Garotinho vai anunciar pré-candidatura a governador pelo mesmo partido de André Português, que já confirmou a sua

● Elizeu Pires

A ciência é muito clara quando diz que "dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo", mas em política, pelo menos até o martelo ser batido nas convenções partidárias, a coisa é bem diferente. É que o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, lançou ontem (8), sua pré-candidatura a governado do Rio de Janeiro pelo Republicanos, legenda a qual o ex-governador Anthony Garotinho (foto), que, pelo menos por enquanto, diz que pretende concorrer ao comando do estado. Se não mudar de ideia até – como já aconteceu outras vezes – Garotinho deve anunciar sua pré-candidatura na próxima quarta-feira (13).

Miguel Pereira: Justiça bloqueia mais de R$ 8 milhões nas contas de André Português em ação de improbidade administrativa

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Quatro meses após a publicação da matéria MP propõe ação de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Miguel Pereira por supostas irregularidades em contrato da limpeza pública, postada no dia 30 de maio, o juízo da Vara Única de Miguel Pereira decretou o bloqueio de R$ 8,8 milhões nas contas do ex-prefeito André Pinto de Afonseca, o André Português (foto), por supostas irregularidades na contratação de uma empresa para os serviços de limpeza na cidade, feita em 2017.

Sete prefeitos do Centro-Sul Fluminense decidem ir à Justiça contra eleição do presidente do Consórcio de Saúde

E que os prefeitos Cláudio Mannarino (Comendador Levy Gasparian), Breno Junqueira (Sapucaia), José Carlos do Mariani (São José do Vale do Rio Preto), Gutinho (Areal) e Jorge Henrique (Mendes) e Felipe Guido, secretário de Saúde de Três Rio, em protesto, se retiraram da reunião, porque o prefeito de Paraíba do Sul,  Júlio Canelinha, que era candidato a presidente, foi impedido de votar, junto os representantes de São José do Vale do Rio Preto e Três Rios, foram impedidos de votar, decisão tomada sob alegação de inadimplência.

O consórcio, formado por 11 municípios, vinha sendo presidido pelo prefeito de Miguel Pereira, André Português, por oito anos. Isso aconteceu contrariando a lei federal Lei 11107 de 2005, que diz que cada presidente só pode se reeleger uma vez para um mandato de dois anos, o que obriga a mudança na liderança a cada quatro anos.

Na marra não, prefeito

● Elizeu Pires

Alguém precisa lembrar ao prefeito de Miguel Pereira, pequena cidade do centro-sul do estado Rio de Janeiro, André Pinto de Afonseca, o André Português (foto), que ele é chefe de um poder só, o Executivo. Dizer a ele que o Legislativo é outra praia, um poder independente, no qual quem dá as cartas são os representantes eleitos para comporem a Casa.

Ex-diretor do Botafogo vai de “Guardião do Crivella” a super secretário em Miguel Pereira: Anderson Simões comanda a pasta de Governo

Elizeu Pires

Embora reeleito com 83,22% dos votos, o prefeito de Miguel Pereira, cidade do interior fluminense, já começa a ser criticado até por aliados. A razão está na escolha do ex-vice-presidente de estádios do Botafogo e ex-subsecretário da Casa Civil da Prefeitura do Rio, Anderson Simões (foto), para comandar – "com amplos poderes", dizem correligionários de primeira hora de André Pinto de Afonseca, o André Português – a Secretaria de Governo, nomeação que leva Português ao risco de rebaixamento na avaliação como governante.

Falta de transparência no Fundo Previdenciário preocupa servidores de Miguel Pereira: aplicações passam de R$ 70 milhões

Não há links para acesso a dados financeiros, o que dificulta o controle social por parte do cidadão Lá pelas bandas de Miguel Pereira, cidade do Sul Fluminense, propaga-se que o prefeito Andre Pinto, o André Português, é o mais bem avaliado da região, com uma gestão eficaz e transparente. Porém, quem entra no Portal da Transparência buscando informações sobre a previdência municipal, até vai encontrar uma aba para tal, mas clicar sobre ela será mera perda de tempo, pois o interessado vai deparar apenas com links para consultas de calendários e decretos, quando deveria ter acesso a balancetes, folha de pagamento, valores repassados e dados sobre aplicações no mercado financeiro.

A falta de transparência impede, por exemplo, que os servidores fiquem sabendo que o Certificado de Regularidade Previdenciária do fundo criado para lhes garantir a aposentadoria está vencido, que os repasses do mês de novembro de 2019 apresentaram déficit de mais de R$ 1,3 milhão, e que os recursos do fundo investidos passam de R$ 70 milhões (confira aqui), dinheiro cujo resultado de sua administração deveria estar disponibilizado de forma clara no portal, para permitir o controle social garantido por lei a todo cidadão.