Decreto exclui os contratados de Belford Roxo

Funcionários temporários não sabem o que fazer para receber salários

Usado para mostrar à Justiça que o governo está agindo com boa vontade em relação às reivindicações dos servidores que em alguns casos não recebem desde setembro, o Decreto 4.202 no qual o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), regula o organograma de pagamento dos salários devidos pela Prefeitura de Belford Roxo, não inclui os funcionários contratados por tempo determinado, embora muitos deles ainda continuem trabalhando, principalmente no setor de Saúde. A omissão vai de encontro ao que o próprio prefeito já afirmou ao seu grupo de trabalho: “Quem quiser receber vai ter que abrir um processo administrativo solicitando pagamento”.

Decreto é recebido como declaração de guerra em Belford Roxo

Waguinho vem tropeçando nas próprias palavras e já ganhou dos servidores o apelido de "Pinóquio" Prefeito muda de ideia e amplia prazo para pagar atrasados aos servidores

O prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), é daqueles que fala uma coisa e escreve outra. Isto é o que ficou claro no Decreto nº 4.202 de 30 de janeiro de 2017, publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial de Belford Roxo, através do qual o governo divide o pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro em doze vezes, com parcelas mínimas de R$ 300. A medida foi recebida como uma declaração de guerra contra o funcionalismo, principalmente pelos servidores da Educação, que poderão entrar em greve a partir de fevereiro. Waguinho vem se perdendo nas falas desde que assumiu o governo. Primeiro ele disse que todos os funcionários - inclusive e pensionistas - receberiam o mês de janeiro na última sexta-feira, mas apenas os aposentados conseguiram receber.

Paulo de Frontin vira filial de Meriti

Familiares do novo prefeito da cidade tinham boquinha boa em São João e ele agora retribui 

Eleito em outubro, o prefeito de Engenheiro Paulo de Frontin, Jauldo de Souza Balthazar Ferreira, o Jauldo Neto (foto) é o que se pode dizer um homem agradecido e generoso, pelo menos quando se trata de recursos públicos. É isto que ele vem demonstrando em relação ao ex-prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, que lhe abriu as postas do PHS e de quebra empregou quatro indicados seus, sendo três membros da família Balthazar, que agora reina absoluta na pequena cidade, também conhecida como Rodeio. Em retribuição, Neto, segundo revelam membros da oposição ao governo instalado no dia 1º deste mês, cedeu secretarias e outros cargos para indicados de Sandro, entre eles o ex-procurador Fabiano Silva Maia (que ocupa a mesma função em Paulo de Frontin) e o ex-secretário de Governo Carlos Alberto Monteiro de Andrade, nomeado para a Secretaria de Administração. A chegada de nomes conhecidos de São João de Meriti à Paulo de Frontin desagrada a várias correntes e um esquema de vigilância especial foi montado para acompanhar de perto as nomeações e os processos licitatórios que vierem acontecer nesta nova gestão.

Servidor de Belford Roxo desmente prefeito sobre pagamento

Funcionários do RH dizem que folha da Educação sequer tinha sido enviada ao setor

Embora o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB) tivesse prometido quitar na última sexta-feira o salário de janeiro de todos os servidores - ativos e inativos -, a folha de pagamento do pessoal lotado na rede municipal de ensino de Belford Roxo não havia sido enviada ao departamento de Recursos Humanos até o final do expediente daquele dia. A informação foi passada agora a pouco ao elizeupires.com por uma fonte ligada ao governo. Se confirmada ao longo desta segunda-feira, a declaração desmente a fala do prefeito de que o pagamento dos professores tinha sido autorizado, bem como a informação de que a quitação fora realmente autorizada ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para (sábado, 28) ou no máximo o dia de hoje (30), “não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários”.

Privatização da Cedae deve gerar efeito dominó nos municípios

Cidades como Magé poderão ter serviço próprio de abastecimento de água

Autossuficiente em água potável, Magé é refém da Cedae há varias décadas. Embora com ricos mananciais, o município tem vários bairros sem abastecimento regular e outros pelos quais sequer passa uma tubulação. A realidade poderia ser outra se os mageenses fossem abastecimentos por um serviço próprio, a exemplo do que ocorre há muitos anos com os Saaes (Serviços Autônomos de Água e Esgoto) implantados com sucesso no interior fluminense. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas não será surpresa se ele vir a acenar com municipalização do serviço, medida que já vem sendo adotadas por vários municípios, inflada com a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que vai acontecer através de Parceria Público Privada (PPP).

Comunicado aos professores de Belford Roxo

Em respeito às centenas de mensagens nos enviadas na manhã de hoje, dando conta de que o pagamento de janeiro dos profissionais da rede de ensino de Belford Roxo não caiu ontem (27) nas contas individuais, informamos que há confirmação do governo de que a quitação foi realmente autorizada ontem ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para o dia de hoje (sábado, 28) ou no máximo segunda-feira (30), não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários. O governo confirma ainda que milhares de servidores - entre ativos e inativos - receberam o salário de janeiro antes. Quem nos acompanha sabe muito que vimos cobrando uma solução para os atrasos há muito tempo. Ressaltamos que nosso compromisso é com o fato e estejam certos de que se até a próxima segunda-feira o problema não estiver resolvido seremos, como sempre, os primeiros a comprar a briga de vocês.

Corte em Porto Real sacrifica os pequenos

Prefeito acaba com cargos menores e amplia os grandões

O projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Jorge Serfiótis (foto), atingiu em cheio os pequenos e mostra uma incoerência do gestor, que acabou de assumir o terceiro mandato a frente do governo de Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Ele cortou 27 cargos comissionados índice CC1, 38 CC2 e 42 CC3, mas ampliou de 12 para 14 os cargos de secretário e de sete para 11 as funções de natureza especial. Somando os salários dos nomeados a mais nestas duas funções a Prefeitura conseguiria pagar pelo menos a uns 30 funcionários em cargos índice CC3.

Doadores de campanha ganham cargos em Casimiro de Abreu

Além de parentes e condenados por improbidade, prefeito nomeou também quem contribuiu financeiramente para a sua eleição

Rosimeiri Ximenes de Paula fez uma doação de R$ 5 mil para a campanha eleitoral do prefeito de Casimiro de Abreu. A contribuição está declarada na prestação de contas da candidatura de Paulo Dames (foto), que logo depois de empossado deu um emprego e tanto ao marido dela: Nilton Francisco de Paula foi nomeado secretário de Meio Ambiente através da Portaria 008/17, publicada na edição 634 do órgão oficial do município, mesma edição que veicula a nomeação de Matheus Sardenberg para o Controle Interno. Matheus é filho de Luiz Carlos Sardenberg, que aparece na prestação de contas com uma doação de R$ 8 mil.

Prefeitos vão ter que provar situação de calamidade financeira

Tribunal de Contas vai checar número por número para ver se a turma não estão exagerando

Mesmo com perda de 40% na receita, o município de Magé, na Baixada Fluminense, está mantendo as contas em dia. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), não atrasou um salário sequer e pagou o décimo terceiro dentro do prazo legal. Magé não fechou nenhuma unidade de atendimento médico e deu continuidade às obras iniciadas a partir de abril do ano passado, quando assumiu o governo com a saída do prefeito Nestor Vidal. Na região prefeitos que assumiram este mês trataram logo de decretar estado de calamidade financeira, um instrumento legal que os autoriza suspender contratados e pagamentos, inclusive demitir servidores. Porém, o que mais motiva a adoção da medida é a cultura de que em situação semelhante se pode fazer compras e contratos sem licitação, mas isto só é permitido em casos de calamidade pública provocada por desastres naturais. Antecipando-se a uma possível “farra”, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro resolveu marcar em cima e desta forma os prefeitos de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita e Nova Iguaçu vão ter que apresentar números completos sobre a realidade financeira de seus municípios.

Agora é a Odebrecht que terá de pagar

A Odebrecht cobrou juros demais e agora vai ter que zerar conta e pagar R$ 120 milhões ao município Justiça manda empresa devolver R$ 120 milhões aos cofres de Rio das Ostras

Um empréstimo feito pela empresa Odebrecht Ambiental - que explora o sistema de saneamento de Rio das Ostras - acabou por favorecer o município, que vinha tendo seus cofres sangrados por ela. É que a empreiteira gigante conseguiu junto ao BNDES um financiamento e R$ 263.155.116, com taxa de juros 2,34% ao ano, mais o índice TJLP para a realização das obras feitas na cidade e cobrou do município com o qual tem um contrato de Parceria Público Privada (PPP), uma taxa de juros anual de 18,43%, mais o IPCA. Agora, acatando recurso impetrado pelo procurador geral Renato Vasconcellos, a Justiça decidiu que a Prefeitura não deve mais nada a empresa e, muito pelo contrário, é a Odebrecht que tem uma conta a acertar e terá de pagar R$ 120 milhões ao município.