Chiquinho Grandão é acusado de pertencer a uma milícia que controla vários bairros
Chiquinho Grandão é acusado de pertencer a uma milícia que controla vários bairros
Abortada por uma liminar concedida ontem pelo desembargador Cherubin Schwartz Júnior, a escolha do deputado Edson Albertassi para ocupar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro serviria para que a organização criminosa sustentada pela caixinha de propina da Fetranspor retomasse o controle das contas, interrompido após a prisão de seis dos sete conselheiros da Corte de Contas durante a Operação Quinto do Ouro, realizada em março. É o que dizem os procuradores da República responsáveis pela Operação Cadeia Velha, promovida na manhã desta terça-feira, na qual foram presos empresários e assessores da Assembleia Legislativa. Os deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, além de Albertassi, tiveram prisão decretada pela Justiça, mas apenas foram conduzidos para prestar depoimento na sede da Polícia Federal, pois a Constituição estadual estabelece que um parlamentar só pode ser detido em casos de flagrante de crime inafiançável ou com autorização da Alerj. De acordo com o MPF, Edson - que até então não tinha sido citado nas investigações sobre o sistema de corrupção - entrou no centro do escândalo a partir de sua indicação ao TCE. O parlamentar foi citado hoje como destinatário de propinas pagas por empresários de ônibus durante mais de um ano, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Preferido de Pezão para o TCE é um dos alvos de operação da PF junto com Picciani e Paulo Melo
Diácono da Assembleia de Deus do bairro Jardim das Américas, em Volta Redonda, o deputado estadual Edson Albertassi, até a manhã desta terça-feira, era visto como um político ficha limpa, um homem que não se envolvia em coisa errada, um verdadeiro exemplo a ser seguido, pelo fato de ter vindo de baixo – antes ganhava a vida como mascate – e ter galgado os degraus mais altos "a custa de muito trabalho e dedicação". Ele, que esperava como prêmio maior uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas, está é prestes a ganhar uma vaga no sistema prisional: é um dos alvos da operação "Cadeia Velha", a mais importante ofensiva contra a corrupção no estado, promovida pela Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2) e a Polícia Federal.
Essa é a bandeira defendida pela maioria dos governadores
De R$ 12 bilhões a R$ 18 bilhões ao ano. Isto é que o Brasil poderá arrecadar com a cobrança de impostos sobre os jogos de azar, que poderão ser legalizados ainda este ano. A proposta é do senador Ciro Nogueira e já conta com parecer favorável da relatoria. Na semana passada 15 governadores se reuniram em Brasília com o parlamentar em apoio à medida e para defenderem o uso dos recursos arrecadados no financiamento do combate à violência. Pelo relatório do senador Benedito de Lira serão legalizados o jogo do bicho, bingo, vídeo-bingo, apostas esportivas e não esportivas e cassinos online ou em complexos de lazer integrados. O próprio projeto determina que parte dos impostos arrecadados nas apostas será destinada a segurança pública.
Apesar das ações judiciais e operações do MP, a Prefeitura de Silva Jardim insiste com "caixa-preta" E a da coleta de lixo – que ainda nem aconteceu – já provoca suspeita
A Estevão Construtora – empresa que este ano firmou dois contratos sem licitação para coleta de lixo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense – venceu um processo licitatório em Silva Jardim para fazer a limpeza e a conservação urbana, mas não há como saber quanto o município vai pagar por isto durante os 12 meses da prestação dos serviços. É que não há nada sobre este processo no Portal da Transparência, com a gestão do prefeito Anderson Alexandre mantendo em segredo o aviso de licitação, o edital que sustentou o certame e a homologação do resultado, como o ocorrido com o pregão da iluminação pública vencido pela Compillar Entretenimento Prestadora de Serviço, cujos representantes foram presos por irregularidades verificadas na atuação da empresa na Prefeitura de São Gonçalo. Assim como o contrato da iluminação, que foi parar na Justiça e acabou suspenso, o pregão da limpeza deverá ter o mesmo destino nos próximos dias, com um pedido de investigação sendo protocolado junto ao Ministério Público, o que poderá ocorrer também com um contrato para coleta de lixo que deverá ser licitado em dezembro.
E esforço vale a pena: Caxias vai oferecer curso gratuito a partir de 2018
Com o primeiro discurso em libras da história da Câmara Municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o vereador Carlos Alberto de Paula Dias Junior, Junior Uios (foto) chamou a atenção para o descaso com que portadores de deficiência auditiva são tratados no sistema educacional no país. Falando em homenagem ao tema da redação do Enem deste ano – "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil" – o parlamentar aplaudiu a proposta, mas não deixou de dar um 'puxão de orelhas' no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que decidiu tocar no assunto de forma expressiva escolhendo o tema, mas ao mesmo tempo, incoerentemente, impediu que estudantes surdos fizessem a prova, pois deixou de providenciar computadores e intérpretes.
Situação foi decretada em 16 municípios no Norte e Noroeste do estado
A estiagem ainda é grave ameaça no interior fluminense, principalmente para os 18 municípios que formam as regiões Norte e Noroeste, mas Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão do Ministério da Integração Nacional, só reconheceu até hoje os decretos de situação de emergência baixados por 11 prefeituras, admitindo oficialmente o quadro verificado em Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Cardoso Moreira, Italva, Itaocara, Laje do Muriaé, Miracema, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis e Varre-Sai. Ao todo 16 prefeitos assinaram decretos neste sentido, 13 foram homologados a nível estadual e as prefeituras de Campos e São Francisco de Itabapoana deverão adotar a medida nos próximos dias. Até agora as providências estão apenas as promessas levadas aos encontros pelo deputado Christino Áureo (foto), atual secretário de Agricultura, que nada de efetivo tem mostrado.
Edital foi alterado para triplicar o valor que passou de R$614 mil para R$1,966 milhão
Marcado para a próxima segunda-feira (13), o Pregão Nº 038/2017 lançado pela Prefeitura de Rio Bonito para contratar uma empresa jornalística para publicação dos atos oficiais do município, poderá ter seu resultado impugnado em decisão judicial, por causa do valor considerado absurdo até por algumas empresas do setor. A estimativa global é de um gasto de R$1.966.000,00 em um ano - R$163,8 mil por mês -, três vezes mais que o fixado no Pregão Nº 007/2017, que deveria ter ocorrido no dia 1 de setembro, com o mesmo objeto e valor global estimado em R$614.400,00. Os quase R$ 2 milhões superam em muito os valores pagos pelo mesmo serviço por prefeitura de municípios bem maiores. O Pregão Nº 007/2017 foi anunciado no dia 18 de agosto, mas até hoje o aviso de suspensão não fora disponibilizado no Portal de Transparência.
Despesas feitas em 2016 tiveram os empenhos anulados pela mesma gestão que as contratou
Com contas ainda a acertar com a Justiça, o ex-prefeito de Guapimirim, Marcus Aurélio Dias (foto) pode ter dado um verdadeiro calote a fornecedores e prestadores de serviços, deixando de empenhar despesas feitas e anulando empenhos que garantiriam o pagamento de outras. De acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, a gestão passada realizou despesas no total de R$2.335.051,68 sem a necessária cobertura orçamentária e tentou resolver o problema anulando notas de empenho no valor de R$1.319.968,99 e deixando de empenhar R$1.015.969,99.
Fernando Jordão fez convenio irregular com operadora de cartão de crédito
Um cartão de crédito exclusivo para os servidores municipais de Angra dos Reis custou ao prefeito Fernando Jordão (foto) uma condenação por improbidade administrativa, o pagamento de multa no valor de R$200 mil e três anos de inelegibilidade. Ele foi denunciado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo local) junto com a empresa Angra Card Administradora de Cartões, por irregularidades cometidas no período de 2004 e 2006, identificadas a partir da assinatura de um convênio para a utilização de um cartão com a bandeira Essencial Master pelos funcionários da Prefeitura. O MP apontou dispensa indevida de licitação, com o que juiz Ivan Pereira Mirancos Junior, da 2ª Vara Cível, concordou.