Renúncia do prefeito de Caxias para suposta disputa eleitoral é recebida como piada nos meios jurídicos; seria apenas manobra para disfarçar perda do mandato por conta de condenação criminal

● Elizeu Pires

Washington Reis tem uma condenação a sete anos e dois meses O recurso dos recursos, o embargo dos embargos impetrado pelo prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB) contra uma sentença de sete anos e dois meses por crime ambiental, era para ter sido julgado na semana passada pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Kassio Nunes pediu vistas, dando mais tempo a Reis na cadeira. O que se comenta nos meios jurídicos é que nenhuma decisão vai derrubar a situação de condenado de Reis, mas a julgar pelo excesso de recursos ele quer apenas ganhar tempo, e isso, aos olhos dos mais atentos, ficou bem claro no decorrer da última semana.

Prêmio da Mega da Virada deve chegar a R$ 300 milhões

Apostas podem ser feitas até as 17h do dia 31

A Já começaram as apostas para a Mega da Virada que, segundo estimativas da Caixa, deve ter uma premiação de R$ 300 milhões este ano. As apostas poderão ser feitas até as 17h (horário de Brasília) do dia 31 de dezembro nas lotéricas de todo do país;,pelo portal Loterias Caixa ou pelo app Loterias CAIXA, disponível para usuários das plataformas Android e iOS; e pelo internet banking da Caixa.

Canto da sereia tirou mandatos de quem apostou na volta ao passado em Meriti

Pulada de cerca de quem estava do lado vencedor tira chance de espaço político na nova gestão

Titinho fez oposição desde que assumiu o mandato, mas Mica e Doca mudaram de lado e acabaram derrotados duas vezes Antonio Carlos Cardoso Correa, mais conhecido como Titinho, é vereador em São João de Meriti, e as apostas eram de que se reelegeria fácil, mas vai ficar sem mandato, pois ouviu que poderia ser eleito prefeito, e ao que parece, acreditou. Teve menos votos que o candidato do PSOL, Vinícius Baião, que ficou com 3,29% da votação para prefeito.

Esforço do PSC para tirar o prefeito de Nova Iguaçu da disputa movimentou apostas entre adversários, mas o prêmio foi a decepção

"Rogério está impugnado. Erro no DRAP é insanável. Trabalho com isso há muito tempo e quem diz o contrário está falando besteira". Esse era, até a última quarta-feira, o argumento de um "especialista", ligado ao grupo do ex-prefeito Nelson Bornier, quando saiu sentença do TRE pelo deferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da coligação Fé, Trabalho e Humildade, formada pelos partidos PV, PSL, PP, DEM, Avante, PDT, MDB, PL, Cidadania, Patriota e Pros, em torno da candidatura a reeleição de Rogério Lisboa (PP), que havia sido indeferido pelo juízo da 156ª Zona Eleitoral.

Na tarde deste sábado foi disponibilizada no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral a certidão de trânsito em julgado do processo movido pelo Partido Social Cristão (PSC), legenda que tentou impugnar o DRAP e o registro de candidatura de Lisboa, acabando de vez com o disse-me-disse.

“Bombeirada” do Rio não quer nem ouvir falar no nome do coronel Simas para o comando geral da corporação

Uma simples menção ao nome do coronel Carlos Simas como eventual escolhido para substituir o coronel Roberto Robadey no comabdo geral do Corpo de Bombeiros causou esta semana um alvoroço tremendo entre oficiais da corporação. "Não queremos nem pensar nessa possibilidade. O Simas? Deus nos livre disso", disse agora a pouco ao elizeupirres.com um bigode grosso dos Bombeiros.

A queda de Robadey passou a ser dada como certa desde o afastamento do governador Wilson Witzel e a apostas de uma queda ruidosa aumentaram com a exoneração do coronel Rafael Paiva Vieira do cargo de assessor de controle interno, depois que Paiva deu publicidade ao relatório auditoria que apontou supostas irregularidades em contratações emergenciais para o enfrentamento da covid-19 a partir da Secretaria Estadual de Defesa Civil.

Cornélio Ribeiro joga a toalha em Nova Iguaçu e deixa perdida uma nominata inteira de pré-candidatos a vereador

Cornélio não comunicou nem a seu ex-futuro companheiro de chapa, Marcello Lajes, sobre a desistência Uma nominata inteira de pré-candidatos a vereador está a ver navios em Nova Iguaçu, por conta da desistência do ex-deputado Cornélio Ribeiro, que não mais vai disputar a eleição para prefeito. A jogada de toalha pegou de surpresa até os colaboradores mais próximos, inclusive seu pré-candidato a vice, o vereador Marcelo Lajes.

Cornélio anunciou-se pré-candidato a prefeito pelo PRTB – legenda do vice-presidente da República Hamilton Mourão – numa aliança com o PMN, mas as pesquisas feitas para consumo interno dos partidos nunca apresentaram índices favoráveis a ele e gente do meio político não chegava a ver em Ribeiro uma candidatura "a vera"

Câmara de Japeri não vota suplementação de verba e clima esquenta entre vereadores e o secretário de Saúde

O clima na Câmara não estaria nada favorável ao jeito Cesar Melo de governar Esperada para a sessão de ontem (3), a votação de um pedido de suplementação orçamentária no total de R$ 6 milhões para a Secretaria de Saúde não aconteceu, mas o secretário Rafael Alves de Freitas foi duramente criticado. Ele já tinha ouvido poucas e boas de um grupo de vereadores numa reunião que ocorreu no gabinete do prefeito Cesar Melo, na qual o clima esquentou e o caldo só não teria entornado por causa da "turma-do-deixa-disso". Para alguns vereadores que defendem a exoneração de Rafael, "o problema da saúde de Japeri é de gestão e não de falta de dinheiro".

Os vereadores ficaram revoltadas com o secretário por conta de um vídeo divulgado nas redes sociais. Eles interpretam que houve uma transferência de responsabilidade para a Câmara. Ontem, o que se comentava nos corredores do poder local é que o secretário estaria preocupado com o possível retorno do prefeito Carlos Moraes Costa – afastado há um ano e quatro meses – ao cargo e estaria criando uma situação para antecipar sua saída, pois saberia que seria o primeiro a ser demitido se Moraes reassumir a Prefeitura.

PSDB de Resende deixa Noel de Carvalho em situação difícil

Primeiro suplente de deputado estadual e com chances de sentar na cadeira, ele não pode deixar a legenda para concorrer a prefeito por outro partido

O ex-prefeito Noel de Carvalho tem o respeito do grupo atualmente no poder, mas sua situação no PSDB não seria confortável hoje - Foto: A Voz da Cidade Nas eleições municipais de 2016 em Resende, município do Sul do estado do Rio de Janeiro, as apostas eram de que o ex-prefeito Noel de Carvalho (PSDB) venceria o médico Diogo Balieiro Diniz (PSD) na disputa. Deu ruim. Balieiro venceu. Apertado, mas ganhou. A diferença foi de 1.919 votos. Agora passados mais de três anos do pleito, Noel estaria se vendo prisioneiro dentro da própria casa. Não por qualquer condenação, mas pelas dificuldades impostas por sua condição de primeiro suplente de deputado estadual com chances de vir a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

MDB quer eleger Moreira, Picciani e mais dois

Agora sem o P, partido quer perder a fama de filial da "casa do demo"

Nada de Leonardo Picciani e muito menos Marco Antonio Cabral. O primeiro nome da lista do MDB paras eleições desde ano no Rio é tem outro nome, Wellington Moreira Franco, para quem deverão estar voltadas todas as atenções a partir de agora. Comandado no estado pelo deputado Cabralzinho, mas ainda controlado pela família Picciani, o partido ficará com o maior pedaço do bolo do fundo partidário e a preocupação hoje é não deixar que os recursos financeiros sejam geridos pelos atuais caciques. Conscientes de que não será mais possível eleger oito deputados federais, os "donos" da legenda têm hoje três nomes no topo da lista de candidatos a deputado federal, e Cabralzinho, mesmo sendo o presidente, não é um deles. As apostas internas são em Moreira Franco, Leonardo Picciani e Pedro Paulo - se este não mudar de sigla junto com o ex-prefeito Eduardo Paes, cotado para disputar o governo estadual pelo PSB -, podendo entrar um quarto nome, no máximo mais um, nas avaliações mais otimistas.