TRE nega afastamento imediato de Max Lemos pedido pelo MDB

Defesa comemora porque o processo só deverá ser julgado agora no final de 2021

O desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatou recurso impetrado pelo deputado estadual Max Lemos (foto), contra a pretensão do MDB, que pediu o afastamento imediato do parlamentar por conta de sentença proferida pelo plenário da Corte no último dia 15, na qual foi decretada a perda de mandato por infidelidade partidária.

“Não há André Moura que dê jeito. Não somos jujuba”, diz um deputado sobre a nomeação de um super secretário nomeado com a missão de salvar o mandato do governador do Rio

Moura foi chamado de volta ao governo para tentar salvar o mandato de Witzel A nomeação do ex-deputado federal pelo estado de Sergipe Andre Moura para comandar a super Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Governo e Casa Civil foi a última cartada do governador do Rio, Wilson Witzel para tentar conseguir apoio suficiente para barrar a CPI que pode lhe tirar o mandato. O anúncio do retorno de Moura ao governo foi anunciado nesta sexta-feira (24). Ele volta para ser o interlocutor com a Assembleia Legislativa e sua missão é levar o maior número de deputados possível para a base de Witzel para barrar o impeachment, uma vez que a Casa instalou uma comissão para apurar irregularidades no governo denúncias de fraude com recursos da Saúde.

Mal noticiou-se a volta de Moura iniciou-se comentários tipo "isso é uma missão impossível". Mais contundente, um parlamentou falou ao elizeupires.com que "não há Andre Moura que dê jeito".

“Qualquer um, menos ele”, dizem aliados do prefeito de Nova Iguaçu sobre a hipótese de ex-vereador filiado ao PV vir a ser escolhido como vice

Fora da vida pública desde sua participação na considerada desastrosa gestão do prefeito Lindberg Farias, o ex-vereador Antonio de Araújo Ferreira, o Tuninho da Padaria (foto), ao que parece, não terá facilidade em sua luta para ser escolhido como candidato a vice na chapa do prefeito Rogério Lisboa, que concorrerá à reeleição pelo PP. Nos últimos dias o nome de Tuninho frequentou as redes sociais com a informação inverídica de que ele já teria sido escolhido.

A boataria que teria sido plantada por pessoas ligadas ao PV – partido da base do governo  ao qual o ex-vereador é filiado – não ajudou em nada. Muito pelo contrário. Fez aumentar a rejeição. "Se Tuninho entrar por uma porta muitos sairão por outra. É um nome que não agrega nenhum valor à campanha, pois ele não tem voto. Se tivesse disputaria um mandato de vereador. Tem muita gente preocupada com isso no grupo do prefeito. Aceitamos qualquer nome, menos o dele", diz um aliado do prefeito.

Sucessão em Nilópolis: vereador que chegou a ser preso como suspeito de encomendar morte de colega entra na disputa pela Prefeitura

O Solidariedade deverá ter candidatura própria à Prefeitura de Nilópolis, lançando o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Henrique Cruz (foto), o Dedinho, como cabeça de chapa. No dia 9 de maio de 2019 ele foi preso pela Polícia Civil, sob a acusação de que teria  encomendado a execução do  policial civil e também vereador Roberto de Barros, o Betinho, que, de acordo com as investigações, só não foi morto porque o pistoleiro – que teria sido contratado  por R$ 200 mil – terceirizou o serviço e o matador terceirizado acabou alertando Betinho sobre o contrato.

Segundo foi apurado, a encomenda da morte teria sido feita a Ronaldo Izidoro, preso no dia 2 de abril deste ano, na Avenida Brás de Pina, na Penha. As investigações apontaram que a desavença entre Dedinho e Betinho teria começado com a antecipação da eleição da composição da mesa diretora da Câmara para reeleger-se e Betinho decidiu recorrer à Justiça contra a medida.

Partido do pastor Everaldo recebeu R$ 75 mil de diretor de OS para a campanha de Witzel: instituição teria como sócios ocultos os empresários Mário Peixoto e Luiz Roberto Martins, presos desde maio

Desqualificada pelo governo estadual no ano passado por irregularidades na administração de UPAs na Baixada Fluminense, a Organização Social Instituto Unir Saúde foi reabilitada em março desde ano pelo governador Wilson Witzel, voltando a ficar apta para disputar licitações. A reabilitação da OS, entretanto, foi tornada sem efeito em maio, após as prisões dos empresários Mário Peixoto e Luiz Roberto Martins, apontados como sócios ocultos da Unir. Ontem (20), durante sessão da Comissão de Saúde e Gastos com a covid-19 da Assembléia Legislativa, a deputada Martha Rocha revelou que um diretor da organização doou R$ 75 mil ao Partido Social Cristão para a campanha de Witzel. O PSC é comandado no estado do Rio de Janeiro pelo pastor Everaldo Dias Pereira (foto), apontado como "um dos que mandam no governo Witzel".

O dinheiro foi doado por Bruno José da Costa Kopke Ribeiro, que era diretor médico da organização, o que foi confirmado em depoimento pelo diretor-executivo Marcus Velhote. Depois de ouvir Marcos, a comissão decidiu aprofundar as investigações contra o instituto, que recebeu dos cofres estaduais pelo menos R$ 182 milhões até o final de 2019. Pelo que foi apurado, para reabilitar a OS o governador teria contrariado dois pareceres técnicos.

Campanha eleitoral já começou em Japeri: pré candidatos visitam comunidades sem máscara, declarada de uso obrigatório no estado

Numa das imagens Cesar aparece com a máscara no queixo e a secretária de Saúde Rozilene Souza, a quem caberia dar o exemplo, sem a proteção Algumas lideranças dizem lá pelas bandas de Japeri – apontado como o município mais carente da Baixada Fluminense e um dos mais pobres do estado do Rio de Janeiro –, que para ser considerada ruim a gestão do prefeito Cesar Melo tem de melhorar muito, mas ele já está em campanha para tentar permanecer no cargo que ocupa desde agosto de 2018, com o afastamento de Carlos Moraes Costa, de quem era vice.

No fim de semana Melo visitou alguns bairros acompanhado de pré-candidatos a vereador e da secretária de Saúde, Rozilene Souza Moraes dos Anjos, que assim como o prefeito aparecem sem máscaras nas imagens que registram as reuniões e foram postadas nas redes sociais.

Porto Real é visto como herança de família: núcleos de dois ex-prefeitos se fazem presentes na disputa pelo governo do município

Sergio Bernardelli foi o primeiro prefeito de Porto Real, ex-distrito de Resende instalado como município no dia 1º de janeiro de 1997. Ele exerceu dois mandatos seguidos e foi sucedido por Jorge Serfiotis, que também teve dois mandatos consecutivos e faleceu no primeiro semestre de uma terceira gestão. Inelegível, Bernardelli está fora do jogo político, mas ainda assim quer voltar ao poder, mesmo que indiretamente. Ele lançou a filha Silvia, que deverá ter como principal adversário um Serfiotis, o deputado federal Alexandre, médico como ela.

O confronto dos dois clãs é classificado como disputa entre núcleos que achariam que o município é uma herança política de família. Observadores locais entendem que, politicamente falando Bernardelli estaria se posicionando como fosse dono da cidade e o mesmo se poderia dizer de Alexandre, que se colocaria como herdeiro do pai e do próprio município.

PSD poderá ter candidatura própria em Nova Iguaçu

Legenda pressiona por Delegado Carlos Augusto na disputa

O comando do Partido Social Democrático (PSD) está pressionando por uma candidatura própria à Prefeitura de Nova Iguaçu e por uma nominata competitiva de postulantes à Câmara de vereadores. Em conversa agora há pouco com o elizeupires.com, o deputado estadual Carlos Augusto Nogueira Pinto, mais conhecido como Delegado Carlos Augusto (foto), revelou que está sendo convencido a concorrer a prefeito. "A pressão é forte. Digamos que hoje sou 99% pré-candidato a prefeito", afirmou.

Governador do Rio diz que não está envolvido em irregularidades, mas vai insistir em barrar CPI da Alerj na Justiça

Witzel perdeu a primeira batalha contra a CPI no TJ, mas sua defesa anunciou que está estudando novas medidas a serem tomadas  "Não sou ladrão. Não deixarei que corrúptos e ladrões estejam no meu governo. Vamos vencer a guerra". As palavras são do governador do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson Witzel, uma reação contra as suspeitas de que ele estaria ligado às irregularidades encontradas nos contratos emergenciais feitos pela Secretaria de Saúde e uma resposta às afirmações de que em delação premiada o ex-secretário Edmar Santos poderia apresentar provas contra ele. Entretanto, o homem que faz um discurso duro contra a corrupção é o mesmo que recorreu à Justiça para evitar depor na Polícia Federal e também para tentar impedir a continuidade da CPI instalada pela Assembleia Legislativa, que poderá resultar em impeachment.

A primeira tentativa na Justiça deu resultado positivo. O presidente do STJ, João Otávio de Noronha, livrou o governador do depoimento à PF, mas o recurso contra a CPI foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça do Rio: o desembargador Elton M. C. Leme indeferiu o mandado de segurança impetrado pelos advogados do governador, mas a defesa já avisou que está estudando as medidas que serão tomadas para derrubar a CPI, insistindo na tese de que a Assembleia Legislativa não observou o direito de defesa do governador

Senado aprova MP que dispensa licitação para combate à pandemia

Projeto de lei oriundo da medida provisória vai a sanção presidencial

O Senado aprovou hoje (16) a Medida Provisória 926/20, que flexibiliza regras de licitações durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. A MP foi publicada pelo governo no dia 20 de março. O propósito é ajudar os gestores municipais e estaduais a tomar providências mais rápidas no combate ao covid-19. O projeto de lei oriundo da MP vai a sanção presidencial.