Sabino deixa “terra arrasada” em Rio das Ostras

A orla da Costazul é hoje o retrato do abandono que afeta todo o município de Rio das Ostras (Fotos:Bruno Tosta) O estado de abandono é verificado em todos os bairros do município

Do dia 1 de janeiro de 2013 até o dia 30 de setembro desde ano o município de Rio das Ostras registrou uma receita líquida consolidada de mais de R$ 2,3 bilhões, mais que o dobro do que foi arrecadado por cidades com universo populacional bem maior, mas tanto dinheiro não ajudou em nada. Os serviços básicos perderam muito em qualidade e o que se vê nas ruas, inclusive nos bairros com o IPTU mais caro, é abandono. Na rede municipal de ensino os professores sofrem com a falta de material didático e até água e papel higiênico tem faltado nas unidades. No sistema de saúde o atendimento é precário, não há médicos nem medicamentos, o que não é admissível para uma cidade que tem menos de 150 mil moradores e arrecadação acima da média, exatos R$ 2.339,060.396,46 em três anos e nove meses.

Belford Roxo precisa dizer para onde vai o dinheiro do Fundeb

A gestão de Dennis tem sido alvo de muitas críticas e protestos por parte dos servidores da Educação Redução dos repasses é bem menor que a propagada

Os profissionais da rede municipal de ensino de Belford Roxo receberam o salário de agosto com atraso e mesmo assim em duas parcelas. O mês de setembro - que deveria ter sido quitado no último dia 7- ainda não foi pago e a quitação está prevista para o dia 20, situação que poderia ser evitada se, de acordo com alguns servidores, a administração municipal estivesse aplicando os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação adequadamente. Se o professor tem pelo menos uma previsão os servidores dos demais setores nem isso têm, pois, de acordo com alguns funcionários, o prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PCdoB), estaria priorizando pagamento das faturas de algumas empresas detentoras de contratos com a Prefeitura em vez de pagar o que deve a quem, mesmo diante de tanto descaso por parte do governo, continua trabalhando normalmente.

Royalties? O forte de Macaé é o ISS!

Aluizio dos Santos Júnior é o único prefeito no estado do Rio de Janeiro que não pode falar em queda de receita O prefeito da cidade chora de barriga cheia, pois o período é de excesso de arrecadação. Aluizio só não honrará os compromissos financeiros se não quiser

Embora o prefeito Aluizo dos Santos Junior (PMDB) tenha sido reeleito com 58,95% dos votos, o município de Macaé não teve um ano de realização. A população reclama dos serviços básicos, os servidores protestam sobre cortes e condições de trabalho, enquanto fornecedores e prestadores de serviços se queixam de atraso no pagamento das faturas. Já o prefeito, para justificar o quadro de insatisfação, fala de crise, de perda de receita, mas os números o desmentem: a Prefeitura registra mais de R$ 71 milhões de excesso de arrecadação, graças ao ISS pago pela indústria offshore, o que garante tranquilamente o fechamento das contas, sem que administração municipal deixe de honrar seus compromissos financeiros.

Um mestre de obras para Itatiaia

Dudo quer o contato direto com o povo como base para uma gestão mais aberta (Foto:A Voz da Cidade) Dudu promete governo com pés no chão e olhos para as necessidades do povo

Cumprindo o terceiro mandato de vereador, Eduardo Guedes da Silva, o Dudu, quer escrever uma nova página em sua biografia de homem público, usando o contato direto que sempre manteve com a população para construir uma gestão realizadora se for o escolhido da população para governar o município de Itatiaia pelos próximos quatro anos. Candidato a prefeito pelo PMDB, afirma que ser reconhecido como o maior “tocador” de obras da história da cidade. Mudar a vida das pessoas para melhor, assegura, é o grande objetivo.

Uma gestão de promessas e desperdício

O prefeito Anderson Alexandre destruiu obra orçada em R$ 2,8 milhões e anunciou um projeto que ficou só nas maquetes Prefeito de Silva Jardim não cumpre compromissos de campanha e ainda joga dinheiro público no lixo

Em Silva Jardim, município governado pelo prefeito Anderson Alexandre (PMDB) a falta de palavra e o desperdício de dinheiro público caminham juntos. A ausência de compromisso com a população está no não cumprimento das promessas feitas por ele durante a campanha de 2012 e o desperdício na destruição de uma obra orçada em R$ 2,8 milhões para fazer outra que não saiu do papel, uma transformação que ficou nas palavras do prefeito e nas maquetes digitais divulgadas pela Prefeitura. Há três anos e nove meses no governo, Anderson destacou dez pontos importantes em 2012 e só executou um: o plano de cargos e salários dos servidores. Quanto ao povo, este acreditou nas promessas e se deu mal.

Onde está a grana dos professores, secretário?

Rui Aguiar, de acordo com membros do governo, manda mais que o prefeito Marcos Aurélio (Foto:PMG) É o que profissionais de ensino de Guapimirim querem saber

Sempre que questionado pelos profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim sobre atrasos no pagamento de salários ou vantagens asseguradas pelos recursos repassados ao município pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação o secretário Rui Aguiar tem sempre a mesma resposta na ponta da língua. Diz aos que o questionam que os repasses estão caindo muito, diminuindo a cada mês, mas não é isto que mostram dados oficiais, revelando, inclusive, que além de os valores do Fundeb não terem sofrido queda alguma em relação aos exercícios de 2014 e 2015, pelo menos R$ 3 milhões do total repassado este ano estão comprometidos em seis processos de compras e serviços, sendo que apenas um deles, o de uma jornada pedagógica considerada “desnecessária e infrutífera” por alguns servidores, foi executado até agora, ao custo de R$ 395 mil.

Belford Roxo gasta mais do que arrecada

Belford Roxo está literalmente no buraco. As contas não fecham e os salários dos servidores estão atrasados E servidores de várias secretarias ficam sem salário

O exercício fiscal de 2015 foi o único em que a Prefeitura de Belford Roxo arrecadou mais do que gastou, mas a diferença não foi suficiente para cobrir o déficit gerado nos dois anos anteriores da gestão do prefeito Dennis Dauttmam (PCdoB), que não está conseguindo nem acertar as contas com os servidores. Os professores efetivos receberam os vencimentos de julho na última terça-feira, mas o pessoal de apoio e os contratados estão em apuros, bem como os funcionários das demais secretarias, com alguns acumulando até três meses sem salários, sem contar os ocupantes de cargos comissionados, que ficaram com um vencimento para trás e não recebem há quatro meses. Somando os três primeiros anos da atual gestão a receita consolidada registrada é de R$ 1.694.974.004,80 e a despesa dos três anos tem o total de R$ 1.703.307.852,34, um déficit de R$ 8.333.847,54.

Para onde está indo o dinheiro de Macaé?

O médico Aluizio dos Santos Junior, mesmo com muito dinheiro, não estaria sabendo cuidar da saúde da população Apesar da receita alta moradores reclamam que tem faltado medicamentos

Referência em atendimento médico na região, o Hospital Público Municipal de Macaé, o HPM tão procurado por moradores de municípios vizinhos, não é mais o mesmo. Pelo menos é o que sugerem reclamações de parentes de pacientes, dando conta de que estariam sendo obrigados a comprar materiais básicos, fraldas e até alguns itens de medicamentos, o que não teria a menor necessidade de acontecer, pois a arrecadação da Prefeitura continua alta, apesar da crise financeira que afeta a maioria das cidades brasileiras. De acordo com registros da própria administração municipal, até ontem o volume de recursos arrecadados a partir de janeiro, somava exatos R$ 1.209.831.477,98, mais da metade da previsão orçamentária para 2016, que ficou em R$ 2.08 bilhões.

Pesquisa mostra que dinheiro não é tudo em gestão pública

Aluízio teve até agora R$ 7,7 bilhões para administrar, mas a Prefeitura deve R$ 9 milhões ao Hospital São João Batista Índice Firjan avaliou as contas de 4.688 prefeituras em todo o país. A rica Macaé, lidera o ranking em sua região, mas a nível nacional perde para cidades mais pobres

Até a última sexta-feira a Prefeitura de Macaé registrava uma receita consolidada de R$ 1.150.516.765,79, o que representa mais da metade do orçamento do município para o exercício de 2016, fixado em de R$ 2,08 bilhões. Com isto, pode-se dizer, o prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, não tem do que reclamar. A maioria dos seus colegas não está conseguindo nem pagar em dia os salários dos servidores efetivos e em pelo menos 57 prefeituras os ocupantes de cargos comissionados - com em Belford Roxo, por exemplo - só recebem a cada dois meses, ficando sempre um salário para trás. Entretanto, mesmo com a receita não afetada, Macaé também está em crise. Se não financeira, de gestão, pois o doutor prefeito tem deixado de honrar compromissos que jamais poderiam ser adiados, como no caso da Irmandade São João Batista de Macaé, uma entidade filantrópica que administra o Hospital São João Batista, que está com repasses atrasados no total de R$ 9 milhões, embora em três anos e meio a Prefeitura tivesse arrecadado R$ 7,7 bilhões.

Cabo Frio está de pires na mão

Alair Correa está perdido entre dívidas com fornecedores e salários atrasados (Foto:Divulgação/PMCF) Tem servidor que não recebe desde abril

Sem presente e sem futuro. Essa é a realidade de milhares de servidores da Prefeitura de Cabo Frio, que não vem honrando seus compromissos desde o segundo semestre do ano passado, quando o prefeito Alair Correa começou a atrasar faturas cobradas pelos prestadores de serviços e fornecedores. Tem servidor que não recebeu a segunda parcela do décimo salário de 2015 e professores temporários que ainda não viram a cor do vencimento de abril. A quem reclama Ala ir responde que a crise deixou o município na pior e que precisa de um empréstimo de R$ 200 milhões, recurso que pretende conseguir com a antecipação de créditos futuros dos royalties do petróleo. O que o prefeito espera antecipar equivale ao que município perdeu de receita no ano passado em comparação aos valores recebidos em 2013 em repasses constitucionais.