Demissões sem direitos em Guapimirim

Sem pulso: o prefeito Marcos Aurélio Dias começou mal sua gestão e está encerrando de forma pior ainda Contratados estariam sendo pressionados a abrir mão de férias e do 13º terceiro

O barco da administração municipal de Guapimirim está afundando e só existem coletes salva-vidas apenas para os secretários e alguns assessores, privilegiados que vão encerrar a gestão sem qualquer motivo para reclamar. De acordo com uma fonte ligada à Prefeitura, um grupo seleto de colaboradores do prefeito Marcos Aurélio Dias vai receber os salários, décimo terceiro e até férias, para que os auxiliares mais chegados não fiquem com verba rescisória presa e corram risco de não serem pagos pela nova gestão, que já anunciou que vai examinar com lupa a contabilidade do município. Entretanto, revela a mesma fonte, ocupantes de cargos comissionados e contratados temporários já demitidos deverão ficar com saldo zero em suas contas. Ainda segundo a fonte, funcionários contratados estariam sendo coagidos para assinar o termo de demissão abrindo mão das férias e do décimo-terceiro. “Não estamos entendendo nada. Quem trabalhou está sendo sacrificado. O governo fala que não tem dinheiro para fechar as contas, mas abriu várias licitações a partir de setembro”, completa a fonte.

Candidatos querem anulação de concurso em Rio Bonito

A Prefeitura abriu concurso para preencher 400 vagas, mas reprovados alegam que houve vazamento de informações Classificados fora do número de vagas marcam manifestação a amanhã

Candidatos que ficaram fora do número de vagas imediatas oferecidas no edital que sustentou o concurso público realizado pela Prefeitura de Rio Bonito estão pedindo a anulação do certame. Eles alegam, entre outras possíveis irregularidades, vazamento de informações, o que teria privilegiado alguns inscritos. O resultado da prova objetiva aplicada no dia 25 de setembro foi divulgado ontem. A cargo da Consulpam Consultoria, o processo seletivo foi aberto pela prefeita Solange de Almeida para preencher 400 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior, com salário base variando entre R$ 880 a R$ 1.101.

Magé e Japeri mantém salários em dia

Apesar da crise os prefeitos Rafael Tubarão e Timor tem conseguido honrar os compromissos Alguns municípios da região estão deixando os servidores em dificuldades 

Com acentuada perda de receita e sem nenhum repasse por parte do governo estadual que deixou de cumprir os convênios sociais, os municípios que formam a Baixada Fluminense estão mergulhados na crise, deixando, inclusive, de pagar os salários dos servidores. Os prefeitos de Belford Roxo e Japeri decretaram estado de calamidade financeira, mas o segundo tem mantido os salários em dia, embora o prefeito Ivaldo Barbosa Santos, o Timor venha contando centavos para garantir os serviços essenciais. A 86 quilômetros de Japeri, Magé também está com as finanças combalidas, mas os compromissos, aponta o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, estão sendo cumpridos, quando a crise tem provocado até corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento, como aconteceu recentemente com as prefeituras de Queimados e Itaguaí, que ficaram às escuras. Em algumas cidades há quem está desde julho sem receber.

Terceirização sangra os cofres de Guapimirim

Em setembro do ano passado Marcos Aurélio chegou a ser afastado pela Justiça em processo no qual foi denunciado pelo MP por suposto superfaturamento na terceirização de mão de obra Educação contrata empresa para vigiar escolas ao custo de R$ 2.653.321,92

Embora esteja alegando crise financeira para demitir funcionários contratados temporariamente, cortar vantagens de servidores efetivos e negar direitos devidos aos professores, a Secretaria de Educação de Guapimirim está esbanjando dinheiro. Pelo menos é o que sugere a terceirização de serviços que poderiam ser feitos por mão de obra própria, já que o município tem em seus quadros merendeiras, auxiliares de serviços gerais e vigias, sem contar a Guarda Municipal que, entre as suas atribuições está de cuidar dos próprios públicos.

Produção de café “decola” em Porciúncula

Luiz Carlos Teixeira trabalha com irmão e três filhos nas lavouras de cafe, em Porciúncula (Foto: Aline Proença) Em algumas comunidades a quantidade de sacas cresceu mais de 300% com projetos coletivos

Localizado na divisa com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o município fluminense de Porciúncula, conhecido pela prática de esportes radicais como asa delta e parapente, "voa alto" quando o assunto é agricultura. Na microbacia Bonsucesso, a produção de café aumentou quase quatro vezes depois que produtores foram beneficiados com projetos grupais do Programa Rio Rural, da Secretaria Estadual de Agricultura. “Tínhamos vontade de crescer, mas vivíamos fechando no vermelho”, relembra o produtor Luiz Carlos Teixeira, que herdou a atividade profissional dos pais e avós. Ele trabalha com um irmão e dois filhos, todos com lavouras individuais e vizinhas. Com um projeto grupal do Rio Rural, compraram um secador de café e construíram um galpão para armazenar mais de 1.000 sacas por safra. Há oito anos, essa quantidade não passava de 270, o que equivale a um crescimento de quase 370%.

Guapimirim faz queima total de fim de governo

Rui Aguiar - dizem membros do próprio governo - manda mais na administração municipal que o próprio prefeito Marcos Aurélio Dias, que sai com o título de pior gestor da história de Guapimirim Em plena crise gastos passam de R$ 8 milhões, R$ 4,5 milhões só na Secretaria de Educação

Os profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim não têm mais data certa para receber o salário e nem sabem se poderão contar com o décimo-terceiro antes do Natal, mas várias empresas estão com o faturamento garantido, graças aos pregões realizados em agosto e setembro, além de outros processos licitatórios em andamento, comprometendo recursos federais repassados para a Educação. Na próxima semana, por exemplo, o Ministério Público deverá ser informado sobre duas notas de empenho no total de R$ 1.454.690,88 emitidas em favor da empresa Oliveira Dutra Soluções Integradas para pagar a “prestação de serviços de limpeza e conservação, serviços de copa e refeitório para atender as necessidades de toda rede municipal de ensino”, uma terceirização desnecessária, segundo entendimento de servidores do setor. No apagar das luzes de sua gestão o prefeito Marcos Aurélio Dias está autorizando gastos questionáveis e atraindo ainda maus suspeitas para uma administração que é alvo de vários inquéritos e ações judiciais por denúncias de irregularidade a aplicação dos recursos públicos.

Excessos da `ordem urbana´ derrubam Bornier

Veiculos particulares são rebocados a qualquer pretexto, mas as sucatas alugadas pela Prefeitura circulam livremente Moradores reclamam que secretarias agem contra o cidadão de Nova Iguaçu

O que seria um centro de monitoramento, com câmeras instaladas em pontos estratégicos para ajudar no ordenamento urbano e na segurança pública passou a funcionar como um caça-níqueis, ampliando a indústria da multa de trânsito em Nova Iguaçu. Somou-se a isso um tal de “choque de ordem”, operações conjuntas para rebocar carros, promovidas 24 horas por dia pelas secretarias de Ordem Pública e de Mobilidade Urbana, órgãos que se forem extintos não farão falta alguma, pois, de acordo com alguns moradores da cidade, funcionam pautados pelo bem entender dos secretários e atuam contra o cidadão. O resultado do que moradores chamam de exagero por parte das duas secretarias, no entender de boa parte dos eleitores iguaçuanos, é a causa do alto índice de rejeição atribuído ao prefeito Nelson Bornier: em pesquisa divulgada no último dia 12 pelo Ibope 56% dos entrevistados pelo instituto disseram que não votariam em Bornier.

Belford Roxo precisa dizer para onde vai o dinheiro do Fundeb

A gestão de Dennis tem sido alvo de muitas críticas e protestos por parte dos servidores da Educação Redução dos repasses é bem menor que a propagada

Os profissionais da rede municipal de ensino de Belford Roxo receberam o salário de agosto com atraso e mesmo assim em duas parcelas. O mês de setembro - que deveria ter sido quitado no último dia 7- ainda não foi pago e a quitação está prevista para o dia 20, situação que poderia ser evitada se, de acordo com alguns servidores, a administração municipal estivesse aplicando os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação adequadamente. Se o professor tem pelo menos uma previsão os servidores dos demais setores nem isso têm, pois, de acordo com alguns funcionários, o prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PCdoB), estaria priorizando pagamento das faturas de algumas empresas detentoras de contratos com a Prefeitura em vez de pagar o que deve a quem, mesmo diante de tanto descaso por parte do governo, continua trabalhando normalmente.

União faz a força e gera renda no interior

Algumas famílias começaram a trabalhar em mutirão desde a década de 1950 e chegada do Programa Rio Rural, há uma década, renovou o ânimo (Fotos:Aline Proença) Ações com apoio do Rio Rural ajudam a preservar meio ambiente

No meio rural é comum que produtores trabalhem em sistema de mutirão. Plantar ou colher com o apoio de parceiros promove economia de despesas com mão de obra. Em Italva, no Noroeste Fluminense, essa integração na agricultura familiar tem se fortalecido. A disseminação dos projetos do Programa Rio Rural, com incentivos do Banco Mundial, está dinamizando a produção agrícola, aumentando o número de áreas cultivadas e melhorando a geração de renda das comunidades.

Royalties? O forte de Macaé é o ISS!

Aluizio dos Santos Júnior é o único prefeito no estado do Rio de Janeiro que não pode falar em queda de receita O prefeito da cidade chora de barriga cheia, pois o período é de excesso de arrecadação. Aluizio só não honrará os compromissos financeiros se não quiser

Embora o prefeito Aluizo dos Santos Junior (PMDB) tenha sido reeleito com 58,95% dos votos, o município de Macaé não teve um ano de realização. A população reclama dos serviços básicos, os servidores protestam sobre cortes e condições de trabalho, enquanto fornecedores e prestadores de serviços se queixam de atraso no pagamento das faturas. Já o prefeito, para justificar o quadro de insatisfação, fala de crise, de perda de receita, mas os números o desmentem: a Prefeitura registra mais de R$ 71 milhões de excesso de arrecadação, graças ao ISS pago pela indústria offshore, o que garante tranquilamente o fechamento das contas, sem que administração municipal deixe de honrar seus compromissos financeiros.