Prefeito e ex-prefeito terão de devolver cerca de R$ 8,7 milhões aos cofres púbicos de Seropédica

Um festival de irregularidades verificadas através de auditoria em diversos contratos firmados pela Prefeitura de Seropédica com várias empresas, entre elas a Multiproof Cooperativa Multiprofissional de Serviços, levou o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), a condenar o ex-prefeito da cidade, Darci dos Anjos Lopes e o atual gestor, Alcir Fernando Martinazzo, a devolverem cerca de R$ 8,7 milhões aos cofres da municipalidade. As irregularidades foram reveladas em agosto pelo elizeupires.com em matéria mostrando que a dupla já havia sido condenada no ano passado a devolver cerca de R$ 9 milhões, dando conta ainda de que Darci e Alcir foram acusados do desvio de verbas repassadas pelo governo federal e que por esse motivo estavam sendo alvos de uma CPI. A matéria falava ainda de um suposto esquema financeiro para evitar a cassação do mandato do prefeito através de uma Comissão de Inquérito instalada pela Câmara de Vereadores.  

A nova condenação foi confirmada pelo TCE na última sexta-feira e o total exato a ser devolvido é de R$ 8.690.994,00. De acordo com o Tribunal de Contas, os dois prefeitos atestavam a execução dos serviços sem qualquer conferência entre o valor faturado e o efetivamente cumprido pelas empresas contratadas. Por conta disso Alcir Martinazzo terá que devolver, sozinho, a quantia de R$ 1.381.154,00 referente a pagamentos irregulares feitos às empresas Locanty e a Marambaia, que faziam os serviços de limpeza urbana e transporte escolar, respectivamente, no período de outubro de 2010 a agosto de 2011. Matinazzo terá, ainda, que ressarcir aos cofres públicos em mais R$ 4.555.783,10 devido a incorreções no pagamento por serviços terceirizados na área de educação. Neste caso, a Empresa Multiproof foi condenada solidariamente, ficando também responsável pelo ressarcimento.

CPI vai investigar caos na saúde de Valença

Setor gastou R$ 10 milhões em seis meses. Resta saber onde

A rede de saúde de Valença conta hoje com 82 odontólogos contratados, mas não vem realizando ne- nhum procedimento odontológico por falta de condições de traba- lho. A afirmação foi feita pelo vereador Sil- vio Graça, que apon- ta a má gestão como principal causa dos problemas verificados nos últimos 12 meses na cidade, principal- mente nas unidades de atendimento médi- co. Segundo Silvio, atualmente nem extra- ções de dentes vem sendo feitas na rede devido à falta de recursos, materiais básicos e medicamentos. Por conta do caos que se instalou no setor de saúde Silvio e o vereador Marcelo Moreira de Oliveira, o Marcelo do Didi, anunciam que vão tentar, ainda nessa segunda-feira, instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o setor onde, de acordo com Silvio Graça, só no primeiro semestre de 2013 foram gastos cerca de R$ 10 milhões. “É preciso que se esclareça esse gasto, pois as unidades não funcionam, falta tudo na rede”, completa o vereador.

Valença reprova prefeito

Inércia da gestão de Álvaro Cabral deixa moradores revoltados

Entrando em seu 12º mês como prefeito, o médico Álvaro Cabral (PRB), considera que ainda não teve tempo para nada ou de fazer quase nada, mas, com olhar crítico, os valencianos mais atentos o condenam. Reprovam, inclusive, o “quase nada” de uma gestão que reputam como “muito ruim”, por conta, por exemplo, do descaso com setores como o de ensino, onde até o básico, a merenda escolar, Álvaro tem deixado faltar. O “quase nada” é condenado pelo estado em que se encontra a Rua Getúlio Vargas, que mais parece uma estrada de chão da zona rural. O quadro nada mais é do que o reflexo da falta de atenção do poder público, que deixou a população, literalmente, vivendo na poeira há mais de três meses, o que tem causado problemas de saúde em grande parte dos moradores, por conta de uma obra iniciada e não concluída.

Debaixo de pancadas CPI da Merenda é aberta em Valença

Pressão faz presidente tirar da gaveta o projeto de resolução

Depois de muita discussão, pancadas na imprensa e apelo ao Ministério Público, enfim, foi tirado da gaveta do presidente da Câmara de Vereadores de Valença, Salvador de Souza, o Dodô, o projeto de re- solução propondo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investir as causas da falta de merenda nas escolas da rede mu- nicipal de ensino. A CPI será inte- grada pelos vereadores Luiz Anto- nio Rocha de Assumpção (presiden- te), Marcelo Moreira (relator) Feli- pe Farias e José Reinaldo Alves Bas- tos (membros).

CRT só é boa para os vizinhos de Magé

Teresópolis não tem pedágio e fica com a maior parte do ISS pago pela concessionária. Sapucaia é o segundo maior recebedor do imposto e também não tem posto de cobrança

O trecho da BR-116 administrado pela Concessionária Rio Teresópolis (CRT), vai de Duque de Caxias a Além Paraíba, com exatos 142,5 quilômetros e o critério para a distribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pela empresa é a quantidade de quilômetros dentro dos limites de cada um dos seis municípios existentes no trecho. De posse dos valores pagos pela concessionária em setembro desse ano, concluo que Magé só leva mesmo é prejuízo com essa empresa.

Ainda sem explicação

Aposentado continua sem saber como instituto de previdência movimentou R$ 900 mil em com seu nome e CPF

Dois anos e três meses após um aposentado ter denunciado que seu nome e CPF foram usados em operações financeiras que movimentaram cerca de R$ 900 mil na conta Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Casimiro de Abreu (IPREV-CA), até hoje a situação não foi esclarecida. A denúncia foi feita ao elizeupires.com no dia 15 de julho de 2007 pelo funcionário aposentado da Prefeitura, Romildo de Oliveira Moreira, que na época tinha rendimento mensal líquido de R$ 799,25, pago IPREV-CA.

Camisetas caras demais

Documentos revelam que Secretaria de Educação de Nova Iguaçu poderia ter pago por uniformes menos da metade do que gastou

As camisetas dos uniformes escolares compradas pela Secretaria de Educação de Nova Iguaçu ao preço unitário de R$ 16,87 da empresa WQ Comercio de Material de Escritório e Serviços Ltda., que venceu uma licitação de mais de R$ 9 milhões, poderiam ter sido adquiridas por menos da metade do preço se a Prefeitura tivesse optado pela empresa Silk Fabril, que participou da concorrência e foi desclassificada. Pelo menos é o que revela uma tomada de preços a qual o elizeupires.com teve acesso. No documento o representante da Silk Fabril, Sergio Davico informa, no último dia 27 de junho, 18 meses após a compra feita pela secretaria, que poderia fornecer as camisetas por R$ 8,10 cada uma. O site teve acesso ainda a uma outra tomada de preços, na qual a empresa Grupo Art apresenta dois preços: R$ 6,30 (camiseta infantil) e R$ 7,60 (adulto). Oelizeupires.com teve acesso também a uma proposta da empresa Fortiori Camisetas, que apresentou preço unitário de R$ 6,50.