José Antônio e Joaquim Saturnino não medem as palavras: 'A água é podre' E ainda cobra caro pelo abastecimento
Para os moradores de Valença, cidade do interior fluminense, a entrega do serviço de águas para a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), o que aconteceu em 2009, foi um atentado contra a saúde da população, pois a água que chegava às torneiras antes era mais bem tratada, tinha qualidade, além do fornecimento ser diário e ter uma tarifa muito menor que a praticada pela estatal. A água hoje oferecida à população, reclamam moradores “tem cor esquisita e mau cheiro”. Entre os moradores ouvidos sobre a exploração do serviço pela Cedae - que segundo decisão judicial, está operando ilegalmente no município e a Prefeitura vai ter que romper o convênio firmado pelo ex-prefeito Vicente Guedes - todos querem que a empresa deixe a cidade e que a Prefeitura volte ao sistema antigo que, segundo eles, era muito melhor. “Estou bebendo água mineral, porque essa água servida pela Cedae é pobre. Fede. É uma coisa horrível. A qualidade é ruim, a tarifa é cara e o abastecimento é precário. A água chega a minha casa só de dois em dois dias”, diz José Antonio de Araújo Gomes.