nova Iguaçu, com contratos de terceirização de serviços que ela mesma deveria prestar, a Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) não poderá mais usar desse meio e terá de assumir a limpeza pública e, inclusive, cuidar do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), de Adrianópolis, explorado pela empresa Haztec em concessão dada pela Prefeitura de Nova Iguaçu, na segunda gestão do prefeito Nelson Bornier. De acordo com estimativas, nos últimos 12 anos a Emlurb já gastou mais de R$ 700 milhões terceirizando os serviços que ela mesma deveria prestar, o que, se acontecesse, resultariam gastos muitos menores.

Os números da bandalheira em Nova Iguaçu

O prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, divulgou ontem os números exatos do rombo deixado pela ex-prefeita Sheila Gama (PDT), dívidas quase que impagáveis. O calote contra as unidades conveniadas, por exemplo, é um caso de polícia: passa de R$ 33 milhões e não deveria existir, pois os recursos para esse pagamento chega todos os meses e não podem ter outra finalidade. A ex-prefeita vai ter de explicar onde aplicou o dinheiro que o Ministério da Saúde manda para cobrir os gastos com essas unidades de saúde que prestam serviços através do SUS.

De acordo com o relatório apresentado ontem a dívida total é de R$ 1.028.166.634,11. A Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) deve R$ 31 milhões; a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni),  R$ 25 milhões e a Fundação Educacional de Nova Iguaçu (Fenig), R$ 1,1 milhão. Ao Instituto de Previdência dos Servidores a Prefeitura deve R$ 544 milhões e ao aterro sanitário R$ 40 milhões. A dívida do Hospital da Posse é de R$ 126 milhões e as contas de telefone em atraso somam R$ 1,98 milhão. As empresas que fornecem merenda escolar têm R$ 8,75 milhões para receber e os aluguéis atrasados somam R$ 17,6 milhões.